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Para francês ver                  



É só perguntar a qualquer ‘fazedor de cinema’ do Rio Grande do Norte. A
resposta será a 

Fotos: Matyeu Duvignaud/Divulgação                          
                        
                        
                          
                        
                        
                          
                            Buca Dantas dirige equipe para obra do cinema 
processo                          

mesma caso a questão seja ‘quais as dificuldades em se
produzir vídeos e filmes?’Infinitas’, eles dirão. Mas, com persistência
e paixão à arte, alguns acabam encontrando um jeitinho de amenizar a
situação e fazer tornar-se real o que para muitos vai continuar sendo
apenas no sonho. É o caso dos cineastas Buca Dantas e Matyeu Duvignaud.
Os dois já estão na área há vários anos, mas firmaram parceria em 2005.
Pouco a pouco - como quem peregrina - eles têm colhido bons frutos e,
principalmente, levado aspectos das terras de poti a outros recantos do
país e do mundo através de suas sensíveis e dinâmicas lentes.





A grande notícia do momento é o recente convite dos dois para
participar do 12º Cinéluso Nantes, festival de cinema que acontece
anualmente em Nantes, França, debatendo e provocando intercâmbios de
produções cinematográficas de países de língua portuguesa. E não é
apenas um ‘simples’ convite para exibir suas produções audiovisuais.
Isso também vai acontecer.





Dentro da extensa programação de exibição do evento, entre os dias 10 e
12 de junho deste ano, o território potiguar será destacado através do
curta ‘Viva o cinema brasileiro’, primeira produção dos cineastas
dentro do que eles definiram por ‘Cinema Processo’, quando a própria
comunidade torna-se ‘fazedora’ de sua própria arte, assumindo papéis
que normalmente se reservam a pessoas que já tenham experiência no
assunto.





E, também de sua autoria, será exibida a primeira série do que eles
batizaram por ‘Micro Doc - Brasil’, apresentando episódios de dois a
quatro minutos sob um olhar simples e sem julgamento do cotidiano de
quatro cidades brasileiras - Brasília, Natal, Ituitaba/MG e São Paulo.





Novas produções





Os projetos inusitados de Buca Dantas e Matyeu Duvignaud não esperam
ter um fim. Por isso, eles criaram a organização não-governamental
‘Micro Mundo’. E é a partir das ações desta ONG que esses projetos vão
ganhar novos rumos e novos olhares. O convite feito a Buca e Matyeu se
estenderá por quase um mês, do dia 4 a 25 de junho, quando trabalharão
na produção da série ‘Micro Doc - Europa’ e de um longa na filosofia do
Cinema Processo.





Segundo Buca Dantas, o primeiro - Micro Doc - será batizado de
‘Vagabundos iluminados’ e mostrará o cotidiano do norte da França em
face da crise econômica mundial. ‘‘Vamos ‘vagabundear’ em busca de boas
histórias de vida de pessoas que vivem à margem da sociedade, dentro de
um trabalho que envolve a união do jornalismo com a arte do cinema e
transformá-las em pequenos documentários’’, destacou.





Ele diz ainda que, da mesma forma como ocorreu com a série Micro Doc -
Brasil, cujo material foi exibido por uma emissora de televisão em
Natal, a produção que resultará na Europa também será oferecida às TVs
dos locais por onde o projeto passará. ‘‘É um assunto interessante,
pois mostraremos como essas pessoas ditas marginais estão reagindo à
crise. Com certeza, a fila de marginais aumentou’’, adianta Buca.





Uma nova filosofia para o cinema





O segundo projeto será o novo longa de Buca e Matyeu numa parceria da
‘Micro Mundo’ com a ONG ‘Anjos Rebeldes’, que desenvolve projetos
voltados a jovens imigrantes na cidade francesa de La Rochelle. A
instituição, cujo nome batizará a nova produção, também será
responsável pelo roteiro, que, segundo Buca Dantas, já está concluído.
A idéia é abordará aspectos de pessoas que nasceram em outros países e,
por motivos dos mais diversos, foram parar na França. ‘‘Vamos contar as
histórias que eles quiserem contar. Essa é a filosofia do Cinema
Processo’’, reforça o cineasta. 





Buca ressalta ainda outra ação, um pouco menor, que se dará em Serpa,
Portugal, em parceria com a ONG ‘Novos olhares no mundo’. ‘‘É uma
instituição potiguar, mas com diversas experiências na área do
audiovisual no país português, mas não sabemos ao certo que tipo de
trabalho iremos desenvolver por lá’’, disse.





Para ele, cuja formação é em jornalismo, notícias como essas soam como
consequência de uma longa trajetória em favor do cinema produzido no
Rio Grande do Norte e no Brasil. ‘‘A nossa ida à Europa não será
forçada. Fomos convidados. É uma ação espontânea pelo nosso trabalho
com a arte’’.





A opinião é compartilhada por Matyeu, que também é fotógrafo e cuja
origem é francesa. ‘‘Estamos indo por nosso trabalho estar sendo
reconhecido. Será um intercâmbio cultural muito forte no sentido de
levar os trabalhos e as histórias de vida daqui’’, diz ele, que atua na
área do audiovisual como diretor de fotografia.





Mas, enquanto os cineastas aguardam os ‘novos voos’, tem, no momento,
se dedicado à batuta do dia-a-dia de sua rotina dentro e fora da ONG
Micro Mundo. Buca Dantas, que é consultor do Canal Futura, por exemplo,
vai começar a dirigir dez programas sobre juventude em parceria com a
ONG Canto Jovem.





Matyeu se insere nesse projeto e, juntos, também lutam pela finalização
do longa ‘Perdição’, mais uma produção do Cinema Processo, desta vez em
longa-metragem, que já foi rodado, tendo como co-participantes
moradores da cidade potiguar de Janduís.





Mostra seleciona produção potiguar





Aproveitando o embalo das boas novidades do cinema potiguar, Buca e
Matyeu representarão o Rio Grande do Norte na 8ªMostra do Filme Livre,
que ocorrerá de 7 a 26 deste mês, no Centro Cultural Banco do Brasil,
no Rio de Janeiro. Dos 705 filmes inscritos, entre curtas, médias e
longas-metragens, 229 foram selecionados para as sessões competitivas e
informativas.





Dentre eles, está ‘Viva o cinema brasileiro’ (2008), que será exibido
em duas ocasiões: dia 9, às 17h, e dia 16, às 19h, no auditório do
CCBB. Uma produção da Micro Mundo, o filme retrata, em 26 minutos, uma
equipe percorrendo o sertão nordestino em busca do destino de Luiza
(Quitéria Kelly), personagem criada por pessoas que nunca entraram numa
sala de cinema, mas que estão fazendo um filme brasileiro: cinema
processo.





ADRIANA AMORIM


DA EQUIPE DO DIÁRIO DE NATAL                  


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