Sem tirar os imensos méritos da ótima Roberta Sá, destaco esse trechinho de uma entrevista da Paula Toller, que li agora, atrasadissimo(compro muitas e muitas revistas, nunca tenho tempo de ler, quando me recolho no Sítio, dou uma geral e leio dezenas de revistas e livros, feito agora nesse meu retiro de final de ano nas cercanias de Caicó, quando encarei uma montanha de revistas e uns ótimos livros, dentre eles 'A história da Feiúra' e 'A história da Beleza', do Umberto Eco, dois primorosos livros). Veja grifo: Revista > Edição 11 > Agosto 2007 > P&R [image: Paula Toller dispara: "Hoje em dia, o mercado de rock está muito alternativozinho"]
Foto: Divulgação
Paula Toller dispara: "Hoje em dia, o mercado de rock está muito
alternativozinho"
Paula Toller
Marcus Preto
Ela desata nós cantando dramas existenciais como amor e tédio. E com corpo
e mente em dia
Paula toller faz música "porque preciso fazer algo". Dando um tempo no Kid
Abelha e com um segundo álbum solo na rua, SóNós, ela confessa que está mal
acostumada com as gravadoras, não curte essa nova onda de cantoras de samba,
admite uma arrogância jovem na época do surgimento do Kid Abelha e recoloca
na roda a sensualidade que sempre foi sua marca registrada.
*Por que você nunca saiu do Kid Abelha?
*[Gargalhada] Nunca me fiz essa pergunta. E talvez essa já seja uma
resposta. Por que sair?
*Esse recolhimento da banda é uma pausa, não?*
A gente combinou de parar por um ano e depois se reunir para planejar os
próximos passos. O que a gente vai fazer quando voltar? Precisamos pensar
com calma porque tanto eu quanto o George [Israel] estamos lançando discos
solo.
*Você demorou nove anos para lançar um segundo solo...
*Não via motivos para fazer um disco novo. Pensava em regravar coisas,
depois achava um saco, ainda mais que agora está essa onda de todo mundo
gravando muito chorinho, muito samba. Prefiro fazer algo meio tosquinho.
Gosto quando as pessoas ouvem coisas mais toscas, mas que são da geração
delas. Vejo esse pessoal da PUC ouvindo samba antigo e acho tão estranho. É
esquisito esse saudosismo melancólico dos anos 70. As pessoas sentem saudade
de umas coisas que não viveram, ficam fantasiando que aquilo era uma
maravilha.
*Seu crescimento como cantora é flagrante. Ele vem de aulas de canto,
experiência de palco ou é um reflexo da maturidade?
*Tudo isso contribui, mas a maturidade e o prazer de cantar são
fundamentais. A partir de um certo ponto, você não pode mais evoluir
tecnicamente a não ser ficando um pouco erudita. Como se trata de música
pop, você começa, então, a lidar com as sutilezas: cantar com menos
intensidade, mexer na interpretação. Não gosto de interpretar a letra, gosto
de interpretar a melodia. É uma brincadeira muito boa de se fazer, como se
você fosse um músico, só que falando sua poesia ali e com uma dificuldade um
pouco maior.
*Para você, é clara a evolução dos temas de suas canções?*
Fui percebendo que gosto desses assuntos universais do ser humano: o outro,
o tal do amor, o tédio. Não gosto de falar do que está no jornal, fazer
denúncias. Canto sobre os tabus da humanidade. Quando falo de sexo, por
exemplo, as pessoas acham que é uma apelação. Para mim, sexo é um desses
pontos [universais].
*É por essa constância de assuntos que o Kid Abelha é associado ao universo
adolescente? Você sente esse tipo de avaliação? De uma forma parecida, o
Pato Fu também sofre isso.*
Não sei se você percebeu, mas está falando de duas bandas que têm líderes
mulheres. Talvez tenha a ver com certa delicadeza, com certo humor juvenil
desencanado. O público de rock tem muito garoto marrento querendo gritar e
ouvir barulho. E, quando comecei, tinha muito garoto marrento também na
imprensa. Mas já se passaram 25 anos, tudo foi correndo e, se as pessoas
ainda falam sobre isso, o problema é delas.
*O Kid conquistou gerações diferentes de fãs. Você ficou com medo de a banda
envelhecer e não conseguir se comunicar com esse novo público?
*Essa preocupação sempre esteve completamente fora da minha perspectiva,
estou muito acima disso. Quero desenvolver meu trabalho da maneira mais
interessante possível, ainda tenho muita coisa a aprender e a fazer como
artista. É assim que me comporto artisticamente e também dentro do show
business. Faço música porque preciso fazer alguma coisa na vida. Por causa
do sucesso inicial dos anos 80, tive esse privilégio. Nunca precisei mostrar
um disco na gravadora antes que ele estivesse pronto. Talvez eu seja
mal-acostumada.
*Isso aconteceu também porque os discos funcionavam, não?
