*Petistas perguntam onde estão os neoliberais brasileiros *<http://?ui=2&view=bsp&ver=1qygpcgurkovy#11c9cd60b6aa09eb_top>
Os deputados *Fernando Ferro (PT-PE) *e *Pedro Wilson (PT-GO)* destacaram a importância do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde criticou o sistema financeiro mundial e apontou, na prática, o fim do neoliberalismo. Os parlamentares ironizaram o comportamento dos neoliberais brasileiros, que sempre defenderam a tese do Estado mínimo e da privatização. Pedro Wilson sublinhou que o Brasil não está imune à crise, mas se preparou para enfrentá-la. "Onde estão aqui no Congresso Nacional aqueles que falavam em privatização, que o Estado tem que se afastar? Se o presidente Lula não estivesse no Brasil, estaríamos totalmente quebrados, não teríamos a Petrobras, o Banco do Brasil, Caixa Econômica, porque queriam privatizar tudo, como fizeram a privatização da telefonia, e depois pulverizaram. Cadê os 22 bilhões de reais da telefonia?", indagou. Ferro observou que o Brasil, hoje, tem um mercado mais diversificado, pois desde 2003, quando Lula assumiu o cargo de presidente, o Brasil passou a diversificar seus parceiros comerciais. "Não dependemos apenas dos Estados Unidos, nossa balança comercial é muito mais diversa. Temos um mercado interno em ascensão, que permite que nossa economia tenha fôlego para crescer na crise. Temos indicadores sociais favoráveis, a inflação está sob controle, o PIB cresce, a produção industrial e as vendas estão em ascensão. Estamos vivendo um momento muito particular. Programas como o Bolsa-Família, o Luz para Todos e o Prouni melhoraram a qualidade de vida da população e, assim, a classe média aumentou", disse. Ferro classificou como "uma triste ironia" o fato de o 11 de Setembro de 2008 ter reproduzido o de 2001, embora que com outras características. "O setembro de 2008 tem outro tipo de terrorismo. Ficamos a nos perguntar quem é o mais pernicioso: os terroristas comandados por Osama Bin Laden ou os terroristas da economia do governo George W. Bush que ameaçam a humanidade?", indagou. Para o deputado, o curioso nesse processo é que se assiste a um "programa político totalmente invertido do que diziam os arautos do neoliberalismo". "Os Estados Unidos hoje vivem um momento de estatizações. Para nós aqui foi dito e afirmado com todas as letras que o nosso País, como os demais países da América Latina, deveriam reduzir o tamanho do Estado", afirmou. Ele lembrou que nos EUA promove-se hoje um brutal programa de estatizações de empresas e instituições falidas para assegurar vantagens aos "papas" do capitalismo americano. Ferro assinalou que o capital financeiro americano se espalhou pelo mundo e criou "esse sistema de instabilidade política e econômica que hoje estamos todos a nos defrontar". Segundo Pedro Wilson, o mundo vive hoje o resultado da implementação das políticas neoliberais adotadas nas últimas décadas. O parlamentar discorreu sobre as origens do neoliberalismo, no fim dos anos 1970, quando Margaret Thatcher assumiu o governo do Reino Unido, e Ronald Reagan, o dos Estados Unidos, passando a adotar políticas de precarização dos direitos sociais. "A Escola de Chicago, do grande economista neoliberal Milton Friedman, dizia que a mão invisível do mercado regulava o mercado, quase que comparando a economia capitalista a Deus, e achava que as coisas andavam bem", afirmou. Pedro Wilson observou que a economista Maria da Conceição Tavares disse acertadamente que a atual crise do capitalismo é a crise de 1929 a conta-gotas. "Desde a década passada, o capitalismo tem adiado a solução. A solução não é econômica, não é das Bolsas de Valores, não é do capital especulativo, é de uma reformulação da ONU e do papel dos grandes países como o Brasil, que teimam em colocar fora das negociações, mas sofre os efeitos", disse. "Neste momento, Brasil, Argentina, Venezuela, México, África do Sul, China, Paquistão e outros países têm de discutir a política internacional, as organizações internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), a situação dos países emergentes, a elevação de preços e os papéis podres", acrescentou Pedro Wilson. Ele ainda criticou os bancos norte-americanos, que "vendiam moeda sobre moeda, fazenda uma verdadeira política de