Cabral faltou a 52% das votações no Senado

Paulo H. Carvalho - 22.jun.2006/Correio Brasiliense
Sérgio Cabral (PMDB), senador e candidato ao governo do Rio



RAPHAEL GOMIDE
DA SUCURSAL DO RIO - FOLHA DE S.PAULO

Os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto no Estado do Rio de Janeiro, senadores Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), são faltosos no trabalho legislativo.
Cabral faltou a 52% das votações no Senado neste ano. Crivella teve ainda mais ausências: 86,4% -70 de 81 sessões. Em terceiro lugar nas enquetes da disputa ao governo do Estado, a deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ) esteve ausente em 6,5% das deliberações da Câmara em 2006.
O senador do PMDB está fora da Casa desde 10 de julho, quando se licenciou sem vencimentos para fazer campanha eleitoral. As ausências a partir de então não foram contabilizadas pela Folha, apesar de constarem do site do Senado ( www.senado.gov.br).
Somadas todas as faltas nesta legislatura, desde 2003, Sérgio Cabral não esteve no plenário em mais de um terço das votações (35,8%), o que corresponde a 178 faltas.
Marcelo Crivella participou menos: desde que foi eleito para este mandato, não compareceu a 286 votações, o que corresponde a 54% do total.
Líder na pesquisa Datafolha, com 42% das intenções de voto no Estado e possibilidade de vencer no primeiro turno -Crivella tem 19% e Denise Frossard, 9%-, Sérgio Cabral Filho não vota no Senado desde 22 de março.
Das 50 deliberações neste ano até sua licença eleitoral, faltou mais do que foi. Participou de 24; se ausentou em 26.
Neste ano, só fez um discurso, aquele para parabenizar a iniciativa de um senador de dar título de professor honoris causa da Universidade do Legislativo ao colega Ramez Tebet (PMDB-MS).
Eleitos em 2002 com 4,18 milhões e 3,24 milhões de votos, respectivamente, Cabral e Crivella recebem R$ 12.720 mensais para atuar na Casa.

Evolução
A ausência dos dois senadores ao trabalho no Senado é reincidente. Acontece desde o início da legislatura, em 2003, mas aumentou com os anos.
Em 2005, Sérgio Cabral faltou a quase a metade das deliberações da Casa (48%), o que corresponde a 77 ausências. Segundo a página do Senado, fez apenas sete discursos no ano.
Em 2004, não compareceu a 41 votações, mais de um terço (37%) das decisões dos seus pares. O ano em que esteve mais presente foi 2003, quando deixou de ir a 19% das votações, quase um quinto do total.
De acordo com o site do Senado, há mais de um mês, desde 4 de julho -dois dias antes do início da campanha eleitoral-, Crivella não vai ao Senado votar. Antes dessa ocasião, fazia quatro meses que não aparecia para deliberar com os pares.
A última vez havia sido em 22 de março. Depois disso, não houve sessões até 24 de maio, quando ele também faltou. Ele também não esteve presente nos dias 7 e 20 de junho.
Em 2005, faltou a 47,8% -77 das 161 sessões de votação. Em 2004, ele faltou a 47,7% das deliberações, e em 2003, se ausentou de 86 votações, 49%.
Em 2005 e 2006, a deputada Denise Frossard (PPS) teve presença em plenário de 83,1% e ausência justificada -maioria das vezes em missão oficial autorizada pela Casa- em 15,4%. Não justificou a falta quatro vezes, em 1,6%.
 
Fabrício
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