DIÁRIO DE NATAL - 22/set/2009
Foto: Marcone/DN

Discordância entre prefeitura e construtora sobre responsabilidade da
conclusão da obra atrasa serviços

A retomada das obras do Parque Dom Nivaldo Monte, mais conhecido como
Parque da Cidade, depende da resolução de um impasse jurídico
envolvendo a construtora Cinzel e a Prefeitura de Natal, que discordam
sobre a quem caberia responsabilidade de terminar as obras. O processo,
que está sendo conduzido pela Procuradoria Geral do Município (PGN),
pretende resolver uma série de problemas relacionados ao Parque da
Cidade, que atualmente funciona apenas como espaço de cooper. A torre
conhecida como "olho", projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e o
Memorial da Cidade, museu que funcionava na construção, estão fechados
ao público.

O contrato com a empreiteira Cinzel, contratada para realizar as obras,
terminou e a garantia de conclusão das obras que expirou em outubro.
Outro agravante foi a construção do parque em terrenos particulares e
em terrenos do município sem escritura pública. "Estamos na expectativa
que em outubro esse impasse jurídico seja resolvido", explica o
secretário Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Kalazans Bezerra. Os
defeitos técnicos verificados na estrutura do parque inviabiliza a
visitação da população. Segundo ele, a construtora recebeu pagamento
antecipado para concluir as obras em 2008, mas entregou um parque sem
condição de funcionamento.

Ainda em 2008, a visitação à torre e ao setor administrativo foi
suspensa por recomendação do Tribunal de Contas do Estado, como forma
de garantir a segurança dos visitantes. "O parque não oferece e nunca
ofereceu condições seguras para a população utilizá-lo", declara
Kalazans. Em julho deste ano, ele afirmou que a retomada da obra
dependia apenas da definição de um cronograma por parte da empresa.

As obras estão paralisadas desde junho deste ano e só serão retomadas
depois que a Procuradoria definir quem vai realizar os reparos
técnicos. "Há uma discordância entre a Semopi, que acompanha a obra, e
a empresa", revela. Para resolver o impasse, a Semurb estuda duas
possibilidades: fechar um novo contrato com a empresa Cinzel ou fazer
uma nova licitação para contratar outra empresa, que vai construir o
que estava previsto no cronograma inicial e nem chegou a ser iniciado.
Ele deixa claro que este ano a prefeitura não pagou os serviços de
reparação, por que a construtora foi paga para entregar a obra sem
nenhum problema.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo explica que a empreiteira
reivindica receber reajuste de R$100 mil referente as tarifas
contabilizadas ainda em 2008. Mas segundo Kalazans, a equipe da Semopi
afirma que o valor dos reparos que a empresa precisa realizar é
superior ao reajuste que deveria receber, e por isso não vai pagar.

Depois que o contrato expirou, a construtora Cinzel realizou trabalhos
para reparar os problemas técnicos verificados na estrutura do parque.
Durante cinco meses, a construtora reparou infiltrações, corrigiu as
rachaduras nas paredes, concluiu o piso e realizou reparos na calçada,
que estava quebrada. "De junho para cá, a empresa abandonou a obra".

Problemas

A lista do que precisa ser concluído é longa e inclui oacesso por
Cidade Nova e a construção da Casa do Lixo, que vai armazenar o lixo
produzido no parque da cidade e realizar a triagem do lixo reciclável
do orgânico. Além disso, é preciso modificar as instalações elétricas
de todo o parque devido ao consumo de energia excessivo e alterar a
instalação dos ar-condicionados. Cercar o parque, construir o módulo de
apoio à população e encontrar o destino ideal para o esgoto sanitário
somam-se à lista. O caso está sendo acompanhado pelo Tribunal de Contas
do Estado. Segundo o secretário, este problema precisa ser esclarecido,
por se tratar de uma obra que custou milhões de reais aos cofres
públicos.

A reportagem do Diário de Natal entrou em contato com a construtora
Cinzel, no Recife, porém foi informada de que o engenheiro responsável
pela obra, Marcos Peixoto, estava na Bahia. Ele não atendeu às ligações
feitas para seu celular.

Comentário pertinente: Até quando veremos NOSSO dinheiro ir para o ralo
com obras inacabadas? Até quando assistiremos a não continuidade de um
ótimo projeto por questões políticas? Só nos resta reforçar o coro da
Plebe Rude: "até quando esperar? A plebe ajoelhar esperando a ajuda de
Deus/Jah/Alá/Zeus/Buda..."


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Postado por Yuno Silva no .: SOS Ponta Negra . Natal . RN . Brasil :.
em 9/26/2009 11:33:00 AM

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