Sobrenatural
Estive nas aberturas e fui mais duas vezes aos novos Salões abertos na cidade:
o XII Salão de Artes Visuais da Cidade do Natal, já aberto à visitação na
Capitania das Artes, e ao II Salão Abraham Palatnik de Artes Visuais. Este
segundo, até a terça-feira passada, era preciso pedir a um funcionário da
Biblioteca Pública Câmara Cascudo que abrisse a porta para vê-lo. Ligue antes
(99898455), portanto, se desejar ver.
Pretendo, a partir da próxima edição e com ajuda de meus alunos, tecer
comentários detalhados sobre os Salões. Por enquanto, devo adiantar que é
possível apreender que a fotografia tomou conta da produção local, seja pela
quantidade de obras inscritas, seja pela escolha feita pelas comissões de
seleção e premiação. Em termos positivos, isto significa uma tendência à
experimentação de novos meios o que é muito saudável. Negativamente, diria que
tais escolhas (das comissões) estão ignorando a retomada internacional dos
meios propriamente artesanais, inclusive a pintura, mesmo que baseada em
fotografias. Mas, o que é mostrado de pintura é bem sofrível.
De imediato, sobre o XII Salão da Cidade do Natal, diria que as obras premiadas
são boas, mas não impressionam. Trabalhos como os de Leandro Garcia, Mariana
Zulianeli e Alexandre Gurgel também mereciam prêmios. Ilkes Rosemir, um dos
premiados, poluiu seu desenho impecável com colagens excrescentes que lhes
roubam a cena, por exemplo.
Já no II Salão Abraham Palatnik, o trabalho de Wendel Gabriel, poderia ter sido
um dos premiados, considerado o conceito tecnológico do Salão. É verdade que
quase nada chega ao nível dos trabalhos premiados, mas o modo de exposição
prejudicou bastante sua apreciação, especialmente, o de Henrique José, sob
título Goleiro. Este problema de montagem é comum aos dois Salões.
vicente vitoriano.
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