em Agência FAPESP <http://www.agencia.fapesp.br/> 16 maio 2006
Em meados de 1996, o número de usuários de internet no planeta era estimado em 37 milhões, equivalentes a 0,88% da população da época. Dez anos depois, 15,7% do mundo navega pela rede de computadores, com um total que já passou o primeiro bilhão de usuários, segundo dados do serviço Internet World Stats<http://www.internetworldstats.com/> . Em pouco tempo, a internet se tornou parte fundamental da vida pessoal e profissional de boa parte da humanidade, mas tanto a sua importância como os efeitos que acarreta nos usuários ainda não são bem compreendidos. Por conta disso, Diane Wieland, diretora do Programa de Enfermagem da Universidade La Salle <http://www.lasalle.edu/>, nos Estados Unidos, decidiu investigar como o excesso de uso tem afetado os internautas. A pesquisadora analisou estudos comportamentais conduzidos desde 1997 para tentar traçar um panorama da dependência de internet. Os resultados foram publicados em artigo na revista *Perspectives in Psychiatric Care<http://www.blackwellpublishing.com/journal.asp?ref=0031-5990> *. Diane destaca que o caráter de doença é reconhecido pelos especialistas. Os termos "dependência de internet" e "uso patológico da internet", por exemplo, já constam do *Diagnostic and Statistical Manual *da Associação Psiquiátrica Norte-Americana <http://www.apa.org/>. A pesquisadora afirma que, embora seja uma valiosa ferramenta para comunicação, a internet "tem propriedades que, para alguns indivíduos, promovem comportamentos viciosos e relacionamentos interpessoais de falsa intimidade". Ela estima que de 5% a 10% extrapolam o uso da internet de alguma forma, o que daria, no mínimo, 50 milhões de pessoas. Segundo a pesquisadora, a internet tem mudado a maneira como as relações pessoais são iniciadas e desenroladas. Aqui, a rede apresenta diversos pontos positivos, como uma ferramenta que pode ajudar no estabelecimento de contatos pessoais. Do lado negativo, há um grande risco do surgimento de contatos superficiais e de falsa intimidade, "que podem se desenvolver com elevada freqüência". "A dependência de internet é experimentada diferentemente por homens e mulheres. Homens estão mais interessados na busca de informações, em jogos e em cibersexo. Mulheres usam mais como apoio para amizade, romance ou como mecanismo de reclamação de seus parceiros", diz o artigo. Diane nota que, especialmente na questão do sexo virtual, ou cibersexo, as relações feitas por meio de computadores tendem a formar um triângulo com o relacionamento real do internauta. Mas a passagem do virtual para o real é comum, a ponto de a infidelidade ter sido um dos problemas mais freqüentemente mencionados nos estudos. "Os indivíduos afetados também demonstram incapacidade de controlar o uso e podem apresentar fatores como depressão, alcoolismo ou transtorno obsessivo-compulsivo", afirma Diane. O artigo *Computer addiction: implications for nursing psychotherapy practice* pode ser lido em *www.blackwell-synergy.com/loi/ppc.* Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=5490 -- Jonathan Pereira oserbibliotecario.blogspot.com _______________________________________________ Bib_virtual mailing list [email protected] https://listas.ibict.br/mailman/listinfo/bib_virtual

