Manual de Auto Transformação
 
Marcelo Bolshaw Gomes[1]
 
“Prefiro ser essa metamorfose ambulante (...)”
Raul Seixas
 
1)      Primeiro seja você mesmo, depois deseje melhorar. O importante é Ser e 
não ‘dever ser’. Geralmente, coloca-se o carro na frente dos bois: quando se 
pensa em desenvolvimento pessoal ou em mudança de hábitos, as pessoas tentam 
‘corrigir os seus defeitos’ e não em desenvolver suas qualidades. Tentando ser 
aquilo que não são e, repetidamente, fracassando, tornando-se céticos ou mesmos 
fracassados renitentes. O ‘correto’, no entanto, é primeiro assumir-se como um 
todo e não negar-se em parte. Em contrapartida, se investir no desenvolvimento 
das qualidades, até mesmo os aspectos que considerados negativos ganham outro 
significado. 
2)      Mudar a relação vertical entre a Personalidade e a Individualidade. 
Somos naturalmente mentirosos porque negamos que somos realmente. No esforço 
para ser o que se é certamente a pessoa necessitará desenvolver a qualidade da 
sinceridade para consigo e com os outros. Assim, não basta simplesmente Ser, é 
preciso ser verdadeiro. Colocar a própria vida em suas idéias e as próprias 
idéias em sua vida. 
3)      Mudar a relação horizontal entre o Eu e o Outro. Se conscientemente 
assumir seus defeitos ao lado de suas qualidades e buscar ser coerente com o 
que diz, o sujeito da transformação já estará desencadeando uma grande mudança, 
não apenas na sua personalidade falsa que construiu para sobreviver, mas, 
sobretudo, com as pessoas de sua convivência mais próxima. Cuidado! Ser 
verdadeiro em um mundo falso pode ser bastante perigoso. As pessoas se sentem 
ameaças com alguém que realmente é o que efetivamente diz ser. 
4)      Integrando o Outro em Si, descobre-se que o mundo é uma projeção. Boa 
parte da capacidade de transformação do ser humana está em mudar o Outro dentro 
de si. Quando descobrimos o outro em nós mesmos, então, começamos a trabalhar 
nossas mudanças através de diferentes polaridades: eu masculino x eu feminino, 
eu filho x eu pai, eu chefe e eu chefiado, etc ... 
5)      Recordar e planejar das fases da vida. Recordar não é relembrar, é 
reviver as feridas do inconsciente e fecha-las. Entender o que pode ser 
modificado imediatamente e o que não pode é observar em que fase da vida a 
pessoa que deseja se transformar está. Cada fase da vida tem um objetivo, e a 
verdadeira sabedoria está em saber viver cada desafio ao seu tempo. 
6)      Da autonomia e da dependência recíproca. Somos partes de redes de 
relacionamentos de desenvolvimento espiritual. Para conseguir nos 
transformarmos precisa de energia. Ninguém pode se desenrolar sozinho das redes 
de relações em que se envolveu. Quando várias pessoas têm um propósito comum, a 
energia total é mais do que a energia individual de cada um. Esse ganho de 
energia propicia que cada um tenha mais energia para cumprir sua mudança do que 
se a tivesse intentado sozinho. 
(CONTINUA EM: http://marcelobolshawgomes.ohinodasemana.net/)




[1] Jornalista, professor de Comunicação Social da UFRN, doutor em Ciências 
Sociais.


      
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