Fonte: http://todoprosa.nominimo.com.br/?p=48
Saramago: leitura para poucos, polêmica para todos Ler sempre foi e sempre será algo para uma minoria, disse José Saramago ontem à noite, criticando o Plano Nacional de Leitura, um ambicioso projeto que os ministérios da Cultura e da Educação de Portugal apresentam hoje. Programa governamental de incentivo à leitura, para o autor de Memorial do convento, é algo que não é válido, é inútil. Notícia da Reuters aqui. http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/cultura/2395001-2395500/2395481/2395481_1.xml A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, reagiu assim que se recuperou do susto com a declaração politicamente incorreta da maior glória das letras lusitanas: Não vejo como ações que tentam promover e democratizar a leitura sejam vistas como secundárias. Tocaram, Saramago e a ministra, num debate interminável. É corajoso dizer o que disse o escritor, certamente com enorme dose de razão: programas de incentivo à leitura são ótimos para burocratas e rendem encomendas de grandes tiragens a editoras, mas costumam cair no vazio de um sistema educacional e de um modelo de sociedade, sejamos francos que simplesmente não valorizam isso. Por outro lado, se o fato inegável de que ler sempre foi para poucos conduzir ao imobilismo, será que esses poucos não serão cada vez menos? Isso me fez lembrar de uma tirada de Marçal Aquino, autor de Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios (Companhia das Letras), que merecia ter muito mais leitores do que tem. Literatura é para uma seita, diz Marçal. Difícil discordar. Mas algumas seitas crescem, outras vão murchando até morrer. O que será da nossa? __________________________________________________ Fale com seus amigos de graça com o novo Yahoo! Messenger http://br.messenger.yahoo.com/ _______________________________________________ Bib_virtual mailing list [email protected] https://listas.ibict.br/mailman/listinfo/bib_virtual

