Desencanto Este me parecera homem de bem. Julgava-o simples, bom capaz de afeto. Na sua profissão, via-o também, Como quem mais o fosse, justo e reto.
Fiz-lhe discursos, brindes...dei-lhe cem Provas desse querer puro e dileto Que uniu outrora ao gênio de Montaigne De La Boëtie o espirito dileto. Eram, contudo, uma quimera atroz, Miragem, nada mais, pérfido sonho, As visões que eu ia ansioso empós. Em vez de amigo, um bugre caricato Surgiu-me em todo o seu negror medonho: Vulgar, Mandrião, bifronte, estulto, ingrato. Esmeraldo Siqueira
