hildergardes vianna é uma expecie de Câmara Cascudo baiana. em seu livro
"antigamente era assim" ela fala sobre os hábitos, vícios, custumes do povo de
30. em um cápítulo especial ela lembra de termos que ao longo do tempo foram
adquirindo uma conotação negativa (o engraçado é que nunca ocorre o contrário).
por exemplo: xarope. hoje, uma pessoa xarope é alguém pegajoso, chato, estúpido
e que só fala besteira. mas xarope já foi elogio. imagine vocês. já foi elogio
do tipo, quando passa um rapaz ou uma moça bonita(o): aquele(a) é um colírio
para os olhos.
o xarope era o único rémedio da época (natural), os lambedouros, etc... com o
crescimento da indústria de remédios químicos, xarope se transformou em
palavrão.
o mesmo acontece com palhaço. chamar alguém de palhaço deveria ser elogio.
aquele que faz rir, esquecer dos problemas da vida, não recebe apóio do
governo, trabalha em troca de míseros reais e vende alegria. alegria que não
pode ser falsa, gratuíta, senão as crianças descobrem.
outro termo que figura na mesma condição é artista. fulano é um artista, pessoa
espertalhona, um pelé (oia o rei enquadrado também), que ganha pela simpatia,
etc...
isso é preocupante, num mundo de capitlistas, e consumistas. talvez não tenha
vez para a arte, nem para nada que devie o foco da geladeira que faz ligação
interubana, ou do microondas com acesso a internet.
pensai.
serrão
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