Paulo Henrique M . de Oliveira
Mon, 30 Sep 2002 20:02:13 -0700
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Sabe o que é que eu
acho engraçado - pra não dizer trágico - meu bom Calil? Bem...
deixe-me fazer uma pequena digressão...
Conquanto sejamos
todos componentes do Poder Judiciário, advogados, juízes e promotores costumam
medir forças e travar uma luta silenciosa. Mas todos somos
unânimes em lutar por juízes livres, com independência, com inamovibilidade,
irredutibilidade de vencimentos, bons salários etc. Também
queremos promotores independentes, com todas as garantias, com coragem e
destemor, para fazer valer a lei. Quando fazemos isso, não estamos
querendo privilégios para essas duas classes, não. Queremos, isso,
sim, é a garantia do Estado Democrático de Direito. Queremos é ter a
certeza de que todos os iguais serão tratados igualmente, dentro das
desigualdades etc... etc... etc... Em outras palavras,
queremos é estar certos de que, se formos nós, amanhã, que tenhamos um
tratamento justo.
Bem... agora a
pergunta: será que esse pessoal não estudou o suficiente ou não leu o bastante
para saber que as prerrogativas profissionais do advogado não são um privilégio
dele, mas uma conquista da sociedade, uma vitória da democracia e uma das pedras
angulares da cidadania?
Aquele rapaz da
outra lista falou nos maus profissionais e fê-lo com muita propriedade, ao dizer
que não são "maus profissionais", simplesmente não são
profissionais. Um advogado que se dispõe a ser garoto de recado de
traficante ou que leva celular pra bandido, pra mim não é meu colega nem
morto. É um ser desprezível, um lixo. A ele, o rigor da
lei. É o quanto basta.
A pesquisa do RJTV,
feita sem rigor científico, claro, deve ter sido respondida apenas por imbecis,
sim, mas imbecis muito idiotas.
É a TUCED fazendo
escola, meu irmão! Pode ter certeza!
Abração,
PH
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