Ent�o, dentro desse universo AMBIENTALISTA que pouco se critica ainda, a gente fica preocupado com o que, e de que forma estamos usando a Educa��o Ambiental em nosso pa�s. Que papel, n�s Educadores, estamos exercendo? Qual o conte�do, o m�todo, forma e foco utilizados e os objetivos que est�o sendo alcan�ados e se t�m havido efeitos colaterais?...
 
Ent�o, segue abaixo uma coleta seletiva de lixo:
 
Por exemplo: N�o se falam dos custos de produ��o do pl�stico. Mas estou cansado de ouvir dizer que o pl�stico demora 300 anos, ou mais sei l�, para se decompor.
Gra�as a Deus que � dessa forma, sen�o as instala��es hidr�ulicas e el�tricas que fiz em minha casa teriam que ser refeitas periodicamente.
 
A garrafa "PET" tem sido usada como s�mbolo do pre�o negativo do "progresso". E dessa forma queremos aproveit�-las para tudo. At� �rvore de natal ensinam a fazer, com elas. S� que essas �rvores de natal v�o ser postas l� nas pracinhas das favelas e n�o na lagoa Rodrigo de Freitas. E esquecemos que o PET, al�m de viabilizar economicamente o transporte de produtos, n�o produz "chorume", n�o contamina o solo, n�o emite gazes, n�o envenena os peixes, n�o assoreia as cole��es h�dricas etc... da forma que imaginamos os outros lixos. Mas basta poluir o visual e pronto! ï¿½ tudo o que a sociedade n�o quer ver...
 
Eu n�o compraria um arm�rio duplex em madeira aglomerada. Pago mais caro por�m prefiro um arm�rio em mogno ou imbuia e se poss�vel maci�o. Da mesma forma eu n�o construiria o telhado de minha casa com madeira de eucalyptus, mesmo tratada. Prefiro, ainda, n�o arriscar e usar a ma�aranduba.
 
Eu n�o compro, na feira ou no mercado, aquele tomate nanico e cheio de pintas pretas. Prefiro os maiores, durinhos, brilhosos e sem manchas, provavelmente resultado do intensivo uso de agrot�xicos.
 
Eu continuo culpando meus alunos pelo desperd�cio do uso de papel escolar (oriundos de �rvores plantadas) e mostrando a eles como recicl�-lo, ao passo que fecho os olhos para os desusos que se verificam em nosso latif�ndios e em nossas florestas.
 
Eu n�o falo, porque n�o percebo, que os focos de fuma�a dos fog�es a lenha dos lares rurais e sub-urbanos de nosso pa�s, aumentam numa rela��o direta com o aumento do pre�o do g�s de cozinha e com o consumo de lenha nativa.
 
A gente, volta e meia, conta pros nosso alunos a estorinha do passarinho que tenta apagar o inc�ndio na floresta fazendo a sua parte independente dos outros e dos resultados alcan�ados. Caramba! Que exemplo de impropriedade, ignor�ncia, individualidade e falta de feedback que estamos dando para eles!!!
 
Eu me culpo e culpo meu pai por destruir a camada de oz�nio, por continuar usando aquela geladeira e o ar condicionado velhos que deixam escapar o CFC, sem que se tenha comprova��o cient�fica dessa destrui��o, e assim contribuo para fortalecer o imperialismo norte-hemisferiano.
 
Eu me presto a incentivar os �rg�os ambientais em transformar, da noite pro dia, meus compatriotas em criminosos ambientais por n�o encontrem meios e modos de sobreviver de outra forma, mesmo que eu esteja me prestando tamb�m a conservar nossos recursos naturais produtivos para que os povos ricos possam usurpar-nos.
 
Feita essa coleta, que tal fazermos uma verdadeira reciclagem???
 
Abra�o,

Mauro Zurita Fernandes
Ge�grafo
-----Mensagem Original-----
De: Zurita
Enviada em: segunda-feira, 19 de abril de 2004 08:15
Assunto: En: [listageografia] Ci�ncias Ambientais X Geografia

"Por que ambientalistas que sonham com um mundo novo podem estar
ajudando a perpetuar um antigo? Por que o desenvolvimento sustentado
pode tornar quem j� � socialmente exclu�do em algu�m ambientalmente
exclu�do?"

