Fonte: http://todoprosa.nominimo.com.br/?p=211

Dê um Google: Ahab + baleias = ?

O Brasil, nariz enfiado no umbigo, finge que não é com
ele. Mas continua mundo afora o quebra-pau sobre o
futuro do livro e da leitura na era digital, assunto
que o Todoprosa – embora seja tão cerimonioso com
engenhocas de alta tecnologia que até hoje tem um
celular sem câmera, imagine só – acompanha com
interesse entre o perplexo e o entusiasmado. O último
capítulo é um artigo/resenha (em inglês, acesso
gratuito) de Jason Epstein, ex-diretor editorial da
Random House, no “New York Review of Books”.
Comentando um pacote de cinco livros que de alguma
forma abordam o assunto, Epstein observa que…

"… a concepção original de (Larry) Page (um dos
fundadores do Google) para o Google Book Search parece
ter sido a de que livros, como os manuais de que ele
precisava na escola secundária, são fontes de
informação que os usuários podem pesquisar como
pesquisam na Web. Mas a maioria dos livros,
diferentemente de manuais, dicionários, almanaques,
livros de receita, publicações acadêmicas, manifestos
estudantis e assim por diante, não podem ser
representados adequadamente googlando-se assuntos como
Aquiles/ira ou Otelo/ciúme ou Ahab/baleias. A
“Ilíada”, as peças de Shakespeare e “Moby Dick” são,
em si mesmos, informação para ser lida e ponderada em
sua inteireza."

Confere. Zapear nesses aí seria como cortar a garganta
do canário para lhe capturar o canto. Mas que o
pessoal vai tentar, vai.

http://www.nybooks.com/articles/19436



                
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