Quando eu for governador do Estado eu vou proibir esse negócio de 
publicidade. Só serve para que um bando de cabra-safado se lucuplete nas tetas 
da governadora que, aliás, já estão bastantes moles e caídas. 
Já pensou?! Existe  uma verba só para colocar mentiras na televisão e num tem 
quem acabe com isto! 
 
Como dizia meu avô, o Brasil tá precisando é de um Fidel Castro que pegue esses 
cabras de pêia, coloque em um paredão - pode ser aquele paredão da praia dos 
Artistas onde Dunga promovia sua Galeria do Povo - e fuzile esses safados tudim 
na frente de todo mundo como Fidel e Guevara fizeram em Havana com os cabras 
safados de Cuba.
 
O culpado disso tudo foi o meu padrinho Everaldo "Bárbaro" Porciúncula que a 
primeira vez que veio à Natal hospedou-se lá em casa na Redinha. Eu tinha 11 
anos de idade e admirava ele pra caralho. Uma vez eu tirei uma foto dele com 
uma maquininha dessas bem peba.
Naquela época na Redinha tinha muita casa de tapera (de taipa) e quando os 
cabras começavam a fazê-las primeiro entrançavam umas varas umas nas outras 
amarradas por uns cipós e erguiam as paredes para depois colocar o barro (a 
tapera, a taipa). 
 
Nessa fase as casas davam a impressão que eram transparentes. Pois eu tirei a 
foto do Bárbaro sentado na frente de uma dessas casas,com a cabeça recostada à 
janela mirando o por do sol.
 
Eu era seu grande admirador. Sabe aquela do garoto que admira o cara mais velho 
assim como se admira um astro do cinema? 
 
Pois foi ele que trouxe essa moda para Natal, ensinou a Cassiano "pop-eye" 
Arruda, aquele jornalista e publicitário que o olho direito olha para um lado 
do Rio Potengi e o esquerdo para o Rio Pium e que fez escola no RN a mamarem 
nas gordas - as vezes não tão gordas assim - tetas do sofrido tesouro público 
estadual do Rio Grande Sem Sorte. 
Com Porciúncula a coisa, no entanto, não era tão selvagem como hoje; havia um 
certo romantismo e não se enganava tanto o consumidor nem havia tanta verba 
disponível distribuida entre eles, os mafiosos da publicidade cumpliciados 
pelos mandatários escolhidos (sic) pelo povo pra robar o próprio povo. São os 
marginais amparados pela lei.
 
Lula Augusto, por exemplo, já da terceira geração dessa cambada - só que Lula 
não é de todo safado não, apenas, muito doido, não sabia fazer outra coisa, aí, 
como meio de sobrevivência pintou uma oportunidade e... pimba!, ele abraçou a 
carreira. 
 
Lula é film maker ou seja, ilustra, poetisa, enfeita as mentiras, o q é muito 
feio, mas ele, ingenuamente, acha que é o máximo.
 
Uma vez, faz tempo, segunda metade dos anos oitenta quando 
os filmes publicitários ainda engatinhavam eu vi uma coisa na televisão que me 
estarreceu, me deixou os cabelos em pé e me deixou revoltado pra caralho. Era 
uma "peça" publicitária, como eles dizem da Capuche, não a incoprporadora da 
contrução civil, mas a loja de confecções alí na João Pessoa. A trilha sonora 
do "reclame" era nada mais, nada menos do que a música Love me Do, um dos 
primeiros sucessos dos Beatles e eu, antigo amante dos Beatles e dos Rolling 
Stones, fiquei muito puto. 
Achei o cúmulo da grosseria, da "impureza", uma mácula sem perdão contra a 
mensagem dos BEATtles e de toda aquela geração; resultado da "materialidade" do 
capitalismo contra a mensagem dos Beatles, da contenstação ao capitalismo, do 
romantismo dos anos sessentas justamente contra tais valores...
Fiquei puto, tive vontade esganar o autor do delito, tentei conseguir o 
telefone da Apple (gravadora dos Beatles) ou da EMI Records (gravadora 
original) detentora talvez dos hits da época da mitológica Love me Do - se 
fosse hoje facilmente eu teria conseguido o site, aí escreveria denunciando o 
calhorda que fez aquela peça publicitária usando uma música da fase mais pura 
da beatlemania.
Mas aí, dado a luta pelo dia a dia, eu casado, dois filhos para criar, resolvi 
- resolvi, não -  tive q deixar para lá.
 
Passadas talvez umas 2 ou 3 semanas eu venho andando pela João Pessoa quando 
encontro Lula Augusto justamente nas proximidades da Loja Capuche. Até então eu 
sequer desconfiava que pudesse ter sido ele o autor de tal delito. 
Então mais para pesquisar, saber quem tinha sido, já que Lula era do ramo, 
perguntei se ele havia visto uma publicidade na TV cujo jingle era justamente a 
música Love me Do dos Beatles... - quem tinha sido o autor, ou qual agência, 
etc e etc. E para minha completa e irrestrita surpresa; para minha total 
estupefação, o Lula - aliás, por quem eu tenho bastante simpatia - se declara e 
com um orguho incontido ser ele próprio o autor da "obra de arte".
Quando eu lhe perguntei se sabia quem tinha sido, eu esperava que ele metesse o 
pau, que ele demonstrasse também sua estupefação, mas "qual  quê", como dizem 
os soteropolitanos. O autor da peça tinha sido o próprio Augusto Lula.
 
No entanto como gosto de sempre tirar uma lição de qualquer rotineiro 
acontecimento cheguei a seguinte conclusão: que apesar de termos tanta coisa em 
comum - me refiro ao estilo de vida, a opção pelo ideário contracultural - como 
era diferente a nossa geração! 
 
Foi a partir daquele momento que percebi que o ideário da nossa geração - a dos 
beatniks e hippies - estava passando. Havia-se perdido a pureza. O ideal dos 
sonhos utópicos por uma sociedade real tinha sido mesmo uma quimera.
O dragão estava mesmo a tudo devorando...
 
Agora eu tenho que fechar o computador, pois menina está me chamando para 
fechar oescritório.
Xau, depois eu conto o resto, tchau-tchau..
 
Maurilio Pinta. 


--- Em qua, 24/6/09, Civone Medeiros <[email protected]> escreveu:


De: Civone Medeiros <[email protected]>
Assunto: [becodalama] Mentiras...
Para: 
Data: Quarta-feira, 24 de Junho de 2009, 16:49









"À minha volta, reprovava-se a mentira, mas fugia-se cuidadosamente da 
verdade." Simone de Beauvoir 
"A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade." Pablo Picasso 
"Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter 
oportunidade de se vestir." Winston Churchill
"Toda a grande mentira precisa dum detalhe bem circunstanciado, através do qual 
passa." Prosper Mérimée 
"Cinema-verdade? Prefiro o cinema-mentira. A mentira é sempre mais interessante 
do que a verdade." Federico Fellini 
"Não ser descoberto numa mentira é o mesmo que dizer a verdade." Aristoteles 
Onassis
"Publicidade é mentira legalizada." Henry G. Wells 
















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