*Compartilho com vocês este magnífico soneto de Astier Basílio, poeta paraibano.
Clotilde
*
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*OS EMBLEMAS DO DRAGÃO (parte II)*

* a paisagem é por dentro. O tempo é sobre
labirintos de vidro. E nós? -  inúteis,
com as almas no chão. Em cada toque:
fendas, riscos, portais. Um céu se cumpre.

- Põe tua mão no meu peito, ouve o revólver
que respira teu nome. O espelho é Kubrick.
Nós fechamos os olhos. Por nós chove
um arrepio desencapado, um truque*

*do eterno. Nós somos simples hóspedes
um do outro. Não só: nós somos cúmplices
da beleza que céus e estrelas move.*

*Eu, durante o teu corpo, aprendo luzes
que apenas os cegos desenvolvem.
É impossível  sair do Louvre impune
*

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