*China fecha jornais e revistas para "purificar" a cultura*

*Pequim* - Em 2005, a China proibiu a circulação de 79 jornais e 169
revistas, como parte de uma campanha para "purificar" o mercado cultural e
acabar com a pornografia e a pirataria, segundo dados oficiais divulgados
pela imprensa local.

"Os diferentes departamentos devem desmantelar com severidade as publicações
ilegais, purificar o mercado cultural, atacar de forma efetiva a pirataria e
reforçar a proteção da propriedade intelectual", disse Liu Yunshan, diretor
do Departamento de Publicidade do Comitê Central do Partido Comunista da
China (PCCh).

Também foram fechadas 17 linhas de produção de discos piratas e proibidos 50
softwares para jogos digitais, informou a agência oficial de notícias *
Xinhua*. "Através deste trabalho assustamos os que se dedicam às atividades
piratas e estabelecemos uma boa imagem do governo chinês quanto à proteção
da propriedade intelectual", ressaltou Liu.

As organizações de direitos humanos consideram, no entanto, que a campanha
serviu como desculpa para redobrar a pressão sobre os meios de comunicação
que não são ligados ao governo. Em comunicado, organização Repórteres Sem
Fronteiras (RSF) pediu a libertação de três jornalistas condenados após
escrever sobre um confisco ilegal de terras na província de Zhejiang
(sudeste).

"Enquanto Liu Yunshan elogiava seu departamento de publicidade por fechar 79
publicações no ano passado, as penas de prisão impostas a estes três
jornalistas indicam que a luta contra a pornografia e a pirataria é só um
pretexto", ressaltou a organização.

*E**FE*


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Jonathan Pereira
Bibliotecário / CRB-8° 091/2005
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