*Alguns venderam pouco, mas acho que se investia mais em carreiras. É
preciso ser um pouco desencanada dessa pressão de fazer muito sucesso e
render muito dinheiro. Não me entenda mal: não estou fazendo a humildezinha.
Minha ambição é muito maior. Mas, às vezes, você tem que aceitar algumas
derrotas e se retirar. É muito importante até para alimentar o próprio
trabalho.
*Estamos vivendo o surgimento de uma geração de cantoras que fez do samba a
matéria-prima para sua música.
Essa não é uma onda que anima você?
*Nunca fui de seguir onda. Como minha geração acabou se tornando muito
bem-sucedida, parece que foi uma coisa fácil, mas era muito maldito ter uma
banda de rock e achar que poderia fazer sucesso. Existem sempre esses ciclos
de complexo de inferioridade em relação aos grandes compositores
brasileiros. E a gente não tinha nenhum. Ao contrário, tínhamos uma
arrogância jovem muito grande.
*Complexo de inferioridade em relação a quem? À ostensividade da obra da
geração tropicalista, por exemplo?*
Hoje, o mercado de rock está muito alternativozinho. Naquela época, a
gente fez um negócio que não era o que estava rolando, mas que ficou bem
popular. Foi a maior "coisa" desde a Jovem Guarda. Agora, os grandes da
Tropicália têm um lobby muito forte, sempre falam bem uns dos outros.
*E essa barriga tanquinho?*
É Photoshop [rindo]. Gosto de me cuidar, não é um sacrifício. Gosto muito de
esporte, de jogar tênis. E dou uma corridinha para aumentar minha capacidade
aeróbica, que é necessário na hora de cantar. Mas não faço nada exagerado.
<http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=254&titulo=Paula+Toller&Session=P%26R#>
<http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=254&titulo=Paula+Toller&Session=P%26R#>
<http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=254&titulo=Paula+Toller&Session=P%26R#>
<http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=254&titulo=Paula+Toller&Session=P%26R#>
Em 04/01/08, Aluizio Matias Santos <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> MAIS UM PREMIO PARA A GRANDE ROBERTA SÁ !!!
>
> ---------- Forwarded message ----------
> From: André Carvalho <[EMAIL PROTECTED] >
> Date: Dec 12, 2007 12:10 PM
> Subject: APCA ESCOLHE OS MELHORES DAS ARTES EM 2007
> To: Undisclosed-Recipient
>
>
>
> 11 3673-4452
>
> www.rlcpress.com.br
>
>
>
>
>
> APCA ESCOLHE OS MELHORES DAS ARTES EM 2007
>
>
>
> *A solenidade de premiação será no dia 25 de março, no Teatro Sérgio
> Cardoso *
>
>
>
> *São Paulo, 12 de dezembro *– Os críticos de São Paulo elegeram ontem à
> noite, em assembléia realizada no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S.
> Paulo, os melhores de 2007 nas seguintes categorias: Artes Visuais, Cinema,
> Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e
> Televisão. Neste ano, a APCA – Associação Paulista dos Críticos de Artes
> deixou de premiar a categoria Música Erudita, por falta de quorum.
>
> A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá em 25 de março de 2008, no
> Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.
>
> Para a realização e operacionalização da sua tradicional festa de entrega,
> que reúne a classe artística, personalidades da área cultural, autoridades,
> jornalistas e críticos; a APCA (entidade sem fins lucrativos, patrimônio ou
> contratos de remuneração) está em busca de patrocínio. O endereço eletrônico
> é: www.apca.org.br.
>
> Segue a relação dos premiados:
>
> *Artes Visuais*
> Grande Prêmio da Crítica: *Cinéticos*/Instituto Tomie Ohtake
> Retrospectiva: Vieira da Silva/MAM-SP
> Exposição Internacional: Kurt Schwitter- *1887-1948 - O Artista
> Merz*/Pinacoteca
> do Estado
> Exposição: *Marc Ferrez*/Instituto Moreira Salles
> Obra Gráfica: Guto Lacaz/Centro Cultural S.Paulo
> Fotografia: Vicente de Mello/Pinacoteca do Estado
> Iniciativa Cultural: Fundação Ema Gordon Klabin
> *Votaram: *Antonio Santoro Jr., Dalva de Abrantes, Luiz Ernesto Machado
> Kawall, José Henrique Fabre Rolim, Nathalia Lavigne e Rubens Fernandes Jr.
>
> * Cinema*
> Filme: *Jogo de Cena* (Eduardo Coutinho)
> Diretor: José Padilha/*Tropa de Elite*
> Fotografia: *Baixio das Bestas*/Walter Carvalho
> Roteiro: *Cão Sem Dono*/Beto Brant-Renato Ciasca/Marçal Aquino
> Montagem: *Tropa de Elite*/Daniel Rezende
> Ator: Selton Mello/*O Cheiro do Ralo*
> Atriz: Carla Ribas/*A Casa de Alice*
> *Votaram:* Neusa Barbosa, Walter Cezar Addeo, Flávia Guerra, Marcos Pinho,
> Luiz Carlos Merten, Érico Fuks e Franthiesco Ballerini.
