De UOL Educação <http://noticias.uol.com.br/educacao>
18 março 2006

O Brasil é chamado de "nação de não-leitores" em reportagem publicada nesta
semana na conceituada revista britânica "The Economist". O texto justifica o
rótulo com base em um levantamento recente que põe o país na
27ª posição (em 30) em assiduidade de leitura. O estudo - cuja autoria não é
explicitada - mostra que o brasileiro dedica, em média, 5,2 horas semanais
aos livros.

A reportagem diz que os altos preços cobrados pelos volumes contribuem para
o desapego à leitura. Segundo a "The Economist", a negligência governamental
com a educação, que está na raiz do que descreve como "indiferença aos
livros", vem desde os tempos da escravidão. O problema foi agravado, de
acordo com a publicação, pela universalização tardia (nos anos 90) do
primário.

A publicação cita iniciativas que visam remediar o déficit, como o Plano
Nacional do Livro e Leitura, mas pondera que é tarefa árdua internalizar o
hábito da leitura. Um indício disso é que a venda de livros no Brasil foi
menor em 2004 do que em 1991. Motivação para o pedido de demissão do
presidente da Biblioteca Nacional, Pedro Corrêa do Lago, em 2005, a
deterioração do acervo por traças é tratada pela revista como motivo para
"vergonha nacional".


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Jonathan Pereira
Bibliotecário / CRB-8° 091/2005
oserbibliotecário.blogspot.com (repositório das reportagens anteriores)
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