olá todos, antes de mais nada: que 2010 seja "O" ano do pulo cultural do
gato nesta província...

Bom, após bons e longos dias off line (inclusive o celular - é que em
Gostoso não tem sinal hehe), pegando uma cor e tirando a marca branca da
camisa do braço, volto a mergulhar nessa zona chamada internet.

Confesso que fiquei surpreso com a quantidade de respostas (inclusive troca
de farpas) e comentários sobre o caso das cotas no vestibular da UFRN. Bom,
quero deixar claro que não sou o autor do texto (óbvio né! teria assinado)
pois nem de sangue eu gosto imaginem estudar Medicina.

Enviei para várias listas (por acreditar que o assunto é de interesse geral)
e li as 49 respostas que chegaram... filtrei três boas
ponderações/informações genéricas para engrossar o caldo.

abrass

Yuno

Confiram:
*
1. FeLLipe CéSar, guitarrista da banda SeuZé disse o seguinte na lista RN
Rock:*

 Bem mais prático e justo do que dá esse tipo de privilégio, é melhorar a
qualidade do ensino público, pois um dia já foi de boa qualidade. Basta vcs
perguntarem aos seus pais onde eles estudaram.

Pronto...assim não precisa colocar pessoas ditas "desfavorecidas" largando
com qualquer vantagem.

Só não me venham dizer que o ensino público não tem condições de melhorar...

*
2. O jornalista Hugo Morais, também na lista RN Rock disse isso:*

  Eu estudei em escola particular, na ETFRN, na UFRN e no CEFET. Existe
gente boa e ruim emqualquer lugar. Um amigo meu se formou em Direito na UnP.
Ficou na terceira suplência na UFRN, mas ninguém desistiu. Sabe o que ele é
hoje? Juiz. Somente.

Sou contra qualquer cota. Essa história é para maquiar a deficiência do
ensino básico e principalmente municipal e estadual. Tem é que mudar a
estrutura das escolas públicas. Mas ninguém muda, dão cotas para consertar o
erro que vem de priscas eras.

Hugo Morais

http://www.oinimigo.com
http://www.bemvindoboaviagem.blogspot.com
http://www.portalrockpress.com.br
http://colunas.digi.com.br/author/hugo/


*3. O editor de imagens e radialista Ricardo Paiva finaliza enviando
fragmento do edital da Comperve na lista do Fórum Audiovisual:*

VI – DO ARGUMENTO DE INCLUSÃO PARA ALUNO DA REDE PÚBLICA
46.2. São *requisitos *para que o candidato da Rede Pública se beneficie do
Argumento de Inclusão:
a) ter cursado, com aprovação, na modalidade regular, os *três últimos anos
do ensino fundamental e
todo o ensino médio na Rede Pública*;
b) ter concluído, em qualquer ano, o ensino médio ou estar concluindo em
2009, na Rede Pública,
ambos na modalidade regular.

*e acrescenta:*

Quando a comperve diz que o candidato deve "a) ter cursado, com aprovação,
na modalidade regular, os três últimos anos do ensino fundamental e todo o
ensino médio na Rede Pública;" já está limitando em muito o perfil do
egresso, veja que ele deve ter cursado o final do ensino fundamental (6o ao
9o ano, ou da sexta a oitava série, para os mais antigos), além de ter
cursado todo o ensino médio em escola pública.

Entendo, e isso é opiniao particular, que esse sistema de inclusao e o de
cotas transferem o problema da educação básica, do ensino de qualidade nas
escolas públicas, para fortalecer indices que não passam de numeros para o
governo se gabar de que mais alunos estao se formando. O problema é outro
sim, é da qualidade, como Elizete vem defendendo, e o merecimento e esforço
devem ser recompensados, sim, mas de forma digna e não como prêmios que vão
alimentar o preconceito e a discriminação.

E pelo que li, o email que chegou até esta lista, ao que parece aquele rapaz
veio de escola particular, mas nao sabe diferenciar o mas e o mais... ainda
fala em mérito... problema da qualidade da escola como um todo, pois esse
aluno vai chegar ao ensino superior num circulo vicioso e cada vez mais
estreito, sempre girando pro buraco...

Responder a