--- Em dom, 28/3/10, [email protected] <[email protected]> escreveu:


De: [email protected] <[email protected]>
Assunto: [democraciasocialistarn] Fwd: Lições para a campanha da Dilma
Para: "democraciasocialista" <[email protected]>
Data: Domingo, 28 de Março de 2010, 21:13


  





Repasso este texto que recebi,
teresa















Lições para a campanha da Dilma
 
Emir Sade
 
A manipulação da última pesquisa do Databranda, publicada na FSP (Forca Serra 
Presidente), confirmando que A FOLHA MENTE, não deixa de colocar problemas para 
a campanha da Dilma. A "sem gracice" com que repercute a “pesquisa” no próprio 
jornal da família Frias revela que sentiram que foram pegos na tramóia, por tão 
óbvia, e que fazem parte do comando da campanha do governador de São Paulo, 
como Diário Tucano que são.

Mas não deixam de colocar para a campanha da Dilma problemas que apenas começam 
a aflorar em toda a sua dimensão. Em princípio, um governo cuja popularidade 
continua a bater recordes numa pesquisa após a outra – isso nem a Databranda 
consegue esconder -, numa situação econômica muito favorável – em que nem 
parece que até um ano atrás enfrentávamos os efeitos da pior crise do 
capitalismo desde a de 1929 -, tem condições muito favoráveis para eleger seu 
sucessor.

Ainda mais que a oposição tem dificuldades para definir seu perfil. Nem Serra 
se sente à vontade no figurino que a oposição gostaria de ter em um candidato, 
nem a oposição adora o Serra – preferiria muito mais um Alckmin. Mas diante do 
risco do PT renovar seu ciclo de governo, com mais 4 ou 8 anos, tem que se 
resignar a se unir em torno daquele que tem mehor colocação nas pesquisas, 
deixando para um hipotético depois a disputa ferrenha pelos cargos e 
orientações de um eventual novo governo dos tucanalhados- demoníacos.

Mas a campanha de Dilma corre riscos reais. Depois de se recuperar de uma grave 
crise como a de 2005, e do extraordinário apoio que o governo Lula conquistou 
em todas as regiões do pais e em todas as camadas da população, as condições de 
derrota de uma candidatura para a sua sucessão tem que contar com erros graves 
na condução dessa campanha. É certo que o poder econômico e o monopólio brutal 
da mídia contam fortemente como os dois pontos centrais de apoio da candidatura 
de oposição, contra os quais a candidatura da Dilma tem que lutar. Mas a 
campanha de 2006 demonstra que se pode ganhar.

Neste episódio ficou claro que as pesquisas são um forte instrumento nas mãos 
da oposição, que demonstra disposição de se valer da capacidade de manipulação 
e de iniciativa que elas permitem com todo seu peso. Contando com o Databranda 
e o Ibope e a difusão e repercussão que suas divulgações têm no conjunto da 
mídia monopolista, podem conseguir efeitos que não devem ser subestimados.

Diante dessas duas empresas, claramente alinhadas com o candidato opositor, o 
efeito das pesquisas da Vox Populi e da Sensus tem se demonstrado menor. A Vox 
Populi não divulga há tempos pesquisas nacionais, apenas ótimas análises de 
Marcos Coimbra sobre aspectos da campanha, e a Sensus faz a cada dois meses 
pesquisa para uma entidade empresarial, longe da dinâmica que podem impor as 
duas outras empresas.

Ter ficado esperando que a FSP (Forca Serra Presidente) desse de presente a 
esperada superação de Serra por Dilma nas vésperas do lançamento da candidatura 
deste, foi uma grande ingenuidade. Perdeu-se capacidade de iniciativa e sem 
dúvida se sofreu um golpe psicológico, com efeitos políticos. Um gol ilegal, 
validado pelo juiz, vale e altera o marcador.

Pode ter sido resultado de um certo salto alto, conforme a subida da Dilma 
aparece como irreversível, apontando até párea a possibilidade de uma vitória 
no primeiro turno. Sabe-se da falta de limites para o que a oposição e, em 
particular, sua imprensa, podem fazer. Mas de repente parece que nos esquecemos 
disso e ficamos relativamente inertes diante das suas manobras.

Há outros obstáculos para a campanha da Dilma. Um deles é a de que, apesar dela 
ter menor rejeição que o Serra, há resistências maiores entre as mulheres, 
aparentemente como resultado do preconceito feminino de confiar em uma mulher 
para governar, acostumadas tradicionalmente a delegar nos homens as 
responsabilidades políticas.

Outro problema é a já tradicional resistência dos estados de São Paulo para o 
sul, com um preconceito “anti-petista”, que tem que ser compreendido nos seus 
mecanismos, para poder ser combatido com eficiência.

No resto, são os problemas que podem advir em setores mais atrasados das 
tentativas de desqualificação da trajetória militante da Dilma. E, claro, as 
manobras de invenção que devem surgir durante a campanha.

No seu conjunto, uma condução vitoriosa da campanha tem que contar com 
profissionalismo, rapidez, criatividade e capacidade de envolvimento da maior 
quantidade possível de militância.

A vitória é possível, talvez provável, mas não comecará a se configurar até que 
as pesquisas apontem a ascensão da Dilma ao primeiro lugar.


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