A economia do plágio
Veja só o que foi publicado no BLOG
http://www.marginalrevolution.com/marginalrevolution/2006/05/the_economics_o.html
e republicada em português em http://pedrodoria.nominimo.com.br/
"A economia do plágio está mudando. A informação
circula mais. Autoria já não é mais aquilo tudo."
" O plagiarismo é mais injusto quando uma idéia é
roubada antes que seu criador possa coloca-la
para o público. Dito isto, algumas formas de
plagiarismo são eficientes, mesmo que algumas
vezes malandras. Geralmente os "bom executores"
roubam do "pessoal das idéias". Mas não pode-se
dizer que o "pessoal das ideias" executem bem,
nem que sejam bons em vender suas ideias para os executores. "
E por ai vai, o original inglês, com os dez
mandamentos do plagiarismo e suas vantagens para a difusão da informação.
Ou existe uma crise de ética rodando ai pelo
mundo ou eu estou definitivamente descentrado e
por fora de tudo, pois me assusto com isso e afirmo este não é meu caminho.
A racionalidade atual com seus instrumentos e
condições produz um sincretismo de desejos que é
alienado da cultura, da tradição e da ética.
Sendo o desejo o grande produtor de valor, a
escala de preferências da sociedade global, se
encaixa cada vez mais perto do mercado: o lugar
do preço, do lucro da compra e da venda.
A mão invisível destes procedimentos arrumam uma
neo-ética que afaga os pequenos poderes, os que
pretendem estar atuando em nome de uma
racionalidade produtivista, para o bem-estar
social. Pode-se detectar a existência deste
comportamento, hoje em todos os níveis e em
todas as organizações: da empresa capitalista
voltada para o lucro ao pensar iluminado do
campus. As práticas maleáveis se espalham rápido e sem receio.
Ser maleável é um comportamento desejado, para
os gerentes, das instituições. Consiste em estes
atuem com eficiência, com convicção e sem culpas, na zona cinza.
A zona cinza é o local existente na fronteira
entre o certo e o errado o legal e o ilegal. Na
Zona Cinza o oportunismo impera, oculto sob a
aparência de legalidade ou de lealdade
institucional. Os que militam na zona cinza têm
uma ética e uma moral cinza, maleável, que
justifica plenamente ações, parcerias e acordos de qualquer tipo.
Existem na mão de obra nacional e estrangeiros de
vários destinos sempre trabalhando ao soldo da
lealdade propícia, vendeuses de compadrio fácil e de amizades tardias.
Não, este não é meu caminho, mesmo que eu esteja
com o passo errado: "Não, não vou por aí! Só vou
por onde Me levam meus próprios passos...Prefiro
escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos
ventos, Como farrapos, arrastar os pés
sangrentos, A ir por aí...Se vim ao mundo,
foi Só para desflorar florestas virgens, E
desenhar meus próprios pés na areia inexplorada.
O mais que faço não vale nada." *
* (do Cântico Negro de José Regio)
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Prof. Dr. Aldo de Albuquerque Barreto, Ph.D.
# Pesquisador Titular do Ministério da Ciência
e Tecnologia (IBICT)
# Professor do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação - Ibict-Uff
Rio de Janeiro
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