ESTRATÉGIA E ANÁLISE
5ª, 4 de Junho de 2009 - ISSN 00331983
Crise política e desconfiança no RS
Bruno Lima Rocha, Viamão/RS

Na edição de domingo (31/05/09) o jornal Zero Hora (Grupo RBS) trouxe mais 
informações para analisarmos a crise política local. Foi publicada uma pesquisa 
de opinião feita sob encomenda junto à empresa Fato. O tema foi o da 
confiabilidade institucional e a pergunta de abertura fala por si: 

- Qual o grau de confiança que você tem nesta instituição/pessoa para auxiliar 
na superação da crise política no estado? 
Os números atestam algo já sabido. Das treze instituições listadas na ponta 
debaixo, há menos confiança nestas: Assembléia Legislativa; deputados federais 
e senadores (das bancadas gaúchas); vice-governador; partidos da base do 
governo estadual; governadora; secretários de estado. Já na ponta de cima se 
encontram instituições representando o acionar da justiça e da verdade, que em 
ordem decrescente são: mídia massiva (jornal, TV e rádio); Polícia Federal; 
Ministério Público; Poder Judiciário. No miolo, e com índices próximos da ponta 
debaixo se encontram: empresários/setor produtivo; sindicatos de servidores 
públicos; partidos de oposição. 

Diante dos dados acima, cabe o seguinte raciocínio. Os eleitores rechaçam e não 
confiam em seus representantes de carreira. Se a avaliação do Congresso 
Nacional e dos políticos profissionais é mínima desde a crise política de 2005, 
o fato é que o mesmo não acontecia no Rio Grande do Sul. Ao contrário, aqui se 
fortalecera o mito de que a elite política gaúcha é mais preparada e tem 
conduta. Mais do que isso, na Província seria, em tese, o único lugar onde a 
hegemonia de direita não seria fisiológica, mas sim programática. O mito começa 
a ser desmontado ainda nos casos do Mensalão pampeano, acelera a sua 
decomposição com a Operação Rodin e cai por terra na soma dos escândalos do 
governo de Yeda Crusius (PSDB) junto da desconfiança coletiva lançada pela 
Operação Solidária. 

Diante disso, os resultados de apreço para as instituições judiciárias e da PF 
são óbvios. Os gaúchos vêem a capacidade coercitiva do Estado como uma forma de 
punir sua elite dirigente. É a lógica implacável de reagir à sensação de 
impunidade e desconfiança generalizada. Isto vai continuar, e não há factóide 
que pare este sentimento. Enquanto não se apresentarem as provas materiais das 
operações Rodin e Solidária, toda a classe política vai pagar o preço de não 
punir os seus pares.
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