Sábado, 28 de Março de 2009
A fraude dos tecidos ecológicos e plásticos oxibiodegradáveis II
Continuo a postagem de antes. Só que agora vou falar sobre a farsa que estão
propagando como uma sacola ecológica, mas que já é comprovadamente um
desastre ambiental anunciado:
* Entupimento de dutos de esgotos, alagamentos e enchentes;
* Contaminação da terra, rios e até os oceanos;
* Causa de doença e morte de animais por ingestão, enforcamento ou
asfixia.
Esses e outros vários desastres são causados pelo uso e descarte
irresponsável das sacolas plásticas de supermercado, uma embalagem que dura
menos de um dia nas mãos do usuário e causa efeitos devastadores por vários
anos.
As sacolas plásticas não têm prazo de decomposição previsto, pois são feitas
de um material inorgânico. Ou seja, não é absorvido pela natureza e, com
certeza, as próximas gerações existirão em companhia dos milhões de sacolas
plásticas descartadas diariamente. Esse cenário apocalíptico recebeu mais
atenção recentemente e obrigou as indústrias de plásticos se mexerem para
não perder mercado e nem reduzir o consumo de sacolas plásticas nos
supermercados, um trabalho que envolveu negociações com seus clientes
supermercadistas e estudos com pouco embasamento para lançar um novo tipo de
plástico dito como biodegradável, que em verdade é o mesmo material com um
aditivo que oxida e desmancha o plástico, causando uma enorme catástrofe
ambiental. Como eu sou um "ninguém" para atestar essa teoria, segue abaixo
alguns trechos retirados de artigos publicados, no site da Plastivida,
entidade ambiental mantida pelo setor de plásticos:
"O aparecimento de sacolas feitas com plásticos oxi-degradáveis (denominados
inadequadamente de oxi-biodegradáveis) suscitou uma série de informações
incorretas e que confundem a população, como a de que elas seriam
biodegradáveis..."
"O que de fato ocorre é a sua fragmentação em pequenas partículas que se
dispersam no ambiente, tornando a sua coleta e a sua reciclagem
absolutamente inviáveis e gerando, por isso mesmo, a chamada "poluição
invisível", que causará sérios e irreparáveis danos ao meio ambiente, a
médio e longo prazos, com graves conseqüências para as futuras gerações. Em
nossa opinião o uso dos plásticos oxidegradáveis não se constitui em uma
alternativa ambiental confiável, razão pela qual essa solução não vem sendo
adotada no mundo inteiro."
"*A degradação através de aditivo significa fragmentar, em micropartículas,
embalagens ou produtos plásticos aditivados, com prejuízo ao meio ambiente.
Cria-se poluição invisível, com mesmo tempo de um plástico normal par se
auto-extinguir" - presidente do Simpep, Dirceu Galléas
*
*"O presidente do Simpesp informa ainda que as embalagens aditivadas por
produto oxidegradável estão em desacordo com a legislação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e que perdem garantia de
qualidade pela indústria petroquímica, que fabrica a matéria-prima, não
podendo ser usadas em contato com alimentos"
*
De pronto percebemos que o problema é ainda mais sério, porque muitas redes
de supermercados já adotaram esse material ao invés de incentivar o uso de
sacolas retornáveis (Ecobags). Uma forma burra e porca de publicidade e que
piora uma situação ambiental delicada.
A solução é clara e defendida inclusive pelo setor de plásticos, RECICLAGEM.
Ou melhor, a propagação do conceito dos 3Rs: Redução, Reutilização e
Reciclagem. Assim, devemos focar em redução do consumo de sacolas plásticas
e reutilização através do uso de Ecobags (Sacolas Retornáveis) e em seguida,
investir fortemente em coleta seletiva de lixo, mas de forma simplificada e
adaptada para a realidade brasileira, como é orientado aqui.
Esse problema recebeu a devida atenção somente após o reconhecimento
científico de que a ação humana na terra, pós-revolução industrial, está
causando alterações devastadoras no meio-ambiente, forçando toda a sociedade
reinventar seus hábitos antes considerados seguros, mas que agora,
comprovadamente fazem parte do problema. Portanto, não precisamos de
soluções mágicas e nem de materiais ilusórios que pioram o problema, mas sim
de ações práticas, com objetivos definidos e acima de tudo, sustentáveis.
