Segundo Gandhi, a Natal que é moderna para vários segmentos 
artísticos ficou para trás em relação à arte contemporânea. "Natal 
aceita todo o tipo de porcaria pop, enlatada e industrial de forma 
muito rápida. As pessoas aqui têm dificuldade em aceitar a arte 
contemporânea.
   
  homi, Natal é atrasada pra construir ponte, imagine pra arte contemporânea. o 
rapaz aí devia saber que arte C passou. virou ciência. foi apenas uma moda dos 
anos setenta, tipo a calça boca de sino, lembra maurílio?  vez por outra tentam 
Ressusitar, mas não tem jeito. o povo não aceita mesmo. aí resta a reclamação 
dos gênios. enfim, a esperança venceu o medo, lembram?  tem jeito pra 
tudo.Mozat mesmo, reclamava sempre do povo de Viena. dizia que eles não 
gostavam de música.
  
vCruz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
          
http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=63568
Arte contemporânea de Gandhi causa confusão na FJA
10/01/2008 - Tribuna do Norte 
Rafael Duarte - Repórter 

A arte contemporânea baixou na Fundação José Augusto esta semana e 
causou um alvoroço daqueles. A maioria dos funcionários do órgão não 
entendeu a mensagem do artista visual Marcelo Gandhi na 
exposição "Site Specific - Lugar específico" e desmereceu o trabalho 
sem questionar a proposta. Essa, por sinal, é a principal reclamação 
do artista potiguar, de 32 anos, que está de mala pronta para São 
Paulo, onde pretende continuar o trabalho que já desenvolve no 
coletivo paulista de arte contemporânea Ação Multiplicadora, formado 
por oito paulistas, um cearense e o potiguar. 

Usando elementos como tinta lavável, nanquim, lápis, retroprojetor, 
DVD, embalagem de loja, foto, rascunho e impressão, Marcelo Gandhi 
levou para a galeria Newton Navarro um mundo urbano ao mesmo tempo 
particular e generalista. Frases, desenhos e os símbolos estão 
espalhados pelas paredes da FJA. "Passei dez anos coletando a 
grafia, sabia o que queria usar. Coloquei uma coluna vertebral, 
sorvete, foi pensado para fazer ali dentro da galeria. Coloquei 
vários fragmentos que também se unem também nessa dicotomia", 
afirmou. 

Ele garante que não vai frustrado com o que chama de "atraso" de 
Natal em relação às outras capitais do País. "Natal nunca me parou 
com o provincianismo dela. Sinto-me realizado aqui e vou continuar 
realizando em outros lugares. Essa exposição traz grandes debates, 
boas discussões sobre o espaço da galeria, arte formal, desinformação 
das pessoas, problemática das instituições e identidade potiguar", 
refletiu. 

Polêmica, a exposição "Site Specific" fica em cartaz até 31 de 
janeiro na galeria Newton Navarro, localizada no hall de entrada da 
Fundação José Augusto. 

Segundo Gandhi, a Natal que é moderna para vários segmentos 
artísticos ficou para trás em relação à arte contemporânea. "Natal 
aceita todo o tipo de porcaria pop, enlatada e industrial de forma 
muito rápida. As pessoas aqui têm dificuldade em aceitar a arte 
contemporânea. Isso é no Brasil todo, mas lá fora está mais avançado. 
Aqui é aquela rigidez, fica difícil. Na minha exposição, os 
funcionários da Fundação José Augusto se sentiram agredidos, disseram 
que não era arte. Mas em nenhum momento questionaram o trabalho, foi 
tudo num nível raso. Mas essa polêmica é interessante porque desperta 
esse debate", analisa. 

Segundo a artista plástica Sayonara Alves, Gandhi quis manter um 
diálogo com a cidade. "Marcelo levou o cotidiano para a galeria. Por 
isso causou a incompreensão da arte. Quando você está quebrando uma 
barreira, ainda mais num órgão público, acaba incompreendido", disse. 

Serviço:

Exposição "Site Specific - Lugar específico", de Marcelo Gandhi, até 
31 de janeiro, na galeria Newton Navarro (Fundação José Augusto). 
Entrada franca.



                         

       
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