>
> *Dança*
> Espetáculo: *Experimentações Inevitáveis +Antropofágica3*/Cia. Nova Dança
> 4
> Criação/Intérpretes: *Vapor* – Helena Bastos/Raul Rachou
> Concepção em Dança: Gustavo Ciríaco/*Still Sob o Estado das Coisas
> *Bailarino: Dielson Pessoa/Balé da Cidade de São Paulo
> Produção em Dança: Dora Leão/Platô Produções
> Pesquisa em Dança: Cena 11 – P*equenas Frestas de Ficção Sobre Realidade
> Insistente
> ** Votaram: *Christine Greiner, Helena Katz e Marcos Bragato.
>
>
>
> *Literatura*
> Ficção: *O Filho Eterno*/Cristóvão Tezza
> Não-Ficção: *O Príncipe Maldito*/Mary del Priore
> Contos: *A Corista de Kafka*/Wilson Bueno
> Memórias: *Conspiração de Nuvens*/Lygia Fagundes Telles
> Reportagem: *O Chão de Graciliano*/Audálio Dantas e Tiago Santana
> Poesia: *Belvedere*/Chacal
> *Votaram: * Dirce Lorimier Fernandes, Marcelo Pen, Ricardo Nicola,
> Ubiratan Brasil e Luiz Costa Pereira Jr.
>
> *Música Popular*
> Disco: *Onde Brilhem os Olhos Seus */Fernanda Takai
> Cantora: Roberta Sá
> Cantor: Paulinho da Viola
> Grupo: Orquestra Imperial
> Revelação Feminina: Marina de La Riva
> Revelação Masculina: Edu Krieger
> Grupo Revelação: Fino Coletivo
> *Votaram: *Inês Correia, Pedro Alexandre Sanches e José Norberto Flesch.
>
>
> *Rádio*
> Grande Prêmio da Crítica: Rádio Eldorado AM – Ingresso no setor esportivo
> em parceria com a ESPN Brasil
> Musical: *Sala de Professores*/Eldorado FM
> Variedades: *Fim de Expediente*/CBN
>
> Cultura: *Noites Paulistanas*/CBN
> Internet: Podcast Muqueca de Siri/www.muquecadesiri.podomatic.com
> Humor: *Energia na Véia */Radio Energia 97
> Programa: *Plug Eldorado*/Eldorado AM
> *Votaram: * Marcos Lauro, Marco A. Ribeiro e Sílvio Di Nardo.
>
>
>
> *Teatro*
> Grande Prêmio da Crítica: Bibi Ferreira
> Espetáculo: *My Fair Lady*
> Diretor: Gabriel Villela/*Salmo 91*
> Atriz: Renata Zhaneta/*A Grande Imprecação Diante dos Muros da Cidade e
> Macbeth - A Peça Escocesa
> *Ator: Guilherme Weber/*Educação Sentimental do Vampiro
> *Autor: Fauzi Arap/*Chorinho*
> Prêmio Especial da Crítica: *Satyrianas*
> *Votaram: * Afonso Gentil, Antonio Sergio Pachoal, Celso Curi, Érika
> Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Mauro Fernando, Maria Lúcia Candeias e
> Michel Fernandes.
>
> *Teatro Infantil*
> Espetáculo: *O Tesouro do Balacobaco *
> Texto: *O Cadarço Laranja*/Milton Morales Filho
> Texto Adaptado: *Othelito*/Ângelo Brandini
> Direção: *Fábulas*/Fernando Yamamoto
> Ator: Rogério Ferraz/*Fábulas*
> Atriz: Alexandra Golik/ *Peter Pan e Wendy*
> Cenário: *O Menino Teresa*/Marisa Bentivegna
> *Votaram: * Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu,Marcelo Ventura, Fernanda
> Araújo e Helena Galante.
>
> *Televisão
>
> *
>
> Novela: *Paraíso Tropical*/Gilberto Braga (Globo)
> Atriz: *Camila Pitanga*/Paraíso Tropical (Globo); e Jussara Freire ( *Vidas
> Opostas /*Record)
> Ator: Wagner Moura/*Paraíso Tropical* (Globo); e Marcelo Serrado/*Vidas
> Opostas* (Record) e *Mandrake* (HBO)
> Programa de Entrevistas: *Irritando Fernanda Young*/GNT Programa Feminino:
> *Hoje em Dia*/Record
> *Votaram: *Edianez Parente, Etienne Jacintho e Leila Reis.
>
> **
>
> *Mais informações:*
>
> Léia Alves ( [EMAIL PROTECTED])
>
> Tel: 11 3673-4452
>
> RLC Comunicação & Idéias
>
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