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Herói nacional

Gerhard Erich Boehme
 
 
"O brasileiro acredita ingenuamente que os "políticos de plantão" resolverão seus problemas, transferindo a eles  suas responsabilidades e autoridade. Esquecem que estes, devido ao modo de se fazer política no Brasil, defenderão seus interesses e de seus pares e raramente servirão aos interesses de seus eleitores ou seguirão os princípios e valores de seus partidos."
 
(Gerhard Erich Boehme)
 
 
 
O Brasil assistiu estupefato o protesto do bispo Luiz Flávio Cappio, 59 anos, que ficou sem comer por 11 dias.
 
Ele atraiu muita atenção e esperamos que no futuro produza efetivamente algum resultado, em especial junto aos políticos brasileiros, estes desacreditados em seu trabalho e amplamente denunciados devido às suas práticas recorrentes como corrupção, nepotismo, favoritismo, clientelismo, etc..
 
Ele é seguramente um dos poucos heróis da atualidade, pois na mesma época em que vemos a Igreja Católica, através de seu braço político brasileiro - a CNBB, endossar este (des)governo Lula, - ou seria melhor grafar Lulla, ele nos faz  refletir sobre uma das principais causas da geração de miséria entre os brasileiros, esta denunciada desde a época do Império pelo então Dom Pedro II, talvez um dos últimos mandatários desta bela nação que efetivamente serviu ao país e aos brasileiros, não como aqueles que o sucederam, os alagoanos em especial, que sistematicamente se servem da nação e penalizam o cidadão pelos altos impostos e baixa qualidade dos serviços de educação e segurança pública.
 
Dom Pedro II foi deposto por alguns oportunistas, pois denunciava, já naquela época, a "indústria da seca".
 
Agora vemos a figura de Dom Luiz Flávio Cappio também denunciar e tentar  impedir o início das obras da transposição do Rio São Francisco, empreitada de 4,5 bilhões de reais (15 milhões de salários mínimos) em torno da qual gira um imenso carrossel de dúvidas.
 
Mas como funciona esta "indústria da seca"?
 
O processo é bem simples e eficaz visando a concentração de renda às custas do Estado, ou melhor, dos brasileiros que pagam impostos.

 

Segue basicamente as seguintes etapas:


1. Estuda-se quais as possibilidades de construção de poços, diques ou açudes, agora também a transposição ...

 

2. Como as secas são cíclicas, escolhe-se uma região que deverá "ter suas conseqüências" agravadas:

a) aumentando antes o consumo e desperdício de água na região;
b) criando "problemas no suprimento de água", já que a maioria das empresas de caminhões pipas e locais de abastecimento estão nas mãos de poucas famílias nordestinas - seja das empresas familiares, seja das administrações municipais, ou ainda nos cabides de emprego das empresas de saneamento - estas ao contrário das do Sul e algumas do Sudeste, como a Águas de Limeira, primam pelo clientelismo -, todas elas com elo de ligação ou representantes no Senado e na Câmara, basta ver o número de representantes dos Estados Nordestinos comparando-os com os da Região Sul ou Sudeste (compare o nº. de representantes/nº. de eleitores ou habitantes - coeficiente eleitoral é próprio apenas de países democráticos!);

c) falta de energia para o bombeamento d'água;

e) etc... 

 

etc...  

etc...

etc...  

etc...

 

3. Como a população nesta região está resignada ... entenda o significado desta palavra, não é a baixo auto-estima que o nosso "Presidente Lulla" prega ...  , são realizadas ofertas "tentadoras" para a aquisição das áreas nesta região, ocorre que esta população desconhece que nos corredores em Brasília a área já conta com projetos em andamento ou sendo propostos investimentos na região, isso acontecia também antes de 1960, só que nos corredores da Câmara e do Senado no Rio de Janeiro.

 

4. Os políticos aprovam os projetos necessários para esta região. Normalmente são incorporados ao Orçamento através de urgência ou outras aberrações... Sem avaliações consistentes e planejamento adequado. Afinal é prioritário.

 

5. Para a realização dos projetos é necessário que algumas áreas, que serão inundadas ou que contarão com os investimentos públicos, sejam desapropriadas. De quem são estas terras neste momento? Da população nativa ou dos que investiram a posteriori?  Adivinha se na desapropriação será pago o valor real ou o super hiper-valorizado?

 

6. São realizados os investimentos. Quais as empresas que serão licitadas? A livre concorrência infelizmente não chegou naquelas paragens.  E os editais permitirão empresas do Sul ou do Sudeste, ou mesmo internacionais? Obviamente que não, afinal há que se privilegiar os "empresários da região" e seus "trabalhadores".

 

7. Concluídas as obras, obviamente superfaturadas e não cumprindo os requisitos e prazos previstos. Pergunto: quem serão os beneficiados?  Resposta: ....

 

8. Cabe ainda a realização de obras secundárias, como distribuição d'água aos habitantes da região. Quem serão estes habitantes da região? Seguramente não serão aqueles que lá originalmente viviam. Estes já terão migrado ao Sul ou Sudeste ou entraram em óbito.

 
Vale lembrar que das terras que foram adquiridas, somente uma parte foi desapropriada. E as demais, de quem são ou serão?
 
Nestas condições se cria mais um curral eleitoral...
 
Esta é a famosa indústria da seca.
 
Don Pedro II já lutava contra, tivemos um golpe militar orquestrado por um alagoano que colocou um velho gagá à frente para o caso de algo sair errado, ...    ... muita água já jorrou por lá, depois tivemos outro alagoano como presidente. Vale lembrar que o candidato dos liberais era o Afif, o alagoano somente copiou o discurso no que lhe interessava, afinal era a onda do momento, o brasileiro estava começando a aprender o que era viver sem o peso do Estado às suas costas (armado ou não - lembre do Estado Novo e do Golpe no Golpe Militar - isso mesmo golpe no golpe... ... tire suas conclusões, estude a história). Agora temos um alagoano novamente na presidência da Câmara, não chegou lá por méritos próprios ou apoio dos políticos que representam a maioria dos brasileiros, mas sim devido ao resultado de compra de uma maioria de parlamentares que desejam a maior pizza da história brasileira.
 
Vale lembrar também que temos no Senado um alagoano, no caso o camaleão político - de apoiador de Collor, passou a apoiar Sarney e FHC, agora endossa as "falcatruas" de Lulla.
 
Qual a razão deles serem tão fortes e serem eleitos para cargos tão representativos dos brasileiros?
 
Afinal que brasileiros eles representam?
 
- Seguramente não são os pobres e sofridos alagoanos, estes merecem o nosso respeito, merecem a nossa solidariedade por terem sido, nestes séculos todos, comandados por uma elite perversa e mal intencionada.
 
Abraços,
 
 
Gerhard Erich Boehme
[EMAIL PROTECTED]
 

 
"Somos pobres porque acreditamos na distribuição e  não na produção de renda".
(Gerhard Erich Boehme)
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