Aviso aos becodalamenses Meu povo boêmio, a vida é curta e a poesia também acontece fora dos muros do Beco da Lama. Aprecio deveras aqueles chãos. Frequento. Torço pelo bem de tantos projetos e do sonho não distante da revitalização do Centro Histórico. E minha torcida acaba aí. Se Dungas, Chorões e Zangados, ou Lulas, Povos e Lagostas disputam a eleição de uma entidade de poderes além da conta, que vença o de melhor intenção e vontade para reerguer aquele espaço de tantas adjacências.
Escrevo estas mal traçadas apenas para justificar o que nada tenho culpa: a foto de destaque em matéria cujo interesse é o leitor. Sou repórter. Não escolho foto nem título. Às vezes sugiro. Não foi o caso. Quanto à matéria, esta sim, de minha responsabilidade e sugestão, ouvi Dunga, que vem cobrando a tal reunião há tempos e isso, para mim, justifica a fonte, e Júlio César, gestor interino e responsável pela convocação. Um disse que a adjunta, Civone, foi destituída. O outro disse que a assembléia para tal nunca houve. As duas versões foram publicadas. Para quê tanta raiva, meu Deus? Falava este sábado ao Leo Sodré: escrever sobre Beco da Lama é sempre chato. Sempre desagrada um ou outro. Escrevo pisando em ovos, medindo palavras para não ferir esses "poetas" tão sensíveis. Ainda assim, nenhum jornal tem conferido tanto espaço para figuras e fatos dali. Nem de perto, arrisco dizer. Ao ponto do chefe de Redação até reclamar do exagero. Meu editor avisou que Doriam vai amanhã no jornal. Que bom. Que venha com outras novidades, não para acirrar intrigas, disputas, micuinhas. Se torço por algo ali é pela unidade e fomento de projetos bacanas. E só.
