Fonte: Pedro Doria (No Mínimo, 10/01/06) Questão de pele
10.01.2006 | Um número razoável de bibliotecas prestigiosas * incluindo a da Universidade de Harvard * têm este tipo de livro em suas coleções. Embora a idéia de fazer couro com pele humana pareça bizarra e cruel hoje, não era incomum no passado, conta Laura Hartman, bibliotecária de livros raros da Biblioteca Nacional de Medicina em Maryland e autora de um artigo sobre o assunto. Uma matéria do St Louis Dispatch de finais da década de 1800 "sugere que era comum, mas também dizia que não era algo sobre o que se falava entre pessoas educadas", Hartman conta. As melhores bibliotecas pertenciam a colecionadores particulares, alguns deles médicos com acesso a pele de membros amputados e pacientes cujos corpos não eram reclamados. Eles consideravam o couro humano barato, durável e à prova d'água, explica Hartman. Outras vezes, bibliófilos compravam a pele de criminosos, cadáveres de escolas médicas e pobres em geral. Há homenagens, também. A Biblioteca Pública de Cleveland tem um Coorão encadernado com a pele de um líder tribal árabe. Ele quis se preservar protegendo o Livro Sagrado. Flávio Nunes Bibliotecário CRB10/1298 Biblioteca Unisinos - Obras Raras 3590-8855 Ramal: 4550 _______________________________________________ Bib_virtual mailing list [email protected] https://listas.ibict.br/mailman/listinfo/bib_virtual