especulação". Ferro entende que, na prática, vê-se uma negação do discurso neoliberal, que dizia que o Estado deveria ser mínimo. "É o Estado que socorre a bancarrota da economia americana. Os custos serão cobrados em escala mundial. O governo Bush deverá seqüestrar o equivalente a 800 bilhões de reais do contribuinte norte-americano para socorrer essas empresas falidas". Para ele, essa prática é "a completa negação do chamado sistema capitalista que eles pregam do livre mercado, da livre concorrência, do risco de se investir". É o que ele chamou de "paradoxo do discurso neoliberal", num momento em que o mundo precisa de segurança alimentar, segurança energética e segurança militar. Ferro lembrou que, no Brasil, a tese neoliberal, defendida e aplicada pelo PSDB e ex-PFL (atual DEM) durante o governo FHC (1995-2002), chegou sob a forma dos projetos de privatização em várias áreas e da desregulamentação da economia, "que terminou por concluir essa tarefa criminosa que todos testemunhamos". "Seria o caso de perguntar: quem seria mais perigoso, Fernandinho Beira-Mar ou gente como Daniel Dantas, esses atores do sistema financeiro que terminaram por produzir brutais prejuízos para o País, desviar recursos, produzir mazelas e prejudicar a sociedade como um todo?", indagou. Ferro observou que a chamada globalização nada mais foi do que um processo de "rapinagem internacional" conduzida pelo capital financeiro internacional com todas suas doenças e que foi imposto a países como o nosso e outras nações da América Latina. Segundo ele, os países latino-americanos saem dessa tragédia a partir da mudança e da entrada da política em cena. "A vitória do presidente Lula e dos presidentes latino-americanos é a volta da política para controlar a sociedade, e não o contrário, com a economia e o chamado mercado dando as cartas do jogo", afirmou. <http://inmailing.insite.com.br/mod_perl/redir.cgi?acao=redir&id=76624&[EMAIL PROTECTED]&url=07> *Crise mundial pode beneficiar Brasil, diz Financial Times *<http://?ui=2&view=bsp&ver=1qygpcgurkovy#11c9cd60b6aa09eb_top> Duas reportagens do jornal Financial Times sugeriram ontem que a crise econômica mundial pode, paradoxalmente, terminar sendo benéfica para o Brasil. Os artigos, assinados pelo correspondente do jornal em São Paulo, afirmam que a crise pode funcionar como um controle para o crescimento econômico cujo vigor vinha criando pressões inflacionárias. Diferentemente de outras épocas, o país está mais preparado para enfrentar as turbulências, dizem as reportagens que, no entanto, alertam para os fatores domésticos com potencial de criar problemas no futuro. "Desta vez é diferente. Pelo menos até agora", diz a reportagem "Brasil espera um resfriado leve, mas nada sério", publicada na versão impressa do diário financeiro britânico. O título faz referência ao tradicional dito segundo o qual "quando os mercados financeiros americanos espirram, a América Latina pega uma gripe". A matéria diz que, embora não tenha conseguido se descolar do resto do mundo, o Brasil está otimista em que seu nível de reservas - em torno de US$ 200 bilhões - seja capaz de conter uma turbulenta saída de capitais como a que se seguiu à crise asiática em 1997 e a crise da Rússia em 1998. "Mais que isso, a crise de crédito pode ter vindo em boa hora, num momento em que a atividade econômica apresenta indicadores que apontam para uma curva de superaquecimento. Assim, a crise, potencialmente, pode ajudar o país a desaquecer sua economia sem derrubar o crescimento abaixo do potencial do país", escreve o FT. Economistas ouvidos pelo jornal crêem que o aumento do PIB passe de 5,4% este ano para 3,5% no ano que vem - bem melhor que o 1% estimado para o resto do mundo, mas capaz de trazer a inflação, que já superou os 6% ao ano, para o centro da meta de 4,5%. *Informes é uma publicação da Liderança do PT na Câmara dos Deputados "As opiniões expressas nos artigos publicados no 'Informes' são de responsabilidade dos autores" *:: * www.ptnacamara.org.br<http://inmailing.insite.com.br/mod_perl/redir.cgi?acao=redir&id=76624&[EMAIL PROTECTED]&url=http%3A%2F%2Fwww.ptnacamara.org.br> * - * [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> * Endereço: Câmara dos Deputados, Ed. 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