*Não sei até que ponto isso é veridico ou se houve alguma adulteração no
texto original.*


    Abaixo, trechos ""interessantíssimos"" do livro da renomada escritora
Mônica Veloso (se vc não lembra é a "outra" que estava com o nobre Senador
Renan). Fiz questão de deixar em azul os trechos mais interessantes. Os
trechos são fortes. Assim, os puritanos de plantão, apenas descartem
solenemente mas lembre-se: quem escreveu foi uma mulher...

"Música, perfume e um certo torpor. Champanhe na mão, conversávamos e
sorríamos após o jantar [na casa do senador Ney Suassuna]. Havíamos brindado
por mais um ano, o intenso ano de 2002 (...) Cercado por jornalistas, o
senador Eduardo Suplicy falava, empolgado, sobre o programa Renda Mínima e a
indicação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Mais um
pouco, o próprio Meirelles chegou (...) O vento agitando as cortinas, o
barulho de cristais e porcelanas como rumores longínquos vindos da sala. Tudo
isso me deixava excessivamente molhada. Era como se fôssemos as únicas
pessoas no mundo."

"Naquele momento, o senador Renan Calheiros olhou nos meus olhos e passou a
dizer coisas que gostei de ouvir (...) Elogiou meus traços, a pele sempre
bronzeada e o meu bumbum durinho. Depois, ao reparar que eu estava sem
aliança, perguntou se havia me separado, o que confirmei. Então, ele fez um
ar de compreensão e respondeu que sabia o que eu estava sentindo, pois
também estava se separando. Percebi que o senador estava bastante excitado,
pois deu pra ver o volume em sua calça de tecido importado."

"[Num segundo encontro, num jantar, em fevereiro] Seus olhos brilharam
quando me viu e, indiferente aos outros convidados, não os tirou mais de mim
durante o jantar. Parecia uma criança, estava encantado, feliz. (...) Ele
verbalizou sua liberdade de maneira clara, que não deixava a menor dúvida.
Não usava aliança, não estava se comportando como alguém que se preocupa com
uma outra relação. (...) Íamos a exposições, lançamentos de livros,
restaurantes, motéis no entorno, jantares na casa de amigos, e aos almoços
da bancada do PMDB às quartas-feiras. Depois passou a me levar ao Senado,
onde eu era tratada com a maior deferência. Nos momentos que estávamos
sozinhos, eu sempre deixava aparecer minha calcinha, meio que sem querer, o
que o deixava bastante envergonhado. Acho que ele percebeu que eu queria ser
severamente penetrada."

"Houve um momento, bem no começo da nossa relação, em que pensei em desistir
(...) Renan era mais velho que eu e não tinha o gosto pela cultura, pelo
cinema, que eu queria em um homem. Não era antenado com as coisas modernas,
não vibrava com as novidades, as tendências, só falava sobre sexo (...) O
celular tocou. Era ele, pedindo pra eu ficar deitada de costas com a
bundinha levantada na cama pois ele estava chegando (...). Ele adora chegar
em casa e já ir me penetrando com força, me chamando de vaquinha... Ele era
um velho romântico e tarado."

"No mundo pode haver milhões de rosas, mas para o Renan eu era uma rosa
única, que ele tratava com devoção comovente. Fazia as mais belas
declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar que
estava excitado e queria me possuir, cantarolava "Eu Sei que Vou Te Amar" ao
telefone (...) Não sei se um dia ele admitirá isso, mas sei do quanto ele
gostou de mim. Nossa cama é uma testemunha viva desse fato."

"Ele também fazia pequenas coisas para me agradar. No início da relação, por
exemplo, estava meio gordinho, e por achar que perder peso seria importante
para mim, o que não é, procurou um médico no Rio e começou a dieta da
proteína. Em pouco tempo estava nove quilos mais magro. Isso foi um alívio
pra mim pois ele gosta de transar por cima."

"Como qualquer casal apaixonado, tínhamos nossos códigos, nossos momentos e
nossas músicas(...) Nossa música marcante foi a do filme "Lisbela e o
Prisioneiro". Misturávamos as nossas vozes com a do Caetano e cantávamos,
baixinho, olhando no fundo dos olhos do outro: "Agora, que faço eu da vida
sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer,
e te querendo eu vou tentando me encontrar..."

