(Pesquisando)  

Perguntam-nos o que a Doutrina Espírita ensina sobre discos voadores. Desde
quando estamos autorizados a falar em nome dela? Fruto de nossa observação
pessoal, o Espiritismo jamais se manifestou sobre isso. Não encontramos
sequer um livro espírita sério voltado para esse assunto. Se valesse a pena,
os espíritos superiores já teriam se preocupado com ele.Nos anos 60,
apareceu A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores, atribuído ao espírito
Ramatis, um indiano, e assinado por Hercílio Maes. Com muitos e fervorosos
leitores, a obra descrevia cidades futuristas no solo marciano, no melhor
estilo de ficção científica, habitantes adiantadíssimos em tecnologia e
ética, a empreender constantes visitas à Terra em seus maravilhosos discos
voadores. A Federação Espírita Brasileira (FEB) nunca aceitou esta e outras
publicações de ambos, considerando Hercílio Maes um médium intuitivo e não
psicógrafo. Os psicógrafos permitem a escrita diretamente pelo espírito,
enquanto os intuitivos apenas recebem sugestões e, na maioria das vezes,
misturam idéias do comunicante com as suas próprias, antes de passá-las ao
papel. Hoje, com tantos satélites e naves, a superfície inteira de Marte
está fotografada, filmada, mapeada e segue estudada pelos cientistas da
Terra, que jamais encontraram nela o menor indício desses prodígios. Não é
possível, contudo, que tantos registros de aparições de objetos voadores
não- identificados (ÓVNIs) sejam ilusórios. São milhares e milhares, nos
cinco continentes. Mesmo que a grande maioria esteja relacionada a fenômenos
meteorológicos, naturais e conhecidos da ciência, um número incalculável
segue sem explicação. Pilotos e passageiros de aviões, astronautas em
lançamentos ou em órbita, relatam a presença desses corpos luminosos
indiferentes às leis da física, muitas vezes acompanhados pelos radares e
por outros instrumentos sofisticados, que confirmam e registram suas
presenças. O homem ainda não tem a menor condição de construir discos
voadores assim. Por conclusão lógica, tais máquinas não seriam daqui e,
tecnologicamente, estão séculos ou milênios à nossa frente. Mantêm-se
intocáveis e, quando se aproximam, nunca chegam perto demais. Dão evidentes
sinais de que nos vigiam. Os contatos de terceiro grau, cara a cara com os
terráqueos, só acontecem no cinema e na televisão.O filósofo Huberto Rohden,
no século XX uma das cabeças pensantes mais lúcidas deste País, vinha
constantemente ministrar curso de Filosofia Univérsica em Goiânia e, numa
tarde de sábado, oferecemo-nos para o transportar, a fim de ouvi-lo
diretamente, conhecedor que já éramos de muitos dos seus cerca de 60 livros.
Iniciamos o diálogo surpreendente: – O senhor acredita em disco voador?– Não
como você acredita. Ele não é uma máquina voadora, como um avião.
Encontra-se em outra dimensão, aparece e desaparece quando deseja.Ante nossa
expectativa, explicou:– Nossa civilização tem apenas seis mil anos e já
ensaiamos os primeiros passos no espaço. Imagine uma civilização com 100 mil
ou um milhão de anos. Não temos, sequer, condições de imaginar do que ela é
capaz... Só sendo fanático ou retardado mental para achar que, num universo
infinito, existe vida apenas num planeta como o nosso, um grão de areia no
meio de todas as praias do mar. A Igreja Católica, com seu geocentrismo,
caiu do cavalo ao impor a Terra como centro do cosmos e condenando à
fogueira, na Inquisição, quem a contestasse. Há poucos anos, assistimos ao
papa João Paulo VI pedir perdão a Galileu Galilei, execrado, condenado e
perseguido porque construiu o primeiro telescópio e anunciou o que os gregos
sabiam na antiguidade: o centro é o Sol, e apenas do seu sistema. Ele não
passa de ponto microscópio de luz e calor numa Via Láctea de 200 bilhões de
estrelas, rodeadas de bilhões de outros mundos.Francisco Cândido Xavier, em
diferentes oportunidades, afirmou acreditar na existência de naves
interplanetárias, como na entrevista publicada no jornal Estado de Minas, em
julho de 1980. Em outra matéria – O Espírita Mineiro, número 171,
fevereiro/abril de 1977 –, ele afirma que se nós fôssemos mais evoluídos e
pacíficos, as humanidades de outros planetas já teriam entrado em contato
conosco. Foram suas palavras textuais: 
– Uma evolução espiritual iluminada pelo amor fraterno, consoante os ensinos
de Jesus, devidamente praticados, nos colocaria em condições de receber os
seres superiores de outros campos cósmicos para os compreender e
assimilar-lhes as lições de progresso que nos pudessem ministrar. Voltando a
Huberto Rohden, o grande pensador cristão escreveu em sua obra O
Homem:"Estamos em vésperas de sofrer um golpe maior ainda do que aquele da
nossa vaidade cosmocêntrica. Não somos a única humanidade, nem a mais
evolvida das humanidades do cosmos. Tudo faz crer que somos uma espécie de
jardim da infância no Universo, corporalmente, mentalmente, espiritualmente.
As palavras do Cristo sobre as 'muitas moradas na Casa do Pai' assumem
aspecto cada vez mais plausível.


"Fonte 


http://www.dm.com.br/impresso/7607/opiniao/48148,o_espiritismo_e_os_discos_v
oadores#VersaoDigital



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

Responder a