Pessoal:

Deu na edição online da Revista Network World, mais uma notícia boa sobre o 
Asterisk. Podem conferir no link: 
http://www.networkworld.com/news/2006/091206-von-sam-houston.html?netht=091306netflash
 
http://www.networkworld.com/news/2006/091206-von-sam-houston.html?netht=091306netflash

Como contribuição e para facilitar a vida dos amigos da lista, segue abaixo uma 
versão em português da matéria.

Abs,
Cleviton.


Universidade descarta sistema VoIP da Cisco por plataforma aberta Asterisk

Sam Houston State University troca o CallManagers Cisco e os PABXs Nortel por 
VoIP baseado no Linux e servidores de troca de mensagens

By Phil Hochmuth, NetworkWorld.com, 12/09/06.

Algumas organizações decidiram adotar de vez o projeto arrojado para se livrar 
das grandes plataformas robustas de PABX pela telefonia IP o qual é de uma 
ousadia admirável, mas nada é comparado ao que a Sam Houston State University 
(SHSU) está fazendo. A escola do sul do Texas está retirando corajosamente 
milhares de usuários da plataforma VoIP da Cisco para uma rede VoIP de 
plataforma aberta baseada no Asterisk.

A SHSU está no processo de migração de 6000 estudantes, faculdade e corpo 
acadêmico tirando do PABX IP Cisco e de um PABX legado modelo Meridian da 
Nortel e colocando sobre servidores Linux rodando o Asterisk, o qual inclui 
processamento de chamadas, voicemail e a funcionalidade de gateway com a PSTN.  
A condução deste projeto teve custo, diz Aaron Daniel, analista sênior de voz 
da Sam Houston State University.

"Nós imaginamos que isso terá uma excelente relação custo-benefício ao longo do 
tempo em seguir com uma solução de plataforma aberta, porque a quantidade 
maciça de taxas de licenças requerida para manter a rede do CallManager da 
Cisco ativo e rodando", diz Daniel, que esta semana fez uma apresentação sobre 
o seu projeto de migração na VON show em Boston. No modelo Cisco, cada telefone 
vinculado ao CallManager requer taxa de licenciamento anual para operar, disse 
Daniel. No modelo Asterisk/Cisco da SHSU, onde ela manterá seus telefones Cisco 
existentes, mas os vinculando aos servidores Asterisk por trás, os custos com 
licenciamento dos telefones serão eliminados.

Até o momento a SHSU já migrou 1600 telefones IP´s do CallManager Cisco para o 
Asterisk, no qual roda a versão padrão do IETF do SIP. As funções do Asterisk 
são distribuídas entre seis servidores Dell redundantes: dois atuam como 
gateways PSTN redundantes (e estão equipados com placas de quatro T1 da Digium, 
a qual distribui o Asterisk comercialmente); mais dois servidores cuidam do 
processamento de chamadas; os outros provêem voicemail.

Os telefones IP Cisco 7940 e 7960 da escola ficaram distribuídos em posições 
estratégicas e foram atualizados com um imagem do firmware SIP padrão em 
substituição ao proprietário Cisco Skinny Call Control Protocol (SCCP, ou 
"Skinny"), que era usado para conectar os telefones aos CallManagers. Quando os 
telefones IP foram atualizados com a imagem do SIP por volta de um mês atrás, 
"tudo que nós tivemos que fazer foi dar um reboot nos telefones", a fim de se 
registrarem com servidor Asterisk, disse ele.

Ter mais controle sobre o software do PABX IP e dos servidores foi outra razão 
da SHSU ter feito o salto para o Asterisk, disse Daniel. "Nós percebíamos que 
éramos bastante vuneráveis a hacks", já que somente atualizações de servidores 
e patches aprovadas pela Cisco poderiam ser instaladas no CallManager baseados 
Windows Server 2000, disse ele. "Nós temos mais paz de espírito com um sistema 
open-source. Se um bug foi encontrado no SIP, nós podemos consertá-lo por nós 
mesmos".

Além do telefones, a malha da Cisco ainda engloba uma grande parte da 
infra-estrutura de telefonia IP na SHSU. A LAN e WAN inteira estão baseadas em 
roteadores e switches da Cisco. Os switches Catalist´s já instalados suportam 
power over Ethernet (para alimentação dos telefones IP´s) bem como QoS para o 
trafego de voz. Todo o tráfego de voz na rede do campus roda em separado do 
tráfego de dados no seu próprio segmento de VLAN. Adicionalmente, os 
dispositivos de gateway Cisco VGC 24, que pode conectar até 24 telefones 
analógico a uma rede VoIP, é usado nos dormitórios e outras áreas onde apenas 
um telefone básico é necessário em vez de usar telefones IP´s mais caros, disse 
Daniel.

Até qui, a SHSU tem sido capaz de operar os telefones Asterisk/Cisco com 1/3 do 
custo dos telefones IP´s com a solução CallManager/Cisco, disse Daniel. Quando 
os telefones digitais Nortel forem migrados para os telefones Cisco baseados no 
SIP ou o conjunto analógico, outra grande parte da economia virá apenas pela 
queda do consumo de energia elétrica e do consumo do ar condicionado requerido 
para manter rodando o PABX antigo. "O PABX Meridian consome uma incrível 
quantidade energia por si só. A sala que ele está ter que ser resfriada em 60 
graus ºF e ela tem que ter seu próprio gerador", Disse Daniel.

Embora ao Asterisk e ao protocolo SIP falte algumas das características mais 
extensivas do CallManager da Cisco, a comunidade universitária tem tratado a 
transição com poucas reclamações.  A única característica significativa que 
está faltando na rede telefones Asterisk/Cisco são as funções de telefonista, 
que permite a um administrador gerenciar e atender as várias ligações de 
múltiplos usuários finais. Para resolver isso, Daniel está fazendo análise nas 
extensões do protocolo SIP que permite o tratamento de múltiplas ligações, 
disse ele.

Em outro problema potencial com VoIP open-source, a SHSU perdeu o suporte 
técnico da Cisco com a sua migração para o Asterisk. Mas Daniel diz que ele até 
o momento tem sido capaz de dar continuidade aos problemas de suporte através 
das listas e a comunidade online que desenvolve e dar suporte ao Asterisk. A 
Dell fornece suporte sobre o hardware do servidor e a Digium dar suporte as 
placas T1 instaladas nos servidores.

"Nós tentamos manter as coisas sobre controle e equalizado", entre os membros 
do staff de TI que dar suporte ao sistema Asterisk, disse Daniel. "Nós tentamos 
manter [as imagens do servidor Linux e Asterisk] o original tanto quanto 
possível". Daniel tem também criado cópias da documentação a respeito de tudo 
da configuração do Asterisk e das mudanças que ele fez no software. 
"Basicamente, se alguém vir pra cá e assumir o meu lugar, eles teriam um 
domínio mais ou menos rápido do conhecimento que precisa ser passada", disse 
ele.



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