Para quem quiser se aprofundar mais no assunto segue links de entidades
sérias, como a Plastivida, que orientam para o consumo consciente e
sustentável:
* Instituo Akatu para o Consumo Consciente;
* Plativida
5555555555555555555555555555555555
Ciência & Tecnologia<http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/cienciaetecnologia>|
Publicada
em 18/04/09 às 17h23
Sacolas oxi-biodegradáveis: solução ou problema? Material se decompõe em
menos tempo, mas precisa de luz e calor intensos
Reportagem Angélica Neiva e Gabriella Pita, especial para o *Comunicação
On-line*
Edição Guilherme de Souza
Aline Pavanelli
[image: Sacolas de plástico compõem a paisagem do centro de Curitiba] Sacolas
de plástico compõem a paisagem do centro de Curitiba
Não é segredo para ninguém que as sacolas plásticas prejudicam o meio
ambiente. Não somente por seu tempo de decomposição – ela demora até 450
anos para se degradar – mas também porque quando usada para armazenar o
lixo, não permite que resíduos biodegradáveis, como restos de comida, se
decomponham mais rápido.
Na tentativa de amenizar o problema, o Paraná aprovou uma lei, em julho do
ano passado, que obriga os supermercados do Estado a reduzir o impacto
causado pelos utensílios. Grandes redes como Condor, Festval e Mufatto
optaram pelo uso das sacolas oxi-biodegradáveis, cujo processo de degradação
é mais rápido, um período aproximado de 18 meses após seu descarte.
O que poucos sabem é que isso só acontece em condições de luz e temperatura
específicas e, mesmo assim, alguns especialistas questionam se o material
realmente chega a ser decomposto, já que ele, ao contrário do que seu nome
diz, não é biodegradável.
“O material oxi-biodegradável contém um aditivo que, na presença direta de
luz e calor acima de 40°C entra em funcionamento, degradando o plástico. Em
Curitiba quando você vê 40°C?”, indaga a professora de Química Orgânica da
UFPR Sônia Zawadzki.
Ela explica que é a reação fotoquímica que promove a degradação e não os
seres vivos, por isso é errado dizer que as sacolas são biodegradáveis.
“Várias pesquisas feitas por empresas ou centros de pesquisa misturam
plástico convencional com amido, que é biodegradável, mas o plástico
continua não sendo biodegradável. O microorganismo come o amido, mas o
plástico continua lá”, aponta.
*Controvérsias*
Para o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca
Rodrigues, as sacolas oxi-biodegradáveis só trazem benefícios ao meio
ambiente. “Estamos trabalhando para tornar obrigatório o uso das sacolas
oxi-biodegradáveis para armazenamento do lixo”, afirma Rodrigues.
Segundo o site Reusable Bags <http://www.reusablebags.com/>, que é
inteiramente dedicado a iniciativas que diminuam o uso deste tipo de
material, estima-se que são consumidas de 500 bilhões a um trilhão de
sacolas plásticas por ano pelo mundo. Enquanto se decompõe, o plástico pode
liberar fragmentos que contaminam o solo e a água.
O mesmo acontece com os sacos feitos com substâncias oxi-biodegradáveis. No
processo de degradação são liberados metais pesados com níquel, cobalto e
manganês. Além disso, gases que estão diretamente ligados ao efeito estufa,
como o CO2 e o metano, também são emitidos.
Enquanto não sabe os reais benefícios das sacolas oxi-biodegradáveis, Dona
Dulce Nery, de 77 anos, optou pela sacola de feira, que sempre a acompanha
ao mercado. “Prefiro usar sempre a minha sacolinha de pano. Para quê pegar
as de plástico, se vou usá-las só por 15 minutos?”, questiona.
Já a funcionária pública Élide Cristina Crema adotou outra estratégia para
reduzir o consumo de sacos plásticos. Em vez de usar as que o supermercado
oferece, pede para que a atendente coloque as mercadorias em caixas de
papelão. “Pelo menos estou contribuindo um pouquinho”, diz. “Se cada um
encontrar uma maneira de diminuir ou acabar com o uso de saquinhos
plásticos, com certeza as coisas vão melhorar”.
*Tempo médio de decomposição dos resíduos*
Papel - 3 meses
Palito de fósforo - 6 meses
Ponta de cigarro - 1 a 2 anos
Chiclete - 5 anos
Lata - 10 anos
Garrafa de plástico - mais de 100 anos
Latinha de cerveja - 200 anos
Tecido - de 100 a 400 anos
Fralda descartável - 600 anos
Vidro - mais de 4.000 anos
Fonte: Natural Limp – Empresa de elaboração de projetos de reciclagem.
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009 A polêmica do plástico
oxibiodegradável<http://gestaodomeioambiente.blogspot.com/2009/07/polemica-do-plastico-oxibiodegradavel.html>
Para quem pensava que as sacolas oxibiodegradáveis seriam a resposta
para o
problema do acúmulo de plásticos na natureza, há uma má notícia: é cada vez
mais freqüente, entre os especialistas, a opinião de que o modelo é
poluente.
