Fonte: Blog No Mínimo
Publicado por Luiz Antonio Ryff - 28/11/05 

Um historiador ladrão e um imperador baixinho

Roubos de peças históricas em instituições públicas
não são privilégio de países ao sul do Equador. Se a
Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro está às voltas
com o desaparecimento de fotografias antigas do seu
acervo, na França houve algo bem parecido, como conta
o “Le Monde”. Lá os gatunos foram identificados e
estão tendo que se explicar à Justiça. O julgamento
está previsto para o próximo ano e o principal
implicado é um historiador e respeitado professor
universitário norte-americano de 74 anos.

Os furtos foram cometidos durante 14 anos, entre 1974
e 1988, mas o governo francês só percebeu o problema
oito anos mais tarde, quando um dos documentos
surrupiados foi posto à venda pela Sotheby’s em Nova
York. Era nada menos do que um original do Tratado de
Fontainebleau, em que Napoleão Bonaparte renunciava ao
trono em 1814 e partia rumo ao exílio da Ilha de Elba.
Assim a França perdia seu imperador e modernizador e a
Europa se livrava do pequeno tirano (o que afinal
depende do ponto de vista, ou de onde o livro de
história foi editado).

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