Prezada Sueli,
Será que o Brasil não tem jeito? Por que essa implicância da Capes com o
Ibict? Será que a Capes não tem clareza quanto à sua missão? Essa é uma
história antiga. Quando fui diretor do Ibict encontrei uma enorme
resistência para convencer a direção da Capes que o Comut, pela sua
natureza, era um programa onde a participação do Ibict deveria ser
majoritária. Constato que a Capes, na realidade, ampliou sua avidez pela
ocupação de espaços, às vezes, espaços já ocupados, como acontece com a
BDTD. E tudo se passa sem que haja reação dos bibliotecários e outros
profissionais da informação. Veja-se a questão do Portal de Periódicos e,
mais recentemente, a compra feita à British Library (500 mil dólares?) do
acesso a livros ingleses dos séculos XVII e XVIII, sem que, pelo que se
sabe, haja sido feito estudo prévio e formal quanto à disponibilidade desses
títulos em bibliotecas brasileiras e a demanda efetiva por esse material.
Quanto a histórias antigas, há também o caso das teses, das quais a
Biblioteca Nacional queria a todo custo ter o controle bibliográfico e ser a
depositária. Pergunto: em que deu issso?
Para responder à pergunta "Que país é este?" há uma resposta gritada pela
platéia dos shows de rock ao ouvir a música do Legião Urbana. Mas é uma
resposta que não se pode publicar aqui.
Abraços e votos para que não esmoreçam.
Briquet de Lemos
----- Original Message -----
From: "Sueli Maffia" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Lista de Discussão e Divulgação sobre Bibliotecas e Informação Digital
na Internet" <[email protected]>
Sent: Thursday, July 06, 2006 12:13 PM
Subject: [Bib_virtual] Noticia Capes nº 59
Prezados amigos e parceiros da BDTD,
Eu acredito, ou melhor, tenho a convicção de que a iniciativa da Capes
não venha a comprometer ou invalidar a continuidade do nosso projeto. Da
mesma forma que solicita a publicação de teses e dissertações em um
portal de domínio público, a BDTD também segue esta filosofia e foi a
pioneira, no Brasil, na adoção de tecnologias de ponta - padrão de
metadados compatível com padrões internacionais - Dublin Core e ETD-MS
da NDLTD (biblioteca mundial de teses e dissertações) e protocolo
OAI-PMH que permite a coleta automática de metadados “harvesting”- em
software de código aberto, garantindo, assim, interoperabilidade entre
sistemas. O modelo foi discutido e aprovado pela comunidade e hoje a
BDTD é reconhecido por organismos nacional e internacional como projeto
de vulto em nível nacional. Só lamento o desperdício e o descaso com o
dinheiro público, pois além das teses, agora estão criando um novo banco
de discentes, aparentemente, similar ou equivalente a plataforma Lattes.
Porque não utilizar as iniciativas existentes? “Que País é este?”
O Ibict, organismo especializado na área de informação, no qual tenho
orgulho e a sorte de trabalhar, tem por princípio desenvolver os seus
projetos em parceria com a comunidade, e proporciona a sociedade
brasileira um SISTEMA DE INFORMAÇÃO, não apenas um site!!!.
Sueli Maffia
Coordenadora técnica da BDTD
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