Um dos maiores especialistas em degradação de plásticos do mundo, o
americano Joseph Greene esteve em Porto Alegre, no fim de junho, para o 8º
Simpósio do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), no qual
mostrou os resultados de uma pesquisa sobre o impacto de alguns tipos de
plástico no ambiente. Com base no estudo, a Califórnia abandonou a idéia de
adotar o plástico oxibiodegradável no Estado - Greene apurou que esse
plástico não se desintegra.
- Não queremos que o plástico acabe com o planeta. Plástico é maravilhoso,
mas pode se tornar um veneno - avaliou o americano.
Segundo o presidente do Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, o plástico
oxibiodegradável se esfarela com o tempo e é ingerido por peixes e outros
animais, o que poderia levar a um desastre ecológico. Ainda assim, a
Fundação Verde (Funverde), que divulga o oxibiodegradável no Brasil, afirma
que há centenas de laudos comprovando a degradação do material em até 18
meses.
Enquanto isso, o Plastivida estuda alternativas para reduzir o impacto do
uso do plástico no Brasil. Em agosto, lançará o Programa Qualidade e Consumo
Responsável de Sacolas Plásticas, que promove duas soluções de curto prazo:
convencer os consumidores a deixar de lado a mania de usar sacolas duplas e
a acomodar mais produtos em cada uma delas.
Prévia de pesquisas realizadas pelo Plastivida em São Paulo mostram que 13%
da população utiliza a sacola em duplicidade e que 61% usam apenas metade da
capacidade que elas podem suportar - seis quilos, conforme a Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
- A culpa não é só do cliente, as sacolas são muito frágeis - aponta
Esmeraldo.
Se o instituto alcançar o objetivo - de que apenas 6,5% da população utilize
sacolas em duplicidade e 30% aproveite toda sua carga -, a redução no uso de
sacolas plásticas pode chegar a 37%. O programa é uma parceria da Associação
Brasileira de Supermercados (Abras) e da Associação Gaúcha de Supermercados
(Agas). Será feito um trabalho de incentivo ao uso consciente com
empacotadores e caixas. Além disso, haverá cartazes sobre o projeto nas
lojas e um selo com a carga que cada sacola suporta.
*Dúvidas verdes*
A capa do Ambiente do mês passado, Carregando um problema, motivou uma série
de e-mails de leitores com dúvidas sobre o uso de sacolas plásticas. O
coordenador da área de Gestão Ambiental da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), Darci Campani, responde às questões de Sidney Charles
Day, Andréa Cruz e Octavio Augusto de Souza.
*É correto usar sacolas plásticas como saco de lixo?*
O grande problema não é o fato de utilizá-las para a colocação de lixo, mas
sim a imensa quantidade de sacolinhas que levamos para casa e que não têm
outra utilidade senão essa. Às vezes, são tão fracas que nem para colocar o
lixo servem. Aí, acabamos gastando mais ainda. As sacolas utilizadas para o
transporte dos resíduos sólidos, na sua maioria, irão para aterros
sanitários e nunca mais serão aproveitadas. Fazer isso com material virgem é
um desperdício.
*Por que as sacolas precisam ser feitas de material virgem?*
Porque material reciclado pode não ter a garantia da desinfecção necessária
ou a ausência de substâncias contaminadas, portanto não podem ser utilizadas
para transportar alimentos. Para o transporte de alimentos, o ideal é usar
embalagens não descartáveis e que dêem garantia de higiene.
*Os sacos de lixo à venda se degradam mais rapidamente do que as sacolas
plásticas?*
Como os sacos de lixo são feitos de material reciclado, a sua diferença em
relação às sacolas não é a velocidade da degradação, mas sim o fato de já
terem sido utilizados várias vezes. Sempre que reutilizamos ou reciclamos
algo estamos evitando a extração de material virgem, e com isso aumentando a
vida útil das reservas naturais.
*Há sacolas plásticas mais poluidoras do que outras?*
Existem sacolas feitas com compostos metálicos e que, ao se decomporem,
liberam essas substâncias no ambiente.
*É correto usar sacolas plásticas para recolher fezes do cachorro ou é
melhor colocá-las nos canteiros, porque viram adubo?*
Depende do tamanho do cachorro e do canteiro. O ideal seria que as fezes
passassem por um processo de fermentação aeróbia, por meio de uma
composteira. A aplicação contínua de material não degradado pode levar a uma
concentração elevada de coliformes fecais. Se você ainda não faz
compostagem, utilize um saco pequeno em vez de uma sacola de supermercado
para juntar as fezes e coloque-o junto com os resíduos comuns.
ZERO HORA - 31 de julho de 2008.
Postado por Emerson às
08:30<http://gestaodomeioambiente.blogspot.com/2009/07/polemica-do-plastico-oxibiodegradavel.html>
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