O dúbio mascarado o mentiroso Afinal, que passou na vida incógnito O Rei-lua postiço, o falso atónito; Bem no fundo o covarde rigoroso.
Em vez de Pajem bobo presunçoso. Sua Ama de neve asco de um vómito. Seu ânimo cantado como indómito Um lacaio invertido e pressuroso. O sem nervos nem ânsia – o papa- açorda, (Seu coração talvez movido a corda…) Apesar de seus berros ao Ideal O corrido, o raimoso, o desleal O balofo arrotando Império astral O mago sem condão, o Esfinge Gorda. Poema Aqueloutro, de Mário de Sá Carneiro Gravura de Nicolas Poussin – Rinaldo and Armida, 1629
