Nosso amigo, Issac Ribeiro foi muito generoso com Marina Elali.
   
  A moça, simplesmente foi ridícula.
   
  Antes de começar o show tinha um "agitador" quem tentava, em vão, o seguinte 
refrão: "Marina, você é sensacional"
  Entre uma música e outra, tinha um intervalo onde, por vezes, ficava até 10 
minutos o show parado. Era pra troca de figurino, dela e dos dançarinos.
  Numa dessas paradas, ela esqueceu o anel e largou, no microfone, para todos 
ouvirem: "Gennnnttteeeee, esqueceram meu anel!!!!!" Foi uma gargalhada geral e 
muita vaia.
  Em mais outro intervalo, o "agitador" anuncia que um grande artista irá se 
apresentar, para uma participação especial e manda ver: " O grande 
Gonzaguinha". Ressuscitaram Gonzaguinha. Mais outra gargalhada geral, pois o 
convidado era Dominguinhos
   
  E quando o coitado do Dominguinhos entra, com sua sanfona, ela arebenta 
"Sabiá", em inglês, foi demais pra todos. A vaia comeu.
   
  Teve muitas outras.
   
  E ainda, depois do show de Alceu Valença, o "agitador" ainda pediu ao 
público, já de saco cheio dela, que ficasse para continuar a filmagem do DVD. 
Pediu e implorou umas quatro vezes.
   
  Foi o show do ano em Natal. Imperdível.
   
   
  TRIBUNA DO NORTE - 18/12/07
   
   
  Viver
   
    Que bela e estranha noite para ser feliz no Machadão    Argemiro Lima
   
  ROBERTA SÁ - Gestos delicados e grande voz foram a receita para encantar 

18/12/2007 - Tribuna do Norte 


  Por Isaac Ribeiro

A noite de domingo seguia solta, tranqüila como as crianças que corriam no 
gramado do Machadão. E não parava de chegar gente ao estádio. Na fila do 
banheiro químico, um rapaz conversava com a namorada pelo celular:

- Pode vir! Ainda dá tempo. Tá rolando um show chato de uma mulher aqui, mas 
depois é Zé Ramalho. Vai ser massa...

Não sabia ele, desavisado rapaz, que quem estava no palco montado na grama do 
Machadão era a “melhor cantora brasileira de 2007”, pelo menos na opinião da 
conceituada Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), que concedeu o 
prêmio à potiguar Roberta Sá, atração da última noite do Festival de Música do 
Natal, promovido pela Prefeitura. Aliás, um grande acerto!

Apesar do sucesso que Roberta Sá conquistou com seus dois primeiros CDs - 
“Braseiro” e “Que Belo e Estranho Dia Para se Ter Alegria” -, seus conterrâneos 
parecem ainda não conhecer a música que ela faz e que vem sendo saudada pela 
crítica especializada. Foi o que deu para perceber no diálogo que o rapaz da 
fila do banheiro químico com sua namorada... Roberta o que mesmo? 

Mas como ninguém é obrigado a gostar de tudo e ainda por cima ter o mínimo de 
bom gosto, esqueçamos esses detalhes pueris. Quem foi para o estádio assistir 
ao show de Roberta Sá, deliciou-se com a voz maravilhosa e o estilo charmoso e 
delicado de interpretar sambas-de-roda e baladas arrebatadoras, ora saudando a 
tradição do samba, ora dando voz à obra de novos compositores da música popular 
brasileira. As canções do último CD formaram a base do show. 

Diferente da apresentação espetaculosa da também natalense Marina Elali, na 
noite anterior, o show de Roberta foi discreto e contido, na medida certa. 
Banda pequena e competente; cenário quase inexistente. Foco na música. Na arte. 
A leveza da cantora só foi rompida em dois momentos, quando ela reclamou que 
seu retorno não estava funcionando, e que a fez interromper o seu doce cantar - 
demonstrando até uma certa irritação, mas sem perder a elegância. 

Talvez tenha sido o primeiro grande encontro de Roberta Sá com o público da 
cidade onde nasceu. Palco grande, montado no Machadão, portões abertos. Para 
alguns, como o rapaz da fila do banheiro químico, ainda não foi dessa vez. 



       
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