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O movimento ambientalista e o pensamento cr�tico: uma abordagem pol�tica
Marco Antonio Leandro Barzano [EMAIL PROTECTED]
Wed, 19 Mar 2003 23:03:43 -0300
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[EMAIL PROTECTED],
Segue material de divulga��o do mais recente livro do Fred (Carlos
Frederico B. Loureiro), "O movimento ambientalista e o pensamento
cr�tico: uma abordagem pol�tica".
===========

O que � ambientalismo? Como anda o movimento ambientalista no Brasil?
Qual a contribui��o do pensamento cr�tico ao movimento ambientalista?
Por que ambientalistas que sonham com um mundo novo podem estar
ajudando a perpetuar um antigo? Por que o desenvolvimento sustentado
pode tornar quem j� socialmente exclu�do em algu�m ambientalmente
exclu�do? Quais os fundamentos da ecologia pol�tica? A resposta para
estas e outras perguntas est� em

O movimento ambientalista e o pensamento cr�tico: uma abordagem
pol�tica

de Carlos Frederico B. Loureiro

Mais um lan�amento de qualidade da Quartet Editora


Neste livro, o professor da UFRJ Carlos Frederico B. Loureiro define
o que � ambientalismo e avalia suas contribui��es � reflex�o sobre a
sociedade. Para isso, recorre � teoria social cr�tica - de Marx e
Gramsci a pensadores contempor�neos - e � hist�ria dos movimentos
sociais no Brasil. Em sua an�lise, reconhece a import�ncia da atua��o
de ambientalistas ontem e hoje, sem deixar de oferecer caminhos para
a supera��o do "ambientalismo que pensou um mundo novo e serve na
perpetua��o de um antigo mundo". Al�m de apostar numa ecologia
transformadora, discute com profundidade e eleg�ncia como se insere o
ambientalismo no contexto dos movimentos sociais, como o
ambientalismo busca a concretiza��o de seu ideal, quais as principais
dificuldades no entendimento da rela��o desse movimento com o Estado
e o que representa o discurso do terceiro setor. O resultado � um
trabalho imprescind�vel a todos os que lutam pela liberdade e pelo
desenvolvimento das potencialidades humanas, pautados em uma nova
�tica na rela��o sociedade-natureza.

O movimento ambientalista e o pensamento cr�tico baseia-se em tese de
doutoramento cujo principal campo de pesquisa foram os atores sociais
(ONGs, lideran�as, �rg�os governamentais, etc.) reunidos em torno da
Assembl�ia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente no Rio
de Janeiro - Apedema-RJ.

Bi�logo, Mestre em Educa��o e Doutor em Servi�o Social, Carlos
Frederico B. Loureiro � professor adjunto da Faculdade de Educa��o da
UFRJ. Participou ativamente da funda��o de ONGs ambientalistas no Rio
de Janeiro e, como consultor, vem realizando in�meros programas
governamentais e n�o-governamentais em Educa��o Ambiental.

�reas de interesse: Ecologia pol�tica, Educa��o Ambiental, Servi�o
social, Sociologia ambiental

O movimento ambientalista e o pensamento cr�tico: uma abordagem
pol�tica
Carlos Frederico B. Loureiro
ISBN 85-85696-58-3
160 p�gs. R$ 24,00

Quartet Editora
Rua da Candel�ria, 9 Sala 1010 Centro Rio de Janeiro RJ 20091-020
Tel.: (21) 2516-5353 ou 2233-6845 (fax)
[EMAIL PROTECTED]

-----Mensagem Original-----
De: Zurita
Para: [EMAIL PROTECTED]
Enviada em: domingo, 18 de abril de 2004 16:06
Assunto: Re: [listageografia] Ci�ncias Ambientais X Geografia


Se me permitem uma contribui��o para o questionamento do Ja�lson:

Penso que devemos entender o AMBIENTALISMO como um movimento social, algo nesse sentido.

Vejo o Ge�grafo como um profissional que det�m, em tese, conhecimento cient�fico espec�fico de sua �rea de atua��o, em que o meio ambiente muit�ssimo se insere. Da� a import�ncia das considera��es do Jatob�.

Por�m quero destacar meu entendimento de que AMBIENTALISMO e COMPET�NCIA DO GE�GRAFO, s�o situa��es distintas e como tal devem ser tratadas.

Eu posso ser Ge�grafo e ter s�rias cr�ticas ao Ambientalismo. Como posso ser um Administrador de empresas, Ambientalista radical. E vice-versa.

Quem sabe n�o tenha, o Bacharelado em Geografia, perdido espa�o em fun��o dessa associa��o equivocada assimilada pelas Academias?

