Olhaí mais embaixo Alexandro Gurgel (se cuide meu bróder, vc é bom, mas perdeu
a última eleição):
Muito bom, muito bom, muito bem!
Gostei da rapidez na resposta e da presteza organizada em demonstrar seus
projetos e realizações.
Parabéns. Assessoria de primeira.
Isto é que é candidato!
Rápido no gatilho e mostrando conteúdo.
O Beco vai estar em boa mãos.
Beleza! Já ganhou o eleitor.
M.
Não se deixe levar pelos boatos, não.
A Chapa Acorda Samba está pronta e vai disputar a eleição no Beco.
Fiquei feliz com sua manifestação de apoio aos nossos propósitos.
Dunga
ACOOOOOOORDA SAMBA
Clique no cartaz para ampliar
Cabo Eleitoral
Eu não sou candidato
Mas, sou cabo eleitoral
Da Chapa ACORDA SAMBA
Porque elá é o retrato
Do "nosso" Beco da Lama"
Tem em cada candidato
O tino e a vêia cultural
E também, só gente bamba
Com compromisso de fato
Com "nosso" Beco da Lama
O DUNGA é o candidato
E tem perfil cultural
Trabalho que lhe dá fama
Já provou em outro mandato
No "nosso" Beco da Lama
E sem muito aparato
Nesse processo eleitoral
Vamos lá gente bacana
Dá o voto aos candidatos
Da Chapa ACORDA SAMBA
Manoel Bomfim
.
.
Entrevista ao grandeponto.blogspot.com
Por Alexandro Gurgel
Eduardo Alexandre de Amorim Garcia, conhecido no Beco da Lama e Adjacências
como Dunga, é jornalista, poeta, artista plástico e produtor cultural. Com mais
de 500 exposições de rua realizadas, Dunga foi o criador da Galeria do Povo,
movimento semanal de arte desenvolvido durante mais de 10 anos na Praia dos
Artistas. É ex-presidente da Associação dos Artistas Plásticos Profissionais do
RN e um dos iniciadores do movimento Dia da Poesia, em Natal durante os idos de
1978. Em 2006, Dunga foi agraciado com o troféu Poti, prêmio elaborado pelo
Diário de Natal e entregue às pessoas pelos relevantes serviços em favor da
cultura natalense. Ex-diretor executivo da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama
e Adjacências (Samba), Dunga é novamente candidato ao cargo nessas eleições da
Samba que acontecem no dia 1º de maio.
O Grande Ponto fez 12 perguntas para os candidatos a diretor executivo da
Samba. Aqui, as respostas de Dunga e da sua chapa “Acorda Samba”.
1. O que significa o Beco da Lama?
No nosso manifesto da Acorda Samba, o poeta Plínio Sanderson, que foi o redator
e está conosco como diretor de eventos, define muito bem o Beco da Lama: o Beco
é luta ante o monopólio de tudo que seja impertinente, pois essa luta está
direcionada à liberdade para todas as matizes e nuances artísticas. O beco é
chão sagrado de profundezas infinitas, fundamentado em santíssimos saberes
cotidianos. “A viela mítica”, como ele chama o Beco e suas “adjacências
fulgurantes”, “é o espaço encantado onde vive a alma errante, boêmia, lírica e
curiosa da gente natalense”. O Beco “é palanque de todos os partidos,
parlatório de todos os assuntos, zona franca e território livre”, como ele teve
a felicidade de definir.
2. Por que você quer ser diretor executivo da Samba?
Não é que eu queira ser diretor executivo da Samba. Eu já dei dez anos de
dedicação à Samba. Participei da elaboração de seus estatutos em suas primeiras
reuniões e fui diretor cultural na primeira gestão e diretor executivo na
segunda. Fiz um trabalho que elevou a Samba a uma condição privilegiada de
visibilidade, especialmente na cena cultural da cidade. O Beco da Lama
tornou-se, então, uma referência cultural de Natal. Uma entidade papeada,
querida, epicentro de um movimento multicultural rico, mas pouco explorado em
sua verdadeira potencialidade. Quando esse movimento estava prestes ao
amadurecimento, achei que devia descansar um pouco e passar o comando para uma
nova gestão. Mas essa gestão não deu certo e as pessoas começaram a temer a
possibilidade de uma outra gestão sem êxito e começaram a cobrar no sentido de
que eu retomasse o trabalho que sofreu descontinuidade. Compreendi que essas
pessoas estavam certas e que, de fato,
a Samba estava ameaçada. Resolvi, então, aceitar o desafio que me estava sendo
posto pela gente do Beco, comerciantes, boêmios, moradores das adjacências,
artistas e freqüentadores amantes desse reduto amado e mágico.
