TRIBUNA DO NORTE - 15/nov/2008
Foto: Mariana do Vale

PONTA NEGRA - Um dos objetivos da ação é coibir o mal uso do passeio
público

A Juíza substituta da 2ª Vara da Fazenda Pública, Aline Daniele Belém
Cordeiro, acatou na quinta-feira (13) o pedido do Ministério Público
obrigando o Município de Natal a cumprir com o Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) firmado em 2005 para ordenação do uso e ocupação da Orla
de Ponta Negra. O Município tem o prazo de 30 dias para colocar as
ações em práticas, sob pena de multa diária de R$ 500,00 (quinhentos
Reais), incidente sobre as autoridades municipais assinantes do termo.
“Já esperava que fosse acatado porque o Termo foi assinado e o
descumprimento enseja a cobrança judicial. A idéia agora é que a gente
tenha uma praia ordenada, principalmente com o incremento do veraneio,
com fiscalização do poder publico no local”, explicou a promotora do
Meio Ambiente Gilka da Mata.

Conforme consta da decisão da 2ª Vara, disposta no processo de nº
001.08.033826-8, deve ser traçado e implementado um plano de
Fiscalização do local, em especial do trecho relativo à avenida Erivan
França. As ações incluem medidas como “coibir a utilização indevida do
passeio público, inclusive dos bens acessórios como guarda-corpo do
calçadão, árvores, paredes e muros usados por expositores de
mercadorias; impedir a colocação de mesas e cadeiras em área de praia
ou no calçadão e o uso privativo do comércio ambulante em vagas de
estacionamento”.

Além disso, as secretarias envolvidas com o TAC devem estabelecer
calendários de operações conjuntas de fiscalização, bem como operações
relâmpagos “para reprimir o indevido uso e ocupação de bens públicos
integrantes da orla de Ponta Negra”. A fiscalização inclui também as
áreas públicas de estacionamento e os estabelecimentos comerciais
fixos, notadamente os quiosques, ação a ser realizada por intermédio da
Vigilância Sanitária.

O Termo Ajustamento de Conduta foi firmado entre a Promotoria do Meio
Ambiente e o Prefeito Carlos Eduardo, o procurador-geral do Município
Waldenir Xavier, e os representantes da Secretaria Municipal de Meio
Ambiente e Urbanismo (SEMURB), da Secretaria Municipal de Serviços
Urbanos (SEMSUR), da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito
Urbano (STTU), e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB) não se
pronunciou sobre a decisão, alegando que o contato deveria ser feito
com a Procuradoria Geral do Município. A TRIBUNA DO NORTE tentou entrar
em contato com procurador-geral, Waldenir Xavier, mas não obteve
retorno.

Comentário pertinente: E Ponta Negra continua ao deus dará! Nada de
nada, a praia só piora: é poluição visual, poluição de esgoto, lixo,
ambulentes no calçadão, obras inacabadas, calçadão detonado, nada de
acesso decente para turistas e moradores, nem banheiros públicos... o
estado é calamitoso!



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Postado por Yuno Silva no .: SOS Ponta Negra :. em 10/07/2009 01:47:00
AM

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