DA COLUNA DE MARIO IVO  (Jornal de Hoje Primeira edição)
que é  postado na net no blog Embrulhando Peixe

http://embrulhandopeixe.blogspot.com/
<http://embrulhandopeixe.blogspot.com/>

Adivinhe quem vem para o café-da-manhã: Carlos e Fred Sizenando
<http://embrulhandopeixe.blogspot.com/2009/03/adivinhe-quem-vem-para-o-c\
afe-da-manha_15.html>     [Cultura 140309 sábado]
os irmãos natalenses Carlos e Fred Sizenando Rossiter Pinheiro ao
relembrarem as histórias contadas pelo pai, encontraram a fonte de
inspiração para escreverem, juntos, o primeiro livro, que deve ser
lançado até maio de 2009. Quem quiser maiores informações pode
ligar para o 3201.0111, preferencialmente à noite.

DOS BONDES AO HIPPIE DRIVE IN
A idéia inicial, que nos conduziu à concepção deste livro,
surgiu do nosso desejo simples de registrar e compartilhar, com amigos e
parentes, as histórias e fatos pitorescos envolvendo o cotidiano de
pessoas da cidade do Natal, narradas pelo nosso pai, João Sizenando
Pinheiro Filho. Papai era funcionário público e foi auxiliar
direto do então tenente Ernesto Geisel quando este atuou como
secretário geral e chefe da polícia do estado em 1931. Foi remador
do Centro Náutico Potengi e viveu quase um século na capital do
Rio Grande do Norte, convivendo com figuras humanas que caracterizaram a
alma da nossa província. Papai era um apaixonado por Natal, sempre
circulava na Ribeira e no Grande Ponto para conversar com velhos amigos.
Tinha um bom acervo de jornais e fotografias antigas. Ainda crianças,
nós o acompanhávamos, com especial interesse, embora nossa maior
motivação, à época, fosse mesmo a passagem pela Agência
Pernambucana de seu Luiz Romão, localizada na Ribeira, onde papai era
obrigado a comprar nossos gibis.
Naturalmente, o projeto inicial evoluiu e passamos a enveredar também
pelos períodos em que nós mesmos vivenciamos ou participamos da
história.
Como na música de Oswaldo Montenegro, fizemos um esforço de
memória para fazer uma lista de nossos amigos mais próximos, desde
a infância até o período inicial na universidade. A partir
desta lista, reencontramos alguns deles e passamos a recapitular
detalhes da nossa infância e juventude. Também pesquisamos nos
jornais, livros e revistas e entrevistamos pessoas que viveram em Natal
em períodos marcantes.
O resultado disso tudo é o livro "Dos bondes ao Hippie Drive
In", onde tentamos abordar de forma leve e curiosa a evolução do
cotidiano da nossa cidade cobrindo o período de 1915 até 1975. As
mais de 350 fotografias inseridas – com contribuição de diversos
colaboradores – consolidam o diferencial da publicação. Gostamos
de repetir para nossos amigos que será um "livro pop", quase
um almanaque.
São sete capítulos, cada um contendo uma média de dez textos
distintos: "Natal dos Bondes", "Natal dos vôos
transatlânticos e dos primeiros cinemas", "Natal dos
comunistas e dos americanos", "Natal dos nossos pais",
"Natal da nossa infância", "Natal dos gibis e do cinema
Rex" e "Natal Pop".
Na parte inicial é abordada a cidade no início do Século XX
quando os bondes puxados a burros começavam a ser substituídos
pelos bondes elétricos.
Figuras populares que caracterizavam o dia a dia dos anos 20 e 30 são
descritas com apresentação de causos. As inaugurações do
Estádio Juvenal Lamartine, do Cais do Porto e do primeiro sinal de
trânsito na cidade são descritas e documentadas com fotografias.
Um capítulo especial cobre a história do cinema em Natal, desde a
primeira exibição em um depósito de açúcar na Ribeira, no final
do século XIX, passando pelas exibições do Polytheama e Royal
Cinema.
Na sequência, os vôos transatlânticos dos hidroaviões
provenientes da Europa e Estados Unidos, a recepção, os aviadores
pioneiros. O incrível "raid" Natal-Rio numa pequena iole, os
antigos carnavais, o surgimento da telefonia e as primeiras obras de
saneamento da cidade, também são relatados.
Segue ainda o Levante Comunista de 1935, a vida em Natal durante a II
Guerra Mundial, a Natal de Djalma Maranhão, o programa "De pé
no Chão também se aprende a ler", a participação da
"Aliança para o Progresso" no governo Aluísio Alves, a
revolução de 64, com destaque para as agitações dos estudantes do
Atheneu.
Quem viveu os anos 50 e 60 em Natal vai se deliciar ainda com as
crônicas envolvendo nossas recordações sobre a infância na
Cidade Alta, Praça Pedro Velho e Jardim de Infância Modelo.
Destaque especial para os jovens "cientistas" da Rua Felipe
Camarão, que montavam pequenos foguetes para serem lançados na
Praia do Forte e em Mãe Luíza.
No capítulo "Natal Pop" cobrimos principalmente os
efervescentes anos 60 e 70, a geração "paz e amor", o
primeiro biquíni, a Sociedade Cultural Brasil-Estados Unidos (SCBEU),
os primeiros surfistas, a agitação dos festivais de música
Popular. Destaque maior para a história do Rock em Natal, com muitas
curiosidades – como o Irmão Marista que financiou a primeira
banda da cidade – e os principais conjuntos que fizeram a trilha
musical de toda uma geração.
Aqueles que conheceram Jerônimo o Herói do Sertão, o Cinema
Poti, as tartarugas da Praça Pedro Velho, o Sebo de Cazuza, as
matinês no ABC, as "Anastomoses" no América e o
"Hippie Drive In", certamente não deixarão de se
emocionar. E irão relembrar não apenas os fatos narrados, como
também inúmeros outros momentos que facilmente se acenderão em
suas mentes como um simples duplo clique para acessar algum arquivo de
computador. [Carlos e Fred Sizenando]


Responder a