3. Quais as principais propostas de campanha?
O objetivo principal é retomar o caminho iniciado. Retomar as festas, trazer de
volta as pessoas que deixaram de freqüentar o espaço, trazer de volta aquele
sorriso que era a característica principal do Beco; aquela felicidade coletiva
quando os acontecimentos se faziam sucesso em decorrência da ciência de que
aquele sucesso era fruto de um trabalho coletivo planejado com carinho, com o
exato objetivo de fazermos jus a essa felicidade e elevar a auto-estima de
todos nós, como também do próprio centro praticamente abandonado da cidade.
Queremos reeditar de maneira melhor o que já foi feito na nossa primeira gestão
e trazer novidades que façam com que o centro histórico tenha a atenção que ele
merece.
4. Quais as novidades que você pretende implantar no Beco da Lama?
Na nossa primeira gestão, participamos de um trabalho em parceria com a Agência
Cultural do Sebrae, Sectur, Capitania das Artes, Semurb, entre outras
instituições preocupadas com a história da cidade, quando houve reuniões,
seminários trazendo conhecedores de trabalhos de revitalizações de centros
históricos de outras cidades, e esse trabalho, no nosso ponto de vista, deve
continuar. Vamos procurar todas essas instituições para que o trabalho que foi
desenvolvido no sentido de termos e fecharmos o chamado Corredor Cultural seja
uma realidade. Um bom trabalho nesse sentido já foi feito e continua a ser
feito na Ribeira e fatalmente chegará ao centro de Natal. Temos problemas de
toda ordem e é necessário que se escutem manifestações de técnicos capazes em
cada assunto a ser discutido, trânsito, segurança, preservação do patrimônio,
melhoramentos urbanísticos, tudo convergindo para que tenhamos o centro
histórico como polo cultural
que atraia natalenses e visitantes a ele, beneficiando comércio, produtores de
cultura e a própria cidade como um todo.
5. Quais os projetos que serão aproveitados das antigas gestões da Samba?
Todos os projetos. E inclusive vamos retomar os que foram abandonados ou
esquecidos. No final da nossa gestão, depois de termos visto a necessidade de
se iniciar um trabalho social que ajudasse pessoas que precisam de ajuda,
criamos a diretoria de políticas sociais e a diretoria para assuntos de
juventude. Essas diretorias não funcionaram na gestão que se finda. Vamos fazer
com que elas funcionem. Vamos procurar as secretarias estadual e municipal que
exercem esse papel público e vamos procurar aplicar políticas sociais que
insiram os não inseridos na vida da cidade. A Samba é uma entidade boêmia, mas
precisa ver o alcoolismo e o vício da droga como fatores danosos à convivência
social, especialmente para quem o vive e para suas famílias. Esse trabalho
precisa ser realizado, como também o de orientação dos jovens em descaminho, e
procurar dar soluções para o problema do desemprego e da mendicância – de
índice muito alto nessa parte
da cidade.
6. Quais são os novos eventos?
Eu não diria “eventos”. Os novos eventos eu sei que virão, como a “Noite do
Linho Branco”, por exemplo, e outros que já começam a ser pensados. Nossa
preocupação é transformar a Samba numa empresa cultural que venha a trazer
benefícios de fato para os produtores de cultura do centro, abrindo mercados, e
possibilitando o escoamento e renovação da nossa produção artística. Vamos
encaminhar projetos às Leis de Renúncia Fiscal. Vamos procurar trazer para a
Samba um Ponto de Cultura. Vamos participar da política de editais. Vamos
procurar fazer valer nossa força coletiva produtiva junto aos governos
municipal, estadual e federal para beneficiar não só quem produz arte, mas para
beneficiar a própria cidade.
7. Como sua gestão trabalhará com as Leis de incentivo à cultura?
Vamos apresentar projetos que abranjam múltiplas vertentes culturais e
artísticas. Mas esse é um assunto que pretendemos discutir mais tarde, com os
interessados. Nossa administração mereceu a repercussão que mereceu porque
soubemos ouvir as vozes do Beco. Vamos continuar a ouvir a gente becodalamense.
8. Como você pretende conquistar novos parceiros para pensar em prol do Beco da
Lama?
A Samba já tem um trabalho de parceria com muitas instituições. Mas outras
precisam ser procuradas, como o Clube de Diretores Lojistas, a Assembléia
Legislativa, que é nossa vizinha, a Câmara Municipal, e, até, mais diretamente,
a Prefeitura e o Governo do Estado. No início, o movimento social, através dos
sindicatos, muito nos ajudou. Essa parceria precisa ser resgatada. Mas uma
parceria que nunca exercemos e precisamos ter é com pequenos comerciantes e
moradores da Cidade Alta. Estamos pensando na formação de núcleos de trabalho,
como para a música, para as artes plásticas, para o teatro, etc. e também para
moradores e comerciantes.
9. O Centro Histórico está passando por um processo (embrionário) de
revitalização. Quais as preocupações e sugestões da sua candidatura sobre esse
assunto?
