Tradição sertaneja é retratada em documentário Publicado no Dia 24/10/2008 Ramilla Souza O jornalista e fotógrafo Alexandro Gurgel visitou a Fazenda Pitombeira, em Acari, por três anos para produzir o curta-metragem "Pega de Boi no Mato - O Resgate de uma Tradição Seridoense". O documentário foi filmado durante três edições do evento que lhe dá nome, "A Pega do Boi", e Gurgel também foi responsável por sua direção, narração, roteiro e direção de fotografia. "A Pega do Boi é uma espécie de vaquejada, sendo que sem o corredor e com o boi indo para dentro do mato. Nela, o peão pega o animal, o derruba e o veste com uma máscara", explica o fotógrafo. Ele conta também que a atividade era praticada na época do ciclo do gado no Rio Grande do Norte e não era uma competição, e sim uma profissão. Como não havia cercas entre as fazendas de gado e o mato era bastante ralo, os peões tinham que correr atrás dos bois para que eles não se misturassem com o rebanho de outra propriedade. "Isso acontecia quando o período de chuvas passava. Eles tinham que adentrar na caatinga para caçar os animais", relata Gurgel. A "Pega do Boi" da Fazenda Pitombeira acontece sempre em novembro. Este ano, está marcado para os dias 8 e 9. Vaqueiros de todo o Seridó do RN, da Paraíba e de outras localidades devem aparecer para competir e participar também do Encontro de Vaqueiros do Ribeirão do Acari e da Missa do Vaqueiro, esta realizada no Sítio Bico da Arara. "O encontro também acontece nesses dias e reúne vaqueiros novos e antigos. Ele surgiu da necessidade de troca de experiência entre eles e de resgatar as tradições nordestinas", conta Alex Gurgel. A competição é realizada pelo fazendeiro Marcos Nepomuceno, dono do local onde ela acontece, e preocupado em preservar uma tradição local, uma vez que a Pega do Boi está em vias de extinção. "Foi Marcos quem me chamou para fazer o filme", lembra Alexandro. "Ele reúne cerca de 150 pessoas através de recursos próprios e de amigos", conta. A Pega do Boi da Pitombeira não tem inscrição e a premiação nunca é em dinheiro para não ter "arenga". Os vaqueiros que dominarem o gado primeiro ganham materiais como botas, selas e arreios. Caminhos do Inca No mesmo dia, o fotógrafo Hugo Macedo expõe pela primeira vez o resultado da viagem de 35 dias que fez para a Argentina na exposição intitulada "Caminhos do Inca". Hugo passou metade do tempo no norte do país, retratando a cultura do povo Inca e a outra metade no sul, quando esteve em Buenos Aires. É para mostrar o que ele viu na primeira parte da expedição que serão exibidas 60 fotografias em slide show para os convidados de seu estúdio. "Eu só tinha visto os aspectos da cultura Inca através de imagens e tinha muita vontade de conhecê-la mais de perto. Fiz uma parceria com a província de Salta, na Argentina e fui para lá fotografar", conta Hugo. Além de Salta, o fotógrafo também esteve nas províncias de Juy-Juy e Atacama, onde visitou vários sítios arqueológicos. "Senti como se estivesse pisando na Lua ou em Marte", exemplifica. Como a capacidade do estúdio é limitada é preciso confirmar a presença nos telefones 3211-5436 / 8896-5436 ou através do e-mail [EMAIL PROTECTED] Serviço O que: Exibição do filme "Pega de Boi no Mato - O Resgate de uma Tradição Seridoense", de Alexandro Gurgel e exposição fotográfica "Caminhos do Inca", de Hugo Macedo. Dia: Sábado, 25 Hora: 16h Onde: Estúdio de Hugo Macedo, na rua Lauro Medeiros, por trás da Igreja Universal, em Nova Descoberta. Entrada gratuita
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