Boa Dia Aldo,

Publiquei está sua reflexão no meu blog.

O Ser Bibliotecário
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Abraços,

Jonathan Pereira


Em 05/09/06, aldo <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

O conhecimento tácito não existe: das coisas que acredito

O que é conhecimento é uma pergunta sempre
difícil de responder, fora dos alfarrábios da
filosofia, assim como é difícil responder o que e
a verdade ou a natureza humana. Sei, contudo
,  que difere da crença, que é o empenho em
aceitar a verdade de uma noção qualquer,  ainda
que não verificável. O conhecimento, também não é
informação, embora esta possa ter com ele uma relação de mediação.

Usamos a informação, em qualquer de suas
estruturas,  para referenciar o que é
relativamente "cru", disperso  e
desordenado,  mas o conhecimento é o que foi
"cozido", apropriado, sistematizado.

A apropriação  da informação, seu fim
fundamental,   revela um processo de interação
entre um  sujeito e uma determinada estrutura de
informação, que gera (no sujeito)  uma
modificação em suas condições de entendimento e
de saber acumulado; a apropriação  representa  um
conjunto de atos voluntários, pelo qual o
indivíduo reelabora o seu mundo  modificando seu
universo de conteúdos. É uma criação em
convivência com suas cognições prévias.   Um
inicio, de algo que nunca iniciou antes e que
resultará sempre em uma modificação como
conseqüência  do processo de interação , ainda
que,  possa ocorrer uma volta e permanência ao
estado inicial de saber do indivíduo.

Por estrutura de informação entendemos  a forma
de organização das inscrições de informação;
representa qualquer inscrição em uma base que a
aceite como tal,   um conjunto de elementos que
formam um todo ordenado e com princípios lógicos.
Uma estrutura de informação  possui
características de linguagem que a capacitam para
uma apropriação por um receptor. Estas estruturas
significantes podem ser  agregadas em estoques de informação
institucionais.
Quando distribuídas associam a leitura, o
receptor e a interpretação na sua amplitude conceitual.

Se a existência  de uma estrutura de informação,
seja ela oral, textual, sonora ou imagética ou
digital e a sua apropriação precedem o
conhecimento subjetivo é uma conclusão lógica que
o tal conhecimento dito tácito  inexiste fora da crença.

Tal  conhecimento é dito existir inato no
indivíduo. É algo que prescinde e precede uma
estrutura de informação e uma apropriação, pois
se acredita congênito e  não se exprime
explicitamente  por palavras nem pode  ser
evidenciado ou manifestado em um formato.

E' algo  que de algum modo se deduz pois  esta'
no mundo do secreto e das crenças ocultas.

Um conhecimento tácito só pode ser criado se
formatado, fora da crença;  se o indivíduo que o
possui puder inscrevê-lo primeiro como  uma
estrutura de informação de qualquer tipo, para
então, possibilitar sua  transferência e
apropriação por outros seres humanos. (AAB)



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