Mauro Zurita Fernandes
Analista Ambiental

  -----Mensagem Original-----
  De: Lucio BR
  Para: [EMAIL PROTECTED]
  Enviada em: domingo, 18 de abril de 2004 08:55
  Assunto: [listageografia] Ci�ncias Ambientais X Geografia


  Colegas,
      Um dos componentes desta Lista de Discuss�o, o Ja�lson C�ndido, aluno de Licenciatura em Geografia da UFPE, fez a seguinte indaga��o:  "Gostaria que algu�m com um maior esclarecimento a respeito dos objetivos e da grade curricular do curso de Ci�ncias Ambientais, que j� se faz presente em algumas universidades federais brasileiras, pudesse me informar o que um ambientalista faz que um ge�grafo n�o faz. Um ge�grafo n�o � um ambientalista? Qual a necessidade desse curso? Gostaria de obter respostas, se poss�vel."  
  Sobre esse assunto, atrevo-me a dizer-lhes que:
  1- Leciono, atualmente, no Curso de Ci�ncias Ambientais  da Univ. Federal de Pernambuco. E�um curso novo  na UFPE e no Brasil.  Nesse curso existem disciplinas como: Biogeografia, Geomorfologia, Climatologia, Geografia Pol�tica, al�m de numerosas outras do dom�nio da Biologia e da Qu�mica.
  2- O Curso de Ci�ncias Ambientais deveria ser o curso de forma��o de bachar�is em Geografia.  80% da grade curricular de Ci�ncias Ambientais deveriam ser, sim, contemplados na grade de Geografia. Mas n�o o s�o!  E Por que?
  3- Desde o famoso Encontro Nacional de Ge�grafos de Fortaleza, no final da d�cada de 70, do s�culo XX, houve uma ruptura violent�ssima na Geografia brasileira. Ruptura que nunca mais foi colada. A fissura ficou para sempre. A partir daquele hist�rico e importante evento, os estudos de Geografia F�sica passaram a ocupar um espa�o cada vez mais secund�rio. Com as Diretrizes Curriculares estabelecidas h� pouco pelo MEC, ficou muito claro que a Geografia F�sica n�o � mais importante nas grades curriculares de Geografia, salvo rar�ssimas exce��es.  Recordo-me que, h� alguns anos,ouvi um colega palestrante falar num Encontro de Geografia que n�o cabia a esta ci�ncia estudar os aspectos biol�gicos, geol�gicos, geomorfol�gicos... do espa�o geogr�fico pois eram assuntos de outras ci�ncias ( sic) e que a Geografia estudava o "espa�o produzido" e n�o a "primeira natureza"... Essa hist�ria de Primeira (e Segunda) Natureza passou a ser o chav�o mais repetido nos trabalhos acad�micos e nos
   congressos e encontros de Geografia nos anos 80 e 90.
  4- Enquanto isso, os ge�grafos de outros pa�ses do mundo voltam-se cada vez mais aos estudos ambientais. No Brasil, por conta dessa marginaliza��o da Geografia F�sica, muitos ge�grafos f�sicos migraram para cursos de  Geologia, Ci�ncias Biol�gicas e , agora, para Ci�ncias Ambientais.
  5- Os cursos de Ci�ncias Ambientais , no Brasil, est�o preparando, na verdade, "bons ge�grafos". "Ge�grafos" que t�m conhecimentos aprofundados de Biologia, de Geografia Humana, de Geomorfologia, de Climatologia, Bioqu�mica e por a� vai...
  6- Alertamos, Eu e o S�rgio Velho, aqui nesta Lista para esse fato. Diz�amos, ent�o, que era preciso urgentemente uma revis�o das Diretrizes Curriculares de Geografia, que estavam sendo produzidas nos gabinetes do MEC. Nossas palavras n�o tiveram o menor eco, nem aqui nem em lugar nenhum. As faculdades de Geografia n�o se pronunciaram. Os professores n�o se manifestaram. Os estudantes calaram-se.Recebi diversos e-mails desaforados. Fui at� chamado de "conservador"!   V�rios alunos meus  chegaram a dizer que Geografia F�sica era coisa para "professores de Direita"!Fui for�ado a  ouvir tamanha estupidez!
  7- Muito em breve, os conte�dos de Geografia F�sica ( Solos, Rochas, Morfog�nese do Relevo, Estrutura Geol�gica, etc) estar�o sendo lecionados, no Ensino Fundamental e no Ensino M�dio, por professores licenciados em Geologia e/ ou em Ci�ncias Ambientais. Quando isso acontecer, os professores de Geografia ficar�o com menos  50%  de import�ncia. E mais,  RIMAs, EIAs e os estudos ambientais, de uma maneira geral,  ( inclusive pareceres t�cnicos) estar�o sendo realizados por profissionais formados em Geologia e / ou Ci�ncias Ambientais e at� de Engenharia.
  8- Os cursos de Ci�ncias Ambientais surgiram para fazer aquilo que a Geografia oficial n�o deseja mais fazer. E�lament�vel dizer-lhes isso!Paradoxalmente, as atribui��es feitas para o exerc�cio da profiss�o de Ge�grafo, estabelecidas por Lei, demandam uma excelente base de Geografia F�sica e de ci�ncias afins.
  9- Particularmente acho que nada mais pode ser feito para reverter esse quadro adverso � Geografia brasileira. O momento foi aquele em que as Diretrizes Curriculares estavam sendo feitas... Agora � tarde!
     
  Sauda��es a todos
      Luciv�nio Jatob�

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