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 *Page 1* *Assessoria de Segurança e Informações da Universidade de Brasília
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A história da Universidade de Brasília tem início em 15 de dezembro de 1961,
quando o presidente da República João Goulart sancionou a Lei n
 º
 3.998, que autorizou
a criação da mesma. Sem sede própria, funcionou nas dependências do
Ministério da
Saúde, na Esplanada dos Ministérios, até ser inaugurada em 21 de abril de
1962 já em
sua sede atual. Nos primeiros dias após o golpe de Estado, em 1964, a *UnB*foi
classificada pelos militares como um foco de agitação política, sendo alvo
de Inquéritos
Policial-Militar (IPM) para investigação de denúncias de indisciplina e
subversão.
Em 1968, a Universidade de Brasília passa por um dos momentos mais cruéis de
sua história: no dia 29 de agosto, sob a alegação de cumprir mandato de
prisão de sete
estudantes, o *campus *foi cercado pela Polícia do Exército, Polícia
Militar, Polícia Civil
e pela polícia política (DOPS). Os alunos foram levados à quadra de
basquete, ficando
detidos até o final do dia. Com o Decreto nº 477, de 26 de fevereiro de
1969, que
definia e punia as infrações disciplinares praticadas por alunos,
professores e
funcionários, foi intensificado o cerco a qualquer movimento organizado
dentro das
universidades.
Na *UnB*, o braço do regime militar foi sentido através da Assessoria de
Segurança e Informações (*ASI*). Criada pelo Ato da Reitoria nº 102/71 de 19
de
fevereiro de 1971, com o nome de Assessoria para Assuntos Especiais (ApAE),
estava
diretamente subordinada ao Reitor. Posteriormente, recebeu os nomes de
Assessoria
Especial de Segurança (AESI), Assessoria de Assuntos Especiais (AAE) e, por
fim,
*ASI*, todas, contudo, com o mesmo objetivo: monitorar as informações sobre
atividades
subversivas dentro da Universidade. A Assessoria funcionou oficialmente até
1987.
*O acervo recolhido à Coordenação Regional do Arquivo Nacional no Distrito*
*Federal é composto por documentos oriundos da ASI, entre 1964-1987, versando
sobre*
*movimentos políticos (greve de funcionários, estudantes e professores,
invasões,*
*denúncias, associações de classe, partidos políticos); acompanhamento de
atividades*
*acadêmicas; eventos realizados na instituição (palestras, cursos,
congressos, seminários*
etc.); administração da Universidade; monitoramento de atividades
estudantis, dentre
outros assuntos.

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