24/01/08 - 11h46 - Atualizado em 24/01/08 - 11h46
Bactéria da cárie evoluiu junto com o ser humano, diz estudo
Equipe analisou 600 amostras do patógeno das diferentes partes do mundo.
Aparentemente, bactéria já acompanha o homem há 200 mil anos.
Luis Fernando Correia Especial para o G1
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Saúde em foco
A bactéria que causa as cáries acompanha os humanos desde o berço africano, há
milhares de anos. Pesquisadores da New York University encontraram evidências
genéticas de que o Streptococcus Mutans já acompanha o homem há cerca de
duzentos mil anos.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN; veja
o site
O ser humano vem migrando através do mundo, criando etnias e evoluindo
geneticamente, e pelo estudo norte-americano a bactéria da cárie seguiu o mesmo
caminho.
Os cientistas, para rastrear a história do microrganismo, utilizaram a mesma
tecnologia de pesquisa genética que permitiu a descoberta dos primeiros humanos
na África. Pelas análises realizadas, a bactéria da cárie passou pelo mesmo
processo evolutivo.
O método utilizado foi a análise dos plasmídeos, que são estruturas que
participam da troca de informação genética e do desenvolvimento de resistência
das bactérias.
Foram coletadas mais de 600 amostras de bactérias, presentes na boca nos seis
continentes, em 20 anos de estudo. As coletas envolveram até mesmo populações
de esquimós e índios brasileiros.
No final foi possível identificar 60 cepas diferentes que representam as várias
fontes étnicas do mundo. A árvore genealógica da bactéria da cárie tem suas
raízes na África, com um ramo principal em direção a Ásia, seguido pelo retorno
da Ásia para a Europa e, posteriormente, a distribuição para as Américas.
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