Lex, 
lembro que um dia estávamos em uma mesa no bar da nazaré, eu e Carlão, seu 
querido pai, falando das limitações de Natal e do resto do país. Lá pras tantas 
percebemos uma mochila esquecida em cima de uma mesa. Na mesma hora avisamos 
Paulinho que se apressou em saber de quem era e guardou atá aparecer o dono. 
Esse fato prosáico me fez perceber e comentar para Carlão que "existiam lugares 
onde uma bolsa abandonada significava uma bomba prestes a explodir". 
Imediantamente ficamos de bem com a vida e erquemos um brinde a nossa pobreza e 
paz de espírito.
Vou ter cuidado a partir de agora com bolsas esquecidas no Beco da Lama.
Eu. marcando hora para ter a sua companhia numa mesa, em Haia.

--- Em ter, 31/3/09, Alex de Souza <[email protected]> escreveu:


De: Alex de Souza <[email protected]>
Assunto: Re: [becodalama] xô incubo encarnado
Para: [email protected]
Data: Terça-feira, 31 de Março de 2009, 17:31






eugênio, pode sentar-se à minha mesa. o negócio é bater de eu e você estarmos 
no beco no mesmo dia. 

Lex


2009/3/31 Eugênio Soares <eugeniopsoares@ yahoo.com. br>











Plinio, com todo o carinho que tenho por você, e em respeito a sua fúria que 
não desconsidero pois certamente reagiria da measma forma, quero apenas fazer 
um questionamento: que tipo de amigo joga tanta lenha nessa fogueira de lama? 
Esses mesmos amigos te defenderam ou por outro lado também se dizem amigo da 
outra parte? Continuo achando toda essa coisa uma merda e prefiro ainda as 
mesas cheias de cervejas e poesia, coisa que aliás vc sabe fazer muito bem.
Mas certamente, pelo que vejo, nenhum dos nossos "amigos" vai dar um basta 
nisso.
Infelizmente,
Um beijo fraterno,
Eu. Com medo de ficar sem mesas para ouvir poesia e beber cerveja no Beco.


--- Em ter, 31/3/09, Plinio Sanderson <plinio...@yahoo. com.br> escreveu:


De: Plinio Sanderson <plinio...@yahoo. com.br>
Assunto: [becodalama] xô incubo encarnado
Para: becodal...@yahoogro ups.com, aldeiap...@yahoogru pos.com.br
Data: Terça-feira, 31 de Março de 2009, 16:42












XÔ INCUBO ENCARNADO 
  
Tenho ouvido de amigos que meu nome tem sido defenestrado 
constantemente no beco, adjacências e até na praia de Ponta Negra. 
A lista de pessoas que me alerta sobre tal despautério é mui ampla, 
mas tem como persona intrigante o mesmo elemento, 
um seboso livreiro que tem o hábito 
da maledicência incorporada a sua pobre existência. 
  
Não estou nem ai para essa podre criatura. 
Até tinha certa consideração sobre sua atuação na área de reprodução de livros. 
Contudo, andei considerando tal prática comercial. 
Percebi que não havia nada de excepcional em tão antiga atividade capitalista 
(de Gutenberg à editoração eletrônica). 
Se o sujeito trabalhasse em refrigeração, oficina automobilística 
e publicasse livros com os custos divididos 
meio a meio com o autor seria uma postura interessante. 
Agora, o condenado tem um lugar de vender justamente livros 
e nada mais natural que ganhe a vida dando pequenos golpes 
em pessoas que não tem tempo de ir atrás 
e acompanhar os trâmites de uma publicação. 
  
O negócio tem uma lógica bastante aviltante. 
Quem tem um livro para publicar paga metade e o crápula em questão 
diz que entra com a outra metade. 
Um poeta/escritor que já trabalhou com o pulha, decifrou a jogada. 
O valor apresentado para a presa é superfaturado 
e sua parte na transação está embutida no aumento de preço. 
  
O caba (bom de peia, e vai ter muito e em breve o que merece) é dogmático, 
de um papo chato, vive de certezas pessoais, 
tipo achometro e convivência asquerosa. 
Acha que seu (dos outros) trabalho é genial. 
No entanto, ele gigolô de escritor, não se apercebeu que sua prática 
é gozar com o pau dos outros, sem nenhuma criatividade. 
Clonando  livros, tipo fac-símile de obras históricas – 
às vezes sem a respectiva licença da família do falecido, 
na definição de  Eli Celso: canalha! 
  
Outro dia, terça 18/03, estava passando na calçada do bardallo’s 
e fui convidado para sentar-se à mesa onde estavam além da prejura, 
os fraternos Lulaugusto, Oswaldorf e Bob Possibilista, 
quando declinei de sentar, por me incomodar com a presença daquele. 
Lula lembra de uma vitória eleitoral/cultural (profinc/97) 
que tivemos contra a figura. 
Foi ai que o imbecil começou irascivelmente a me agredir verbalmente, 
acusando-me de ser poeta picareta, bajulador de poderosos, 
citou Vilma Maia, Carlos Eduardo, Micarla, que me lembre. 
Fiquei impassível sem discutir com o ..., e fui me retirando tranqüilo, 
quando o otário tresloucado gritava e gritava, 
Richard (garçom) e bob fecharam à grade 
e me enervei, ensaiei uma reação brutamonte, 
o cretino não teve hombridade sequer de sair 
e apanhar como homem, 
aliás seu histórico é esse de covarde desprezível. 
Desci a Rio Brando num misto de ódio, 
porque não esmaguei aquela cara nojenta tingindo-a de vermelho/sangue, 
e ao mesmo tempo de alívio 
por ser indiferente as besteiras proferidas por aquele traste. 
  
  
Ora não tenho nada a responder, nem provar a esse merdinha, podre e coitado, 
até porque só entro em debate onde há o mínimo de civilidade 
e respeito pela posição do outrem. 
Poderia falar das láureas que tenho como poeta, 
sim poesia, ruim ou boa, mas são minhas, ensandecida poesia. 
Elogiada por Anchieta Fernandes, 
como referência em poesia visual (jornal dois pontos), 
ou constantemente citado pelo professor Tarcísio Gurgel, como o magnífico PS, 
se referindo a oralidade da minha poética. 
  
Comungo com a idéia de que o poeta não é um fingidor, 
mas o fazedor, aquele que realiza, 
é só olhar a nossa extensa participação 
na história cultural da cidade dos magos reis 
e perceber quão caluniosa, vil e baixa são as insinuações do pária. 
  
Mais forte são os saberes do povo e do novo. 
Vá de retro incubo encarnado! 
  
 





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