O cérebro 2.0 A informação quando referencia o homem lúcido ao seu destino participa do seu caminho vivencial ao estabelecer suas referências para percorrer a sua odisséia individual no espaço e no tempo. Associada ao conceito de ordem e de redução de incerteza identifica-se com a organização dos sistemas de seres vivos racionais.
A questão que se coloca, no limiar de 2009, é como o trabalhar com a informação enquanto a tipologia de sua estrutura de suporte opera para a ingerência na produção do conhecimento a partir da escrita, leitura e assimilação em documentos codificados em formato digital e depositados em memórias eletrônicas online. A produção da informação segue um processo de transformação com ações definidas e se apóia em procedimentos orientados por uma racionalidade que lhe é específica. Como precursora de uma intenção de gerar conhecimento no indivíduo e na realidade pode ter diferentes alicerces de registro e pode trilhar variados fluxos relativos à sua administração e a distribuição. Está sendo provado que a escrita e a leitura de textos em formato digital estão transformando a mente humana e sua capacidade de assimilar a informação. Já virou cena comum um adolescente ouvir música, assistir TV, trocar mensagens instantâneas e falar ao celular ao mesmo tempo. Mas só agora essa atitude começa a ser entendida com mais profundidade. Habituados desde criança ao conteúdo digital e à comunicação instantânea. os jovens que nasceram nos anos 80, em diante, são considerados os nativos digitais e desenvolveram em seus cérebros uma condição de reflexão de diferente da de seus pais e avós. A exposição à tecnologia intensa presente em computadores, smartphones e videogames libera neurotransmissores e provoca alterações nas células cerebrais. Novas conexões neurais são formadas.Embora os mais jovens sejam os mais afetados por esta modificação estrutural da consciência os efeitos de uma vida digital são observados em todos, destacando-se os idosos que parecem ter, segundo pesquisa cientifica realizada, seus circuitos neurais incrementados ao utilizar e fazer buscas na web. Já não há dúvidas de que esse processo está transformando o cérebro das pessoas num ritmo sem precedentes. Uma das primeiras pesquisas que relacionaram o comportamento da chamada Geração Net, pessoas que nasceram nos anos 80 e após foi liderada pelo canadense Don Tapscott . Analisando entrevistas feitas com 300 jovens, Tapscott observou que aquela era a primeira geração que crescia cercada de tecnologia digital. e que nestas pessoas as configurações da consciência para para perceber, pensar, executar tarefas, decidir, criar eram completamente diferentes dos nascidos antes de 1980 que seriam os migrantes digitais. Uma outra pesquisa recente mostrou como a tecnologia digital afeta o cérebro humano. Uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) fez um experimento para avaliar os efeitos das buscas online em idosos. A equipe. liderada pelo neurocientista Gary Small descobriu que córtex frontal elabora estratégias cognitivas, mas e por intermédio dr outras conexões ele é capaz de desenvolver estratégias de percepção e interiorização avançadas e reconstruir neurônios. Essa região controla a habilidade de avaliar informações complexas, aceita-las ou não e tomar decisões perceptivas. Apenas cinco horas de buscas na web já se produzem novas conexões neurais e isso funciona para qualquer idade. Paul Kearney na Universidade neozelandesa UNITEC mostrou que jogos de computadores melhoram a capacidade cognitiva e a condição de executar multitarefas. Gary Small da UCLA em seu livro iMind realizou pesquisas avançadas que demonstram que, nas mentes lidando com contextos web, o indice médio de inteligência tem crescido devido ao avanço da participação na cultura digital. Existem pesquisas nacionais que mostram as mesmas evidências internacionais de que a interiorização pela percepção de informação digital gera conhecimento diferenciado e mais elaborado; a escrita digital induz a uma assimilação do conhecimento com aumento na possibilidade para avaliar informações complexas e engendrar configurações de memória e aceitação das informações percebidas com mais criatividade e qualidade de mediação. Aldo de A Barreto Fonte : utilizou-se para parte desta mensagem o texto Cérebro 2.0 da Revista Info Exame nº 274, dezembro de 2008, Editora Abril, São Paulo,SP, pg 50 - 55 _______________________________________________ Instruções para desiscrever-se por conta própria: http://listas.ibict.br/cgi-bin/mailman/options/bib_virtual Bib_virtual mailing list [email protected] http://listas.ibict.br/cgi-bin/mailman/listinfo/bib_virtual