"[No Dia dos Namorados] Lembro-me que usava um vestido rosa-clarinho,
decotado nas costas, e um creme que dava um tom dourado à pele. Invenções de
mulher que adora uma novidade, ainda mais quando está apaixonada e querendo
agradar o homem amado. Ele elogiou o vestido e ficou impressionado com os
brilhinhos do creme, que grudavam no paletó de terno risca de giz
azul-marinho que ele estreava naquela noite. Ele disse no meu ouvido que
tinha vontade de me violentar e cuspir na minha cara, ali mesmo na frente de
todo mundo... Nossa, molhei a calcinha na hora! Esse sim sabe como tratar
uma dama."

"[Num jantar com amigos] também relembrou ao presidente Sarney minha
participação na campanha da Roseana. Por fim, alegre, brincava: "Porque
alguém tem que trabalhar nessa família". Sim, não posso negar que eu sonhava
construir uma família com o Renan. Ele me falava do sonho de ter uma menina
(...) O Renan parecia ser o homem que eu sempre mereci. Rico e cheio de
dinheiro."

"Alguns, depois de olhar bem para o meu rosto, perguntam: "Como uma mulher
tão bonita como você pôde gostar de um homem tão feio como Renan?" (...) Não
sou tão linda e nem o Renan é tão feio. Depois, o que é mais importante:
mulheres não gostam de homens somente pela beleza (...) Parece bobo, piegas,
como uma adolescente falando, mas o fato é que amei o Renan loucamente, como
jamais pensei ser capaz. Amei com a alma, com tudo que há de mais puro no
meu ser. Como qualquer outra mulher inteligente e esperta faria no meu
lugar."

"[Uma colunista do "Correio Braziliense", do Distrito Federal] deu uma nota
dizendo que eu estava grávida e a criança era filha do senador Renan
Calheiros (...) Pediram-me para redigir uma nota, de próprio punho, negando
que o filho fosse do Renan. Escrevi, chorando (...) quando ficamos sozinhos,
pela primeira vez vi o Renan chorar. Homem é bicho burro demais, como ainda
tem trouxa que cai nesse golpe?"

"Então, para me precaver, apenas para o caso de ele se recusar a admitir a
paternidade, gravei algumas conversas que tivemos durante a gravidez (...)
Nunca usei os diálogos para nada, muito menos para fazer chantagem, como
insinuaram. Eu só disse que se ele não me pagasse eu mostrava tudo na
imprensa."

"Continuamos nos relacionando sexualmente. Ainda havia amor entre mim e
Renan, sim, mas o encanto tinha acabado. Ele vinha e gozava nas minhas
costas, sem aquele amor, sem aquela paixão eterna... Desde o final de 2003
eu sabia que ele, ao contrário do que me dizia, mantinha uma relação
conjugal estável (...)."

"Em dezembro de 2005, com o fim do nosso relacionamento, o Renan passou a
pagar a pensão, via doc, a partir do Senado [antes disso, os recursos eram
entregues a Mônica em dinheiro vivo, pelo lobista Cláudio Gontijo], mas
reduziu o valor de R$ 8 mil para R$ 3 mil. Acho que qualquer pessoa que
tenha uma pensão reduzida em 67% brigará pelos seus direitos, até porque não
eram meus, mas de sua filha (...) Renan se mostrava inflexível e isso
impedia um acordo. No final de 2006, decidi entrar com um pedido de revisão
de pensão. O que eu vou fazer com R$ 3 mil em Brasília? Morar no Guará? R$ 3
mil é a puta que o pariu, velho filho de uma puta!"

"Não creio que a humilhação do senador tenha sido maior do que a de uma
mulher que carregou uma filha na barriga e teve de se esconder, como se
fosse uma criminosa. Foda-se ele, já consegui o que eu queria. Agora é
partir pra outra, ou melhor, pra outro otário."



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Karl Leite
Natal, RN, Brasil
[EMAIL PROTECTED]

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