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Wikiversidade quer ser tão popular quanto Wikipedia

Universidade virtual e gratuita não exige doutorado dos professores.
Projeto já superou recentemente os 12 mil estudantes.

A Wikiversity, projeto educativo da Wikipedia, é uma universidade virtual e 
gratuita na qual não é preciso ter um doutorado para dar aulas e que, 
segundo seus organizadores, em breve será tão popular como a conhecida 
enciclopédia on-line.

A Wikiversity -- ou Wikiversidade -- superou recentemente os 12 mil 
"estudantes" e usuários registrados e já conta com mais de 4.500 projetos de 
aprendizagem, mas os próprios organizadores reconhecem que é praticamente 
impossível conhecer os números exatos.

"Não há recursos para dar dados de usuários porque mudam a cada minuto", 
disse Sandra Ordoñez, porta-voz da fundação Wikimedia, a ONG que está por 
trás da Wikipedia. "Como outros projetos wiki, a Wikiversidade trabalha 
sobre a base que, quanto mais gente contribui, melhor funciona." "Por 
enquanto não é tão popular como Wikipedia, mas chegará a ser", acrescentou.

Aqui qualquer pessoa com acesso à internet pode criar conteúdos didáticos 
como exames ou fóruns de discussão e corrigir artigos já existentes, da 
mesma forma que ocorre na Wikipedia.

O aumento de participantes evitará, além disso, que os projetos educativos 
fiquem sem finalização se algum professor ou editor o abandonar, um dos 
principais problemas enfrentados por esta universidade virtual.

"Sempre há muitas pessoas colaborando no mesmo projeto portanto, se alguém o 
deixa, outro retoma o curso", explicou Ordoñez. Entre os mais demandados 
estão os cursos de Humanidades, mas a tecnologia "também atrai muita gente".

Um dos principais editores de conteúdos de Biologia é John William Schmidt, 
um biólogo americano que se define como fanático da tecnologia e que 
colaborou com a Wikiversidade desde o seu começo.

"No último ano dediquei um monte de tempo à Wikiversidade... Talvez milhares 
de horas!", confessou Schmidt. "A maioria das páginas que criei tratam sobre 
Microbiologia, mas também publiquei muitos projetos educativos 
tecnológicos."

"Comecei a fazer propostas para a Wikiversidade em 2005" explicou Schmidt, 
cuja motivação era a de "criar um entorno virtual sem as limitações da 
Wikipedia e outros projetos do grupo como Wikibooks", uma coleção virtual de 
livros de texto e conteúdo livre.

Na Wikiversidade não só há material didático tradicional como livros ou 
artigos, mas também há atividades para ensinar as pessoas como aprender, 
explicou Schmidt. Por exemplo, um curso instrui sobre como programar 
videogames, enquanto outro explica detalhadamente como limpar um vaso 
sanitário da maneira mais eficiente (em oito passos e com extensa 
bibliografia).

Na versão em inglês da Wikiversidade, alguns dos cursos mais populares são 
os de cinematografia, utilizados por muitos estudantes para preparar o 
acesso às competitivas escolas de cinema americanas.

Algumas universidades não virtuais dos EUA também estão experimentando a 
oferta de cursos gratuitos online, mas sem a liberdade que oferece a 
Wikiversidade. O Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em 
inglês), por exemplo, distribui cerca de mil cursos gratuitos na internet, 
mas os usuários não podem modificar os conteúdos e os direitos autorais de 
propriedade intelectual são muito mais estritos que na Wikiversidade.

O MIT não concede titulação aos estudantes de seus cursos gratuitos na 
internet, algo que a Wikiversidade também não faz. "Há gente que está 
propondo que concedamos algum tipo de título", disse Ordoñez. "Por enquanto 
não vamos fazê-lo mas no futuro... Quem sabe."

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL86746-6174,00.html
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