Repórteres sem Fronteiras faz lista com 12 inimigos da internet

26.03.2009
Repórteres sem Fronteiras faz lista com 12 inimigos da internet

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou na quinta-feira uma
lista com os "12 inimigos da internet" devido ao controle e à censura que
esses países exercem sobre a rede e ao acesso a ela.

As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, China,
Coreia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia,
Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma
intranet, impedindo que os internautas tenham acesso a informações
consideradas 'indesejáveis".

"Todos esses países evidenciam não só sua capacidade para censurar a
informação, mas também a repressão praticamente sistemática dos
internautas", afirma a organização no relatório.

Cuba: Embora os cidadãos da ilha possam utilizar conexões de internet em
hotéis e consultar sites estrangeiros, "a rede se encontra vigiada pela
Agência Cubana de Supervisão e Controle". Na ilha caribenha só há um
provedor de acesso à internet.

Arábia Saudita: A ONG afirma que as autoridades não oficializaram a prática
de proibir certas páginas, "mas optaram por reprimir os blogueiros que se
manifestam contra sua moral, seja qual for a reivindicação".

China: O governo de Pequim "ocupa a liderança da repressão na internet", e a
organização adverte que, "com a maior população de internautas do mundo, o
jogo da censura é um dos mais indecentes do mundo".

Coreia do Norte: A internet funciona no país, um dos mais fechados do mundo,
desde 2000, mas com sérias limitações: ferramentas de busca censuradas,
apenas um navegador funciona e sites informativos são limitados – e somente
aqueles autorizados pelo governo comunista.

Egito: O "dinamismo" da "blogosfera" do país no panorama internacional "está
muito longe de ser uma vantagem para seus blogueiros, que se encontram entre
os mais perseguidos do mundo", ressaltou a organização.

Irã: O regime teocrático lidera a repressão na internet no Oriente Médio,
segundo o relatório da RSF. Segundo o documento, "de acordo com o
conselheiro do procurador-geral de Teerã, as autoridades bloquearam 5
milhões de sites em 2008″.

Outros governos – dez no total, incluindo o da Austrália e a Coréia do Sul –
também adotaram medidas "preocupantes", porque, diz a organização, "podem
abrir a via para que sejam cometidos abusos".

Atualmente, disse a RSF, há 70 cyber-dissidentes presos por publicar
informações "indesejáveis" na internet. China, Irã e Vietná lideram o
ranking de prisões.

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