Repassando mensagem recebida.
Mauro Zurita Fernandes
 
Geopol�tica e Manipula��o no Meio Ambiente
Por Valfrido Medeiros Chaves*


N�o h� d�vidas de que o uso tanto intensivo quanto inadequado dos recursos
naturais nos processos produtivos levam s�ria amea�a �s condi��es necess�rias
para que nosso planeta continue recepcionando a vida sobre ele.


As grandes Na��es Hegem�nicas, ensandecidas em seu alto consumismo, exaurem seus
pr�prios recursos naturais, saturam o mundo de dejetos e poluem
escandalosamente nossa atmosfera. O sistema financeiro internacional pressiona
as Na��es Perif�ricas tamb�m para o uso intensivo de seus recursos naturais,
muitas vezes de modo inadequado, para a obten��o de saldos financeiros para o
pagamento de d�vidas e juros escorchantes - feitos de encomenda para
"pa�ses de risco", como o nosso. Consequentemente, o uso das reservas
naturais das Na��es pobres n�o resultam em qualidade de vida para seus povo.


Neste momento, tais Na��es Hegem�nicas assistem a exaust�o de suas pr�prias
reservas naturais pelo ensandecido consumismo que praticam, com a tranq�ilidade
de quem j� encontraram solu��o para tal impasse: o dom�nio sobre os abundantes
recursos naturais de Na��es como a nossa. Para tanto, com as migalhas que caem
da mesa de seu vasto banquete, alimentado por secular preda��o de Na��es e
povos, financiam organiza��es e campanhas direcionadas para a defesa de seus
interesses estrat�gicos: engessamento de nossa economia e gest�o transacional
sobre as reservas naturais das Na��es submetidas.


Para a consecu��o de tais objetivos hegem�nicos, dois passos s�o dados, na
difus�o e manipula��o da tem�tica ambiental:


1- Divulgar ao m�ximo nossas falhas e poss�veis c�rculos viciosos, na
rela��o da sociedade brasileira com o seu entorno natural;


2- Descaracterizar ou n�o divulgar nossas conquistas e avan�os na busca da
concilia��o entre a produ��o e a conserva��o ambiental, como no Pantanal e
Amaz�nia, atrav�s da pr�tica do manejo florestal, ou dos recursos naturais.


3- Ignorar a no��o de que os recursos naturais possam ser potencializados
(adensar e melhorar a qualidade de florestas, por exemplo).

Tais passos fazem parte da manipula��o da opini�o p�blica para nela se
estabelecer o consenso de que o brasileiro seja um meliante ambiental, o que
tornaria bem vindas aquelas teses de gest�o transnacional sobre nossas
majestosas reservas naturais.


Por acr�scimo, al�m da sistem�tica desqualifica��o do produtor rural e da
tentativa de torn�-lo ator secund�rio nas discuss�es sobre meio ambiente, h�
n�tida preval�ncia e divulga��o do conceito de preserva��o, sobre o de
conserva��o ambiental. Lembremos que preserva��o sugere
"santuariza��o", enquanto conserva��o aponta para o uso adequado e
racional dos recursos naturais. Consequentemente, Voc� n�o v� a divulga��o, em
revistas e encontros tem�ticos, de nossos avan�os e conquistas na dire��o do
desenvolvimento sustent�vel. Por outro lado, propostas tais como forma��o de
Reservas Biol�gicas e Reservas s�o prontamente aceitas e assumidas pelas
Organiza��es transnacionais e financiadas pelas sociedades cujas reservas
naturais est�o se esgotando. H� n�tida tentativa de estabelecer a ideologia
segundo a qual o homem que produz seja, por defini��o, incompat�vel com a
manuten��o da qualidade ambiental.


Da� a no��o de que, para preservar, seja preciso expulsar o homem que fecunda a
terra. Na �nsia de promover a luta de classes, vemos ainda alguns setores da
milit�ncia esquerdista de nosso meio, se transformarem em instrumento de
manipula��o daqueles interesses anti-nacionais, aos quais interessa o
engessamento de nossa economia rural e a caracteriza��o do brasileiro como
meliante ambiental. Na dial�tica desses senhores, sempre, ecologia se
transforma em Ecomaledi�ncia., o nome do Cavalo de Tr�ia que nos bate � porta.
N�o v� quem n�o quer. �daipore �e'munguet� puk� ! (Em guarani: Sem
conversa fiada!)

Valfrido Medeiros Chaves � pantaneiro de seis gera��es. Orgulha-se da heran�a
ambiental que recebeu dos antepassados e quer repassa-la para o futuro.
Produtor rural e Psicanalista, entende que a autoestima do povo tamb�m precisa
ser vista com carinho. Email: <[EMAIL PROTECTED]>


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