*XÔ INCUBO ENCARNADO* Tenho ouvido de amigos que meu nome tem sido defenestrado
constantemente no beco, adjacências e até na praia de Ponta Negra. A lista de pessoas que me alerta sobre tal despautério é mui ampla, mas tem como persona intrigante o mesmo elemento, um seboso livreiro que tem o hábito da maledicência incorporada a sua pobre existência. Não estou nem ai para essa podre criatura. Até tinha certa consideração sobre sua atuação na área de reprodução de livros. Contudo, andei considerando tal prática comercial. Percebi que não havia nada de excepcional em tão antiga atividade capitalista (de Gutenberg à editoração eletrônica). Se o sujeito trabalhasse em refrigeração, oficina automobilística e publicasse livros com os custos divididos meio a meio com o autor seria uma postura interessante. Agora, o condenado tem um lugar de vender justamente livros e nada mais natural que ganhe a vida dando pequenos golpes em pessoas que não tem tempo de ir atrás e acompanhar os trâmites de uma publicação. O negócio tem uma lógica bastante aviltante. Quem tem um livro para publicar paga metade e o crápula em questão diz que entra com a outra metade. Um poeta/escritor que já trabalhou com o pulha, decifrou a jogada. O valor apresentado para a presa é superfaturado e sua parte na transação está embutida no aumento de preço. O caba (bom de peia, e vai ter muito e em breve o que merece) é dogmático, de um papo chato, vive de certezas pessoais, tipo achometro e convivência asquerosa. Acha que seu (dos outros) trabalho é genial. No entanto, ele gigolô de escritor, não se apercebeu que sua prática é gozar com o pau dos outros, sem nenhuma criatividade. Clonando livros, tipo fac-símile de obras históricas – às vezes sem a respectiva licença da família do falecido, na definição de Eli Celso: canalha! Outro dia, terça 18/03, estava passando na calçada do bardallo’s e fui convidado para sentar-se à mesa onde estavam além da prejura, os fraternos Lulaugusto, Oswaldorf e Bob Possibilista, quando declinei de sentar, por me incomodar com a presença daquele. Lula lembra de uma vitória eleitoral/cultural (profinc/97) que tivemos contra a figura. Foi ai que o imbecil começou irascivelmente a me agredir verbalmente, acusando-me de ser poeta picareta, bajulador de poderosos, citou Vilma Maia, Carlos Eduardo, Micarla, que me lembre. Fiquei impassível sem discutir com o ..., e fui me retirando tranqüilo, quando o otário tresloucado gritava e gritava, Richard (garçom) e bob fecharam à grade e me enervei, ensaiei uma reação brutamonte, o cretino não teve hombridade sequer de sair e apanhar como homem, aliás seu histórico é esse de covarde desprezível. Desci a Rio Brando num misto de ódio, porque não esmaguei aquela cara nojenta tingindo-a de vermelho/sangue, e ao mesmo tempo de alívio por ser indiferente as besteiras proferidas por aquele traste. Ora não tenho nada a responder, nem provar a esse merdinha, até porque só entro em debate onde há o mínimo de civilidade e respeito pela posição do outrem. Poderia falar das láureas que tenho como poeta, sim poesia, ruim ou boa, mas são minhas, ensandecida poesia. Elogiada por Anchieta Fernandes, como referência em poesia visual (jornal dois pontos), ou constantemente citado pelo professor Tarcísio Gurgel, como o magnífico PS, se referindo a oralidade da minha poética. Comungo com a idéia de que o poeta não é um fingidor, mas o fazedor, aquele que realiza, é só olhar a nossa extensa participação na história cultural da cidade dos magos reis e perceber quão caluniosa, vil e baixa são as insinuações do pária. Mais forte são os saberes do povo e do novo. *Vá de retro incubo *