Em parte, acima, já respondemos sobre isso. Os últimos dois bens tombados no
centro histórico foram por iniciativa nossa na nossa gestão anterior: duas
casas que estavam para ser demolidas na Rua da Conceição, a adjacência mais
mutilada de nossa história. Nosso patrimônio histórico arquitetônico não é tão
grande, afinal, Natal, apesar dos seus mais de 400 anos, como cidade de
verdade, tem um pouco mais de um século. A maioria dos bens dignos de
tombamento já estão tombados. Outros precisam ser tombados e com urgência.
Dizer, aqui, quais, correríamos o risco de ter uma corrida às demolidoras. Mas
já temos mapeados os bens que precisam ser preservados para que os nossos netos
e bisnetos tenham condição de avaliar o nosso caminhar histórico como cidade.
Nossa preocupação primeira será buscar a Semurb para sabermos como está o
planejamento do centro da cidade. Esse planejamento existe de administrações
anteriores, mas o que se
pretende fazer é razão grande de nossas preocupações. Como dissemos acima,
precisamos saber o que se pretende e procurar envolver técnicos e interessados
diretamente no assunto.
10. De que maneira você vai atrair novos frequentadores para o Beco da Lama?
Cultivando a boa política da amizade, do carinho, do sorriso. Essa foi a
política que utilizamos na gestão que levou centenas de novos freqüentadores ao
Beco querido, e que vamos manter.
11. Você pretende fazer um cadastramento para seguir o Estatuto da Samba?
Pretendemos abrir o livro de filiações a novos filiados. Quando tenho notícias
de que há três anos novos sócios não foram feitos, isso me deixa bastante
triste. É como se durante três anos a nossa Sociedade dos Amigos do Beco da
Lama e Adjacências tivesse caminhado a lugar nenhum.
12. Quem faz parte de sua chapa e de que maneira essas pessoas podem colaborar
com sua gestão?
A chapa ACORDA SAMBA, em essência, é gente comprometida com a Samba, com o Beco
e com o nosso centro histórico. São poetas, artistas plásticos, engenheiros,
biblioteconomistas, economistas, produtores culturais, antropólogos,
jornalistas, assistentes sociais, comerciantes, gente do Beco e das
adjacências, todos imbuídos do espírito de coletividade e cientes da
necessidade da realização de um trabalho sério, que traga repercussão positiva
para a cidade do Natal.
ACORDA SAMBA
Dunga
Candidato à Diretoria Executiva da Samba
pela Chapa Acorda Samba
ACORDA, SAMBA !
Eduardo Alexandre, Dunga
ACORDA SAMBA
ACORDA, SAMBA!!!
Contra o sonambulismo cultural; a vacância institucional; a letargia estrutural.
Queimar nas fogueiras de veleidades os Judas enrustidos
e trôpegos que arrotam fuxicos e leviandades.
A-cor-da-samba é luta ante o impertinente monopólio cromático.
Liberdade para todas as matizes e nuances artísticas.
Ressuscitar o beco como chão sagrado de profundezas infinitas,
fundamentado em santíssimos saberes cotidianos.
Celebrar construtivamente a viela mítica e suas adjacências fulgurantes
como espaço encantado onde vive a alma errante,
boêmia, lírica e curiosa da gente natalense.
Sem arrumadinhos, escondidinhos ou conchavos esdrúxulos.
Pelo bem do Beco, a transparência administrativa
e a participação irrestrita de todos, sem patrulhamentos.
Beco palanque de todos os partidos, parlatório de todos os assuntos,
zona franca e território livre!
Quem já fez, vai fazer muito mais!
Eleição em 1 de Maio de 2009
CHAPA
ACORDA SAMBA
Conselho Diretor
Diretor Executivo: Eduardo Alexandre, Dunga
Diretora Adjunta: Sandra Vila
Diretor de Eventos: Plínio Sanderson
Diretor Cultural: Cefas Carvalho
Diretora de Políticas Sociais: Ceiça Lima
Diretora para Assuntos de Juventude: Cristiane Magalhães
1 Tesoureiro: Chagas Lourenço
2 Tesoureiro: Antoniel Campos
3 Tesoureira: Mércia Carvalho
1 Secretário: José Torres
2 Secretário: Leonardo Sodré
3 Secretário: Hugo Macedo
Conselho Fiscal
1 – Albérico Medeiros
2 – Lenilton Lima
3 – Tertuliano Aires, Cabrito
Suplentes
1. Francisco Carlos dos Santos, Barbinha
2. Valderedo Nunes
3. Júnior Amaral
Conselho Consultivo
1. Luciano de Almeida
2. Eduardo Viana
3. Karl Leite
4. Pedro Pereira
5. Nalva Melo
6. Franklin Serrão
7. Zé Carlos de Souza
8. Cristina Tinoco
9. Marcos Boi
10. Carlos Bem
11. Fábio di Ojuara
12. Amélia Freire
13. Bob Motta
14 – Marcos Dionísio, Mosquito
15 – Civone Medeiros
16 – Elinaldo Figueiredo
17 – Ângelo Tavares, Jotó
18 – Volontê
19 – Gutenberg Costa
20 – Franklin Nogvaes
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