Frango na brasa

19 de Março de 2010
 
Nei Leandro de Castro [ escritor ]

Domingo passado, Dia da Poesia, eu estava em casa, cercado dos meus livros 
queridos e das seis mulheres que compõem o meu harém. De repente, Franguinho 
Jorge entra com o “Novo Jornal” na mão, dá umas reboladas e grita que sou um 
fauno da terceira idade. Finjo que não é comigo, ele passa a dizer que sou um 
velho caicoense no limite da libido senil, que sou muito malvisto pelos 
intelectuais conterrâneos, que tenho uma índole belicosa e malevolente. Como 
não me sensibilizar com tanta gentileza?

Fazia muito tempo que Franguinho não apontava seus canos curtos contra mim. A 
sua ira vem de longe, dos anos 1980, quando ele confundiu Stendhal com Balzac e 
eu o corrigi. Ele tomou a corrigenda como o

pior dos insultos e sua mágoa, sua ira, seu ódio só fizeram crescer desde 
então. Mas, eu não sou o único a ter o privilégio do ódio de Franguinho Jorge. 
Por onde passa – de Mossoró ao Acre – ele vai procurando pessoas a quem deve 
dedicar o seu ódio pestilento. Vários dos seus insultos já lhe valeram 
cascudos, tapas e até um banho de mijo, que lhe foi dado por Abimael Silva. 
Pelo visto, o galináceo diminutivo gosta de levar umas porradas e uns banhos 
nada higiênicos, pois continua provocando muita gente. Há pouco, ele ofendeu a 
memória de Rubens Lemos, um homem que tinha um talento e uma dignidade que 
Franguinho está muito longe de ter. Uma rebordosa pode vir por aí.

Para agredir, o boquinha do inferno não mede palavras nem deixa de usar balaios 
de mentiras. Ele disse, por exemplo, que Demétrio Diniz foi alvo do meu 
“contundente vitríolo” que na época “deu ensejo a muitos falatórios e 
insinuações que reputo inverídicas e perversas.” Que história é essa? Olha, 
Franguinho, você tem minha permissão para republicar essa tal crônica quando 
bem quiser, para exibir o meu “vitríolo”. Pode procurá-la nos arquivos da TN e 
usá-la da maneira que quiser. Na realidade, sem mentiras galináceas, eu quis 
fazer uma brincadeira com Demétrio Diniz. Nada de ofensa, calúnia ou injúria. 
Mas, Demétrio teve todo o direito de não gostar da brincadeira e, como 
consequência, perdi uma boa amizade. 

Não vou entrar no blogue nem em outros espaços do Franguinho onde a entrada é 
permitida, com muito prazer. Não me interessam suas lorotas, suas histerias 
furibundas, como também não tenho a menor curiosidade de saber o que Talvani 
Guedes pensa a meu respeito. A mim me bastam as belas amizades que tenho com um 
grande número de poetas, poetisas, jornalistas e intelectuais da minha cidade, 
do meu Estado. Quanto ao frango, eu e a torcida do ABC sabemos que o martiriza 
o fato de ser um cinquentão frustrado, cheio de mazelas e – ai, ai – dilemas 
existenciais. O pequeno galináceo acha que ser mentiroso, agressivo e canalha 
atenuam os seus problemas. 

Vou continuar lendo, vez por outra, o novo jornal de Frango Jorge, onde ele 
deve estar mais feliz do que pinto em beira de cerca, pois ganhou um amplo 
espaço para espalhar intrigas e insultos. Quem o colocou nessa tribuna sabe 
muito bem que por onde o Franguinho passa deixa rastros de ódio, frustração, 
destruição. Se Cassiano Arruda quis correr o risco de ter no seu jornal um 
cafajeste atirando pedras em muita gente honrada, um dia uma dessas pedras pode 
cair na sua cabeça. 




      
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