Bem, não é bem isso... O Mobo não é um "Classmate comercial". O
Classmate utiliza plataforma Intel (processador e chipsets) e não tem
nada a ver com o Mobo, que uiliza plataforma Via (processador C7 e
chipsets). Este visa concorrer diretamente com o eee pc da alemã Asus,
tradicional fabricante de motherboards. Comparativamente, o Asus eee pc
possui hardware superior ao Mobo da Positivo, além de utilizar Linux
como sistema operacional, num exelente trabalho feito sobre a
distribuição Xandros. Tive a oprtunidade de testar um desses e fiquei
impressionado com o desempenho dessa pequena máquina. É bastante
completa e muito rápida. Seu preço varia de R$ 899,00 à R$ 1200,00.
aproximadamente no mercado brasileiro. Lá fora custa em torno de
trezentos dólares. Entre o Mobo e o eee pc, cetramente compraria o
segundo, aliás, coisa que já está nos meus planos.
Não vejo necessidade do MEC manifestar-se sobre o assunto, pois tanto
Intel quanto Positivo, são empresas privadas e possuem liberdade para
lançarem seus produtos no mercado. Classmate ou OLPC não são frutos de
uma demanda exclusiva do governo federal, são iniciativas privadas e não
há porque não buscarem o mercado se houver aceitação para o produto.
Carlos B. Schwab
Murilo Cunha wrote:
Positivo dribla governo e coloca Classmate PC à venda
12/05/2008 |
Lucas Pretti | Estadão
CPqD
Além de anunciar seu primeiro mininotebook, a Positivo mostrou ousadia
na semana passada com outro lançamento. A empresa driblou o Ministério
da Educação (MEC) e apresentou a versão comercial do Classmate PC,
laptop educacional voltado para crianças. A não ser pelo sistema
operacional, são as mesmas configurações apresentadas na licitação
vencida em dezembro do ano passado - e cancelada pelo governo em
fevereiro deste ano.
O Classmate, feito em parceria com a Intel, chega ao mercado em junho
com o nome Mobo Kids e o mesmo preço da versão adulta, R$ 999 (veja
acima). Ao governo, a Positivo havia oferecido o laptop por R$ 654,50
e acabou vencendo a concorrência contra o XO, da ONG One Laptop Per
Child (OLPC), e o Mobilis, da indiana Encore. A diferença no preço, de
acordo com a empresa, se deve ao sistema operacional Linux, exigência
do MEC.
O lançamento comercial do laptop educacional de baixo custo pode
resolver na prática a aceitação entre os alunos e a aplicação no
dia-a-dia das escolas. Colégios particulares, por exemplo, poderão
testar informalmente o produto, o único à venda no varejo no País.
De acordo com o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, a empresa não
deixou de fabricar o Classmate e de 'acreditar' na licitação do
governo federal. 'O Mobo Kids é uma adaptação para o mercado, mas o
Classmate continua sendo negociado com secretarias estaduais de
Educação e escolas.'
A idéia de vender o pequeno laptop ao consumidor final é ao mesmo
tempo um risco e um desafio, admite Rotenberg. Só há iniciativas do
tipo na Índia e Alemanha e há tão pouco tempo que não é possível
concluir algo sobre a aceitação. 'Fizemos pesquisas e descobrimos que
44% dos usuários compram um computador com fins educacionais', afirma.
O MEC foi procurado pelo Link, mas informou que não vai se pronunciar
sobre o lançamento do Classmate PC no mercado de varejo. Também não há
informações sobre a retomada ou não da licitação para compra de 1,5
mil computadores.
Os três modelos de laptop já vêm sendo testados em escolas de
diferentes regiões do País. O Classmate PC, por exemplo, é aplicado em
uma escola da periferia de Palmas, no Tocantins. Segundo os
professores do Colégio Estadual Dom Alano M. Du Noda, o interesse dos
alunos cresceu, mas há obstáculos para a implantação plena, como o
fato de não haver um laptop para cada estudante. O Link testou os três
notebooks e visitou as escolas-piloto em outubro do ano passado. A
reportagem completa está disponível em http://tinyurl.com/5b9cu5.
Outro fato curioso ao redor do anúncio do Mobo Kids é a parceria com a
Microsoft. Os mininotebooks infantis, assim como a versão adulta, vêm
com Windows XP Home instalado. Só que a fabricante do sistema também
fechou acordo com o concorrente, o XO, no final de abril. No mínimo,
isso sinaliza que a 'briga' pelo nicho dos laptops educacionais deixou
de ser apenas ideológica.
Tanto é que a Positivo espera atingir as classes A e B com o Mobo
Kids. De acordo com pesquisa interna da empresa, lançar laptops de
baixo custo não amplia o acesso das classes baixas à tecnologia.
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