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Quinta-feira, Março 19, 2009 *Vaias* Não sou, senhores, sob nenhum aspecto, uma pessoas moderada. A moderação é coisa de gente que se leva a sério, que nutre por suas opiniões um desmedido apreço. Pois nenhuma idéia moderada possui graça, elegância ou mesmo inteligência. Só se apela a elas por dois motivos: crença em sua autenticidade ou medo de fugir dos padrões de normalidade. Nos dois casos, a ausência de humor é notável. O problema todo é que devemos ter certo desapego a nós mesmos, ao que consideramos vaidades conquistadas a ferro e fogo. Não se vive em um mundo civilizado sem esse desprendimento. *Claro que toda idéia contrária a nossa deve ser encarada como uma asneira sem limites; mas de vez em quando, por uma questão de higiene mental, devemos considerar nossas próprias idéias asneiras sem limites. De modo que quando um debatedor nos joga na cara a imbecilidade de nossos argumentos, já estamos prontos para rebatê-lo, pois nós mesmos já pensamos na possibilidade daquilo tudo ser uma imbecilidade muito maior do que o pobre adversário poderia imaginar. * Quando Auberon Waugh escreveu que o pessoal da gráfica ganhava mais do que ele e mesmo assim vivia fazendo greve, passou a ser vaiado pelos operários todos os dias, sempre que entrava no jornal. Nunca tentou entrar pelos fundos ou em horários alternativos; pelo contrário, cruzava a sala com um leve sorriso no rosto, como que orgulhoso pelos gestos de hostilidade. *Penso que a boa opinião é aquela que rende vaias de todos os funcionários de gráfica do mundo.* posted by FRANCISCO FREIRE DE AMORIM SEGUNDO at 2:53 PM http://www.vidabesta.blogger.com.br/ & mais uma do Francisco, a última aliás e afinal: Quarta-feira, Abril 29, 2009 *Impressões e opiniões e “veja, este sou eu”* Dou por encerrado este blog. Fica o cadáver aqui, enquanto achar que devo expô-lo. Fiz, por meio dele, o último expurgo do que havia de infantil em mim. Infantil no pior sentido, entenda-se. No sentido de imaturo, narcisista e meio cruel. Agora, isso não é mais uma necessidade. *Quando era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. With hey, ho.* Escrever sempre me pareceu uma necessidade. Agora não é mais. Tenho muitas coisas pra observar e pô-las em papel é uma forma de empobrecê-las; pelo menos para alguém que não tem muitos talentos literários, como eu. *Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança. With hey, ho.* posted by FRANCISCO FREIRE DE AMORIM SEGUNDO at 